Sem rumo!

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 30 de Maio de 2020

Minutos antes de começar a escrever este artigo, leio no site Brasil 247 que o Brasil ultrapassa a Espanha e ocupa quinta posição no ranking mundial no número de mortes provocadas pelo coronavírus -27.944 mortes.

Desde o início da pandemia, o presidente Bolsonaro tem minimizado a doença. Chegou ao ponto de afirmar que é apenas uma “gripezinha”

O país já vinha enfrentando uma crise em todos os setores, principalmente na questão social. Com a economia estagnada, parou. Não progride. Só regride. E, com a pandemia, o que já estava ruim, piorou. Triste! Muito triste!

Tráfico, milícia, desemprego, pessoas morrendo como se estivéssemos numa guerra, e um presidente com uma visão tacanha, autoritário, achando que pode resolver tudo com a sua postura intimidatória, completamente perdido na sua administração.

O que nos aguarda após o fim da pandemia?

Pense nisso, principalmente se você votou em Bolsonaro

 

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Sem rumo!

Postado por Paulo Cezar Soares |

Minutos antes de começar a escrever este artigo, leio no site Brasil 247 que o Brasil ultrapassa a Espanha e ocupa quinta posição no ranking mundial no número de mortes provocadas pelo coronavírus -27.944 mortes.

Desde o início da pandemia, o presidente Bolsonaro tem minimizado a doença. Chegou ao ponto de afirmar que é apenas uma “gripezinha”.

O país já vinha enfrentando uma crise em todos os setores, principalmente na questão social. Com a economia estagnada, parou. Não progride. Só regride. E, com a pandemia, o que já estava ruim, piorou. Triste! Muito triste!

Tráfico, milícia, desemprego, pessoas morrendo como se estivéssemos numa guerra, e um presidente com uma visão tacanha, autoritário, achando que pode resolver tudo com a sua postura intimidatória, completamente perdido na sua administração.

O que nos aguarda após o fim da pandemia?

Pense nisso, principalmente se você votou em Bolsonaro.
 

 

 

 

 

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STJ rejeita federalização de investigações do caso Marielle e Anderson

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 27 de Maio de 2020

 

TEXTO PUBLICADO NO SITE DA REVISTA CARTA CAPITAL

Transferência das apurações havia sido proposta por Raquel Dodge, mas familiares temem interferência pelo presidente Jair Bolsonaro

Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a federalização da investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, crime cometido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. A Corte formou maioria em julgamento nesta quarta-feira 27.

Dos 9 magistrados presentes, votaram contra a federalização a relatora da matéria, ministra Laurita Vaz, e os ministros Jorge Mussi, Sebastião Reis Júnior, Rogério Schietti Cruz, Reynaldo Fonseca, Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha Palheiros e Joel Ilan Paciornik. O ministro Nefi Cordeiro presidiu a sessão. Ausentou-se o ministro Félix Fischer. Eles são membros da 3ª Seção do STJ, que reúne os cinco ministros da 5ª Turma e os cinco da 6º Turma.

Atualmente, o caso está sob apuração na Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Em setembro de 2019, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu a transferência da investigação para o âmbito federal, com atuação da Polícia Federal  e do Ministério Público Federal (MPF).

À época, Raquel apontou demora na conclusão sobre os mandantes do crime e considerou que poderia haver contaminação e obstrução na esfera estadual. Também foram favoráveis ao deslocamento de competência os advogados de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, suspeitos de envolvimento no crime.

No entanto, as próprias famílias de Marielle e Anderson são contrárias à federalização. Em carta enviada ao STJ, em 19 de maio, as famílias afirmam que Raquel não comprovou falhas nas investigações que configurassem a incapacidade das autoridades estaduais. Ao contrário do que a PGR alegou a federalização representaria a “abertura