93 pixotes

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2020

 

 

TEXTO PUBLICADO NO SITE CARTA MAIOR

Documentário sobre a Operação Camanducaia deixa o alerta para um país que hoje volta a negar futuro para suas próximas gerações

Quando criou o personagem Pixote no romance-reportagem Infância dos Mortos, José Louzeiro inspirava-se na sua cobertura do Caso Camanducaia, quando 93 crianças e adolescentes delinquentes foram retirados de uma instituição em São Paulo e levados de ônibus até a cidade mineira de Camanducaia, onde foram despidos, maltratados e atirados num barranco. Era parte da operação de “limpeza” da cidade de São Paulo na época em que a Secretaria de Segurança Pública do estado era comandada pelo extremista Coronel Erasmo Dias.

O assunto teve grande repercussão na ocasião, mas foi logo depois esquecido, como tantos episódios da ditadura que tinham ou não relação direta com a política. O documentário Operação Camanducaia, de Tiago Rezende de Toledo, sai atrás dessa memória. Em formato típico de documentário de busca, Tiago narra em primeira pessoa sua busca de testemunhas em Camanducaia. As lembranças são vagas, mas ele persevera. Conversa com o jornalista Paulo Markun, que também cobriu o episódio. Visita arquivos e ouve delegados envolvidos na operação oficialmente chamada de “Passa-Moleque”, que de pouco se recordam e negam qualquer responsabilidade sobre os fatos ou sobre o posterior arquivamento do processo sem punições efetivas.

O esquecimento desse tipo de ocorrência costuma ser conveniente não só para as autoridades envolvidas, mas também para a sociedade, que quer se ver livre desse incômodo à época chamado de trombadinhas. Dos 93 meninos enfiados no fatídico ônibus fretado, só 41 deles apareceram na cidade, nus e famintos.

A narrativa do filme caminha no sentido de localizar alguns dos sobreviventes. Três são reencontrados e narram o que sofreram. A amostragem tem seu lado trágico: um deles não escapou de uma vida de crimes e estava na cadeia. Outro, num lar de desamparados. Um saldo triste, que levanta interrogações sobre o destino possivelmente comum a tantos daqueles garotos.

Operação Camanducaia perdeu a oportunidade de contextualizar melhor o drama dos pixotes no contexto do regime militar. Mas deixa o alerta sobre um país que hoje volta a negar futuro para suas próximas gerações.

O documentário passa no Canal Curta! nesta sexta, 4/12, às 22h30. Reprises 5/12 às 2:30, 6/12 às 15:00, 7/12 às 16:30 e 8/12 às 10:30.

 

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Ato marca os mil dias do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 8 de Dezembro de 2020

 

Matéria publicada no jornal O DIA

Em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia, Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco marcaram no chão a frase '1.000 dias sem respostas'. Crime cometido em março de 2018 segue sem conclusão

O assassinato mais marcante da história recente do Rio de Janeiro segue sem respostas, mas a luta pela memória de Marielle Franco e Anderson Gomes continua. O crime, cometido na noite de 14 de março de 2018, completa 1.000 dias nesta terça-feira, e para lembrar a data e pedir Justiça, a Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco organizam um ato na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores, onde Marielle legislava. 

Organizadores do ato esticaram no chão da Cinelândia uma faixa com a frase '1000 dias sem respostas'. A hashtag #1000DiasSemResposta é usada por artistas, ativistas e influenciadores digitais nas redes sociais. Nesta terça-feira, quando o Dia da Justiça é celebrado, 550 relógios tiveram seus alarmes disparados simultaneamente às 8h, bem em frente à Câmara dos Vereadores. O protesto foi batizado de 'Despertador da Justiça'.

Devido aos protocolos de saúde pública, não haverá convocação para atos presenciais. Mas, nas redes, o Instituto Marielle Franco formulou uma petição, no endereço bit.ly/mariellejustiça, para pressionar por justiça o governador em exercício, Cláudio Castro, e o procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Gussem.

“São 1000 dias que acordamos todas as manhãs com a esperança de uma resposta. 1000 dias de dor e saudade. E não somos só nós da família que estamos interessadas. O Brasil precisa dessa resposta para que casos como esse não se repitam”, diz Anielle Franco, irmã de Marielle e diretora executiva do Instituto Marielle Franco.

A ex-vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados na noite de 14 de março de 2018, no bairro do Estácio de Sá, quando voltavam de um evento na Lapa. Mais de dois anos depois, as investigações continuam, mas o quebra-cabeça parece longe de ser concluído pela Polícia Civil. O caso teve reviravoltas e pedidos de federalização. Atualmente, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o seu compadre, o ex-PM Élcio Queiroz, acusados de estarem no carro que atirou contra a vereadora, cumprem pena no presídio federal de Rondônia. Os mandantes, no entanto, ainda não foram descobertos.

