RETRATO NA PAREDE

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 28 de Junho de 2020

 

 

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e atormentaram a si mesmos com muitas dores”. ( 1 Timóteo 6.10)

NÃO INVESTIR FINANCEIRAMENTE A FAVOR DOS MAIS VULNERÁVEIS, DEIXANDO - OS ENTREGUES À PRÓPRIA SORTE É, ENTRE OUTRAS COISAS, UMA VIOLÊNCIA, UMA AFRONTA AOS DIREITOS HUMANOS.

O governo Bolsonaro vai mudar o nome do Bolsa Família que, tudo indica, vai se chamar Renda Brasil. Quando um governante não possui competência administrativa, criatividade, e não investe nas questões sociais, costuma modificar ou acabar com aquilo que funciona, como foi o caso, por exemplo, à época do tucanato com as privatizações, que se transformaram numa panaceia para todos os problemas.

O presidente Bolsonaro, políticos de direita, empresários, membros da elite e da classe média, sempre foram críticos do Bolsa Família, programa de transferência renda criado no governo Lula, em 2003.

Mas, apesar das críticas, o Bolsa Família foi um sucesso, a ponto de  alguns países o adotarem.

Nas últimas eleições, as críticas, do nada, cessaram. Ninguém teve a coragem de criticar o projeto petista, muito menos sugerir sua  extinção, pois sabiam que com isso poderiam perder votos. .

Este governo não tem compromisso com o interesse público e analisa tudo sob um ponto de vista ideológico. Seus prosélitos têm uma visão de mundo distorcida e obsoleta.

Com o seu discurso autoritário e, não raro intimidatório, o governo teve um desempenho pífio no seu primeiro ano, principalmente na área econômica.

Por conta da pandemia do coronavírus, o que já estava ruim piorou. O  governo não conseguiu estruturar nenhum projeto para conter o contágio, sempre agiu na contramão dos protocolos e recomendações da área médica e instituições internacionais, desgastando a imagem do país perante o mundo.

No dia 22 de maio último, o presidente Bolsonaro disse que o governo não tem condições de manter o auxílio emergencial de R$600, cujo objetivo é amenizar o impacto  econômico provocado pela pandemia dos coronavírus.ressaltou que pretende baixar o valor das parcelas, que podem ficar entre R$400, R$300 ou R$200. O auxílio demorou a chegar. Foi mal  estruturado, burocrático em excesso. E limitado no valor e no tempo  de duração.

A visão de mundo do neoliberalismo perdeu toda a sua base e seu discurso de sustentação de valorização do mercado acima de tudo. A pandemia deixou à mostra que o  papel do Estado é de fundamental importância para estabilizar a economia e dar proteção aos mais pobres, aos mais vulneráveis, tema do livro da economista Laura Carvalho, lançado este mês - Curto-circuito: o vírus e a volta do Estado ( Editora Todavia). A autora é professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade  de São Paulo - USP.  

Diante dos fatos em tela, tenho a mais absoluta das certezas de que a história cobrará o seu preço. E que o presidente Bolsonaro será apenas um retrato na parede.

 

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Desmilitarização da PM

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 25 de Junho de 2020

 

A matéria publicada esta semana pelo site The Intercept, da repórter Cecília Oliveira, relata que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - PMERJ - decidiu proibir que policiais, mesmo os que se encontram na reserva, precisam de autorização prévia para conceder entrevistas, participar de vídeos e lives.

O objetivo, de acordo com a instituição, é evitar “temas que possam induzir o público a pensar que  o que foi  dito por PMs é um posicionamento oficial da corporação”.

Explica, mas não justifica. Conversa para bom dormir. Na verdade, o nome disso é CENSURA.

Por causa de situações dessa natureza, incompatível com um regime democrático digno desse nome, é que este blog sempre foi e continua sendo a favor da desmilitarização da PM

 

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Crimes ainda sem solução

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 22 de Junho de 2020

 

Tudo indica que a prisão do ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro, além de fazer transações econômicas com altas somas de dinheiro, como se fosse um economista, e suas ligações com alguns ex-policiais acusados com envolvimento em milícias possa ajudar a desvendar - definitivamente -  quem mandou matar a vereadora Marielle Franco e por quê? O motorista da parlamentar Anderson Gomes também foi atingido e morreu. O fato ocorreu no dia 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, regvião central do Rio.

Apesar da repercussão internacional, o crime, que completou dois anos em março último, continua sem solução.
O mesmo ocorre com o assassinato do pastor evangélico Anderson do Carmo, no dia 16 de junho de 2019, no bairro Pendotiba, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, marido da também pastora, cantora gospel e deputada federal Flordelis dos Santos de Souza.

Crimes não resolvidos, entre outras coisas, atingem a credibilidade das instituições perante a população.

 

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‘Devolve o meu neto’, disse avó de jovem negro sequestrado e morto pela polícia

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 19 de Junho de 2020

Notícia publicada no site do jornal O DIA

Ligação foi feita ao sargento Adriano Fernandes de Campos, principal suspeito por ter sequestrado, torturado e matado o adolescente de 15 anos em São Paulo

São Paulo - A avó do adolescente negro Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, sequestrado, torturado e morto pela Polícia Militar de São Paulo, fez uma ligação para o sargento Adriano Fernandes de Campos, 41, preso por suspeita de envolvimento no caso. “Devolve meu neto”, disse ela ao sargento. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil de São Paulo ao portal UOL. 

Segundo o portal, Vera Guedes, avó de Guilherme, conseguiu o número de Adriano com o dono de um terreno nas proximidades de sua casa, no bairro de Vila Clara, zona sul de São Paulo, onde o sargento fazia bico como segurança. Vera teve acesso a uma filmagem que mostrava o sargento armado e à paisana, circulando nos arredores da casa onde ela morava com o neto e onde ele havia desaparecido. 

Após a ligação, Adriano desligou e bloqueou o número. 

Guilherme foi encontrado morto na divisa do município com Diadema, na madrugada do último domingo. A prisão preventiva do sargento Adriano, principal suspeito do crime, foi decretada na noite desta quarta-feira.

 

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Sargento da PM foi um dos responsáveis pela morte do jovem negro Guilherme

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 17 de Junho de 2020

 

Publicado no site  da revista Carta Capital

 

O jovem foi sequestrado na madrugada do último domingo e encontrado morto em Diadema

O sargento Adriano Fernandes de Campos, 41º, do Baep (Batalhão de Ações Especiais) de São Bernardo do Campo, foi um dos responsáveis pela morte do jovem negro Guilherme Silva Guedes, de apenas 15 anos. A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada por CartaCapital.

O jovem foi sequestrado na madrugada do último domingo 14 e encontrado morto na segunda-feira 15 em Diadema, na Grande SP. A família suspeitou que policiais militares estivessem envolvidos no caso, pois no local em que o menino foi visto pela última vez foi encontrado um pedaço de pano semelhante à farda utilizada pela corporação com a inscrição “SD PM Paulo”.

 

Duas investigações paralelas e que não estão trocando informações estão em andamento: uma pela Corregedoria da PM, outra pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

O sargento foi identificado por uma câmera de segurança do local. Junto de outro colega que ainda não foi encontrado, Adriano é visto com uma arma de fogo em mãos próximo ao lugar em que ocorreu o crime. Segundo a investigação, o crime foi por vingança pelo roubo de um galpão que a empresa de Adriano presta serviços.

Segundo o UOL, ele é dono da empresa de segurança privada Campos Forte Portaria Ltda. Seu sócio na empresa privada é seu pai, o sargento aposentado Sebastião Alberto de Campos.

A reportagem não encontrou a defesa do sargento.

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O CASO FLORDELIS: ASSASSINATO DO PASTOR ANDERSON DO CARMO COMPLETA UM ANO SEM SOLUÇÃO

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 12 de Junho de 2020

 

Na próxima terça-feira faz um ano do assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da também pastora, cantora gospel e deputada  federal (PSD) Floderlis dos Santos Souza, crime ocorrido na casa do casal, no bairro de Pendotiba, Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Um dos filhos da pastora, Flávio dos Santos, confessou ter dado seis tiros no padrastro. Mas a perícia constatou 30 perfurações. E, um outro filho, Lucas Cezar dos Santos, teria comprado a arma do crime  

  Flordelis ganhou notoriedade a partir de um documentário veiculado  em 2009, que conta como se transformou em mãe adotiva de 55 filhos, além dos quatro biológicos.

O processo corre em segredo de Justiça. A investigação começou sob a responsabilidade da delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), que foi substituída pelo delegado Allan Duarte Lacerda. O fato, de acordo com a Polícia Civil, foi um procedimento de praxe, sem conotação com o andamento das investigações.

Afinal, o pastor Anderson foi morto por quê?  Desavenças na família por causa de dinheiro? O pastor tinha um  relacionamento extraconjugal, como chegou a ser cogitado inicialmente pela polícia? Cadê o celular do pastor? A pistola apreendida no quarto de Flávio foi ou não usada no crime? Quem são os responsáveis pelas tentativas de envenenamento do pastor, que chegou a ser internado em mais de uma ocasião, em 2018, com sintomas de taquicardia e võmitos. Essas são algumas das muitas perguntas não esclarecidas.

 Um roteiro confuso, com muitos personagens e ainda inacabado. Espera-se que esse crime não passe a figurar na lista dos crimes insolúveis.  

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