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Milicianos fracassam na tentativa de emplacar nova geração no Rio

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 16 de Novembro de 2020

 

Carminha Jerominho (PMB) e Daniel Carvalho (PTC), por exemplo, tiveram 4,4 mil e 1,4 mil votos respectivamente

 

Estadão Conteúdo

Figuras centrais para entender a história das milícias do Rio, os ex-vereadores Jerônimo Guimarães, o Jerominho, e Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, não conseguiram eleger seus filhos para a Câmara Municipal da capital fluminense. Após anos presos, os dois haviam apostado em Carminha Jerominho (PMB) e Daniel Carvalho (PTC) para dar continuidade às trajetórias políticas das famílias. Os candidatos tiveram, respectivamente, 4,2 mil e 1,4 mil votos e ficaram fora do Legislativo.

Jerominho e seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães são apontados como fundadores da Liga da Justiça, milícia que atuava em Campo Grande e Santa Cruz, bairros populosos da zona oeste do Rio, no início dos anos 2000. O grupo conhecido atualmente como Bonde do Ecko, considerado o maior bando de milicianos do Rio, é uma espécie de continuação da Liga criada por eles. Ex-policiais, os irmãos passaram cerca de onze anos presos. Foram soltos em 2018.

Deco era dos primórdios da milícia que atuava na região de Jacarepaguá, também na zona oeste, especialmente no bairro da Praça Seca. Agora em liberdade condicional, ele foi acusado de chefiar o grupo criminoso. Entre os planos que teria orquestrado como miliciano, haveria um para assassinar o então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), relator da CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio. Outro alvo seria a delegada Martha Rocha, hoje deputada estadual pelo PDT e terceira colocada na disputa pela prefeitura do Rio.

Filha de Jerominho, Carminha já foi vereadora – e, como o pai, esteve na cadeia. Em 2008, ela foi levada ao presídio durante a corrida eleitoral, o que não impediu sua eleição. Depois, contudo, não conseguiu se reeleger. Neste ano, fazia agendas intensas de campanha pela zona oeste, com direito a participações do pai e do tio como cabos eleitorais.

Na semana passada, a família Jerominho foi alvo de operação da Polícia Federal, que apreendeu materiais de campanha dela e dinheiro em espécie. A ação ocorreu depois que a PF identificou movimentações financeiras atípicas nas contas do clã.

No município mais populoso da Baixada Fluminense, Duque de Caxias, outro acusado de integrar uma milícia conseguiu emplacar o nome do filho. Chiquinho Grandão (Progressistas) está até hoje com mandato no Legislativo local, mesmo após ter sido indiciado e preso. É acusado pelo MP de formação de quadrilha. O grupo do parlamentar seria responsável por impor “taxas de segurança” a comerciantes. Também exploraria serviços de transporte alternativo, agiotagem e outros tipos de crime comuns a esse tipo de milícia.

Vitinho Grandão, o filho, concorreu pelo Solidariedade e conseguiu os votos necessários para entrar no Legislativo do município. “Agora é a juventude com experiência”, diz o slogan de uma das imagens em que pai e filho apareciam juntos.

Atingido há duas semanas por tiros – um deles pegou de raspão na cabeça -, o vereador Zico Bacana (Podemos) não conseguiu se reeleger na capital. Investigado por supostamente integrar milícia que atua em bairros da zona norte, o ex-policial teve 11 8 mil votos, pegando apenas uma suplência – entre os candidatos que ficarão na “reserva”, foi o segundo mais votado da cidade.

Os políticos envolvidos com milícias, geralmente, negam as acusações. Atribuem as mesmas a perseguições supostamente movidas por adversários políticos.

 

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Filme sobre Geovane Mascarenhas, executado por PMs, estreia nos cinemas

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 5 de Novembro de 2020

 

Documentário tem depoimentos de familiares e pesquisadores sobre violência

Matéria publicada no jornal baiano CORREIO

O cineasta francês Bernard Attal, 56 anos, veio morar na Bahia em 2005, depois de ter vivido entre o seu país natal e os Estados Unidos. Chegou aqui com aquela bela imagem que Salvador tinha nos livros de Jorge Amado que ele costumava ler. Mas logo conheceu a Bahia real, muito desigual e violenta.

Mais tarde, chocou-se com a violência praticada pela polícia local, a terceira que mais mata no país, segundo dados divulgados em outubro de 2019, em um levantamento do Núcleo de Estudos da Violência da USP. No primeiro semestre daquele ano, 350 baianos haviam sido mortos por policiais.

Mas foi um crime cometido por PMs que aconteceu em 2014 que mais lhe indignou: o assassinato do jovem negro Geovane Mascarenhas, 22, que sumiu depois de ser parado por uma blitz e cujo corpo foi encontrado esquartejado e incinerado. O choque de Bernard diante da barbaridade motivou-o a realizar o documentário Sem Descanso, que chega nesta quinta-feira (5) aos cinemas de várias cidades do país. As salas ainda serão divulgadas.

O filme registra depoimentos de familiares de Geovane, e ouve também especialistas que falam sobre direitos humanos e analisam o histórico de violência da polícia militar no país.

O cineasta soube do crime depois que o CORREIO, primeiro veículo a noticiar o caso, publicou uma série de reportagens assinadas pelo jornalista  Bruno Wendel. “Me chamou a atenção o interesse que o jornal teve em acompanhar o caso por tanto tempo”, recorda-se o diretor. A série Onde Está Geovane? rendeu ao CORREIO um Prêmio OAB de Jornalismo e uma indicação ao Prêmio ExxonMobil de Jornalismo - antigo Prêmio Esso.

A pouca mobilização da sociedade em torno do caso também impressionou Bernard: “Quando fui ao interior da Bahia para acompanhar o enterro de Geovane, só havia a família dele e alguns jornalistas. Mas não havia artistas, não havia formadores de opinião”.

Um outro fator também lhe chamou a atenção: no mesmo período da morte de Geovane, a população dos Estados Unidos protestava contra o assassinato de Michael Brown, um jovem negro de 18 anos morto pela polícia em Saint Louis, no estado de Missouri, uma semana depois de Geovane. “Vi como a população lá, inclusive pessoas brancas, se mobilizou, enquanto aqui não houve mobilização”, compara Bernard.

Pena de morte

Quando morava em Nova York, Bernard militou numa campanha contra a pena de morte. Ao chegar no Brasil, acreditou que não seria necessário se empenhar na mesma luta, afinal esse tipo de punição não está previsto na nossa legislação. “Mas percebi que a pena de morte é praticada de fato nas ruas, só que o brasileiro parece não se dar conta disso. A pena de morte só não está na lei. E a violência policial tem crescido muito, independente de qual seja o governo”, observa Bernard.

O empenho do pai de Geovane em buscar justiça também pesou muito na decisão de filmar. Jurandhy Silva de Santana, 40, não se conformava com o desaparecimento do rapaz. Foi à polícia diversas vezes, ao Instituto Médico Legal, apelou à Corregedoria da polícia militar… mas ele não encontrava informação alguma sobre o paradeiro do filho.

As autoridades só começaram a se empenhar em esclarecer a morte de Geovane quando o CORREIO tornou o caso público. O repórter especial Bruno Wendel estava no IML quando conversou com Jurandhy e soube do desaparecimento do rapaz. “Mas ele não tinha prova de que os policiais estavam envolvidos. Alguns conhecidos dele diziam que Geovane havia sido parado numa blitz antes de sumir, mas aquilo não era o bastante para fazer a reportagem com segurança”, lembra o jornalista.
Capa do CORREIO com primeira reportagem sobre Geovane

Mas três dias depois, Jurandhy o procurou e mostrou algo decisivo: um vídeo que mostrava Geovane sendo agredido por PMs e, em seguida, entrando numa viatura. “Ele me mostrou o vídeo e fiquei impressionado: pela primeira vez eu tinha uma prova incontestável da violência da polícia”, conta Bruno.

Jurandhy aceitou que a reportagem fosse realizada, ainda que houvesse sido alertado pelo jornalista sobre os riscos que iria correr ao denunciar os PMs. “Ainda assim, ele não hesitou. Só disse ‘quero encontrar meu filho e não me importo com mais nada. No dia seguinte, publicamos a matéria e foi aquele alvoroço”, recorda-se Bruno.

O repórter diz que a atuação da imprensa foi fundamental no envolvimento das autoridades em investigar o caso: “Com certeza, o corpo não seria encontrado se não fosse a reportagem. A publicação fez a Secretaria de Segurança Pública se movimentar”.

 

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Mudança à vista: diploma universitário será exigido de policiais

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 2 de Novembro de 2020

 

Alerj votará nesta quarta-feria projeto de lei do governo estadual que cobra Ensino Superior para o cargo na Polícia

Notícia publicada na edição online do jornal O DIA

Por PALOMA SAVEDRA

O Ensino Superior passará a ser uma exigência para o cargo de investigador policial. O projeto de lei do governo estadual que exige diploma de Ensino Superior para esse cargo na Secretaria Estadual de Polícia Civil (Sepol) será votado na próxima quarta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e já há expectativa de aprovação.

O texto é fruto de articulação dos agentes com o Executivo, já que, em 2017, um projeto (de autoria do então deputado Zaqueu Teixeira, do PDT) com o mesmo teor foi aprovado e promulgado pela Casa, mas barrado pela Justiça. Em 2019, atendendo a um pedido feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ), o Judiciário fluminense declarou a lei inconstitucional por vício de iniciativa. Ou seja, a medida tinha que ter sido proposta pelo governo e não pelo Legislativo.

Desde que o processo começou a correr no Tribunal de Justiça, a categoria passou a cobrar uma iniciativa do governo. Integrantes da classe e do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol) chegaram a ser recebidos pelo então governador Wilson Witzel (hoje, afastado) para tratar do tema.

Em seguida, o assunto foi estudado pelas áreas técnicas do Palácio Guanabara, resultando na proposta que agora será analisada pelos deputados da Alerj. A mensagem foi encaminhada pelo governo Cláudio Castro.

Na última quinta-feira, representantes da classe também estiveram com o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), semana passada. Durante a reunião, Ceciliano, por sua vez, incluiu o texto na pauta de quarta-feira.
“Esse projeto corrige uma injustiça histórica e traz valorização e autoestima para os investigadores, tendo em vista que no dia a dia das delegacias todos os cargos exercem as mesmas funções, não sendo correto que os investigadores sejam tratados de forma diferenciada”, declarou o presidente em exercício do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Fábio Neira, comparando a função do investigador com a dos inspetores de polícia e oficiais de cartório policial.

Memória

Em 2017, a lei havia sido proposta pelo então deputado Zaqueu Teixeira (PDT) e aprovada pelo plenário. O governo vetou, mas a Alerj derrubou o veto e promulgou a lei. Depois, o Estado recorreu à Justiça com uma Representação de Inconstitucionalidade (RI), alegando que esse tipo de proposta só pode ser apresentada pelo Executivo.

 

 

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Xuxa vai processar Sikêra Júnior por difamação: ‘Mistura de palhaço e repórter’

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 29 de Outubro de 2020

 

Publicado na edição online do jornal O DIA'

A apresentadora já havia o criticado por fazer piada ao noticiar um caso de zoofilia

Na sua última coluna para a revista Vogue, Xuxa afirmou que vai processar o apresentador da RedeTV! Sikêra Júnior por difamação, pois em uma das edições de seu programa, ele se referiu à ela como pedófila e a acusou de fazer apologia às drogas. Antes disso, a apresentadora já havia o criticado por fazer piada ao noticiar um caso de zoofilia.

“Parece que ele quer ser bastante popular e caricato, uma mistura de palhaço e repórter com uma postura bem forçada, desengonçada e tosca. Na imagem que eu vi ele estava rindo, debochando de um crime, zoofilia. Ao invés do apresentador dizer o quanto isso é errado, ele pede para alguém da sua equipe usar uma máscara de bicho e outra pessoa fazer a cena de estupro. Tudo isso abaixo de muitos risos”, escreveu Xuxa.

A apresentadora teve acesso às imagens de Sikêra por meio das redes sociais de Luísa Mell e repostou o conteúdo questionando “Qual é a graça? Zoofilia é crime”. “O tal senhor, ao invés de ver o erro que fez e se desculpar com as famílias que vêem seu programa, começou a me atacar, me chamando de pedófila e ex-rainha. E mais, disse que ensinava crianças a não deixarem ninguém tocá-las em certos lugares do corpo”, comentou ela.

Em resposta a Xuxa, Sikêra citou o filme 'Amor Estranho Amor'. “Esse senhor disse que transar com criança é pedofilia e ele tem razão, assim como sexo com animal é zoofilia, ambos crimes. Errou ao dizer que eu fiz, aliás errou muito feio, mas isso é assunto para meus advogados. De qualquer forma, esclarecendo o que eu acredito que ele não saiba, ficção é uma coisa e realidade é outra”, esclareceu.

“Há 40 anos, fiz um filme onde interpretei uma menina de 15 anos que foi vendida a um prostíbulo para ser dada de presente a um político. Uma ficção, que retrata o que se passa até hoje na vida de muitas meninas e meninos, não na minha. Muitas crianças, assim como minha personagem, são vendidas e exploradas sexualmente por pessoas que acham que tudo é permitido a seu bel prazer”, explicou ainda a apresentadora.

EM TEMPO: O programa citado é, entre outras coisas, um desrespeito ao telespectador. Deixa à mostra a estrutura, o nível ético da emissora que, na luta por bons índices no Ibope, faz disso um fim em si mesmo.

 

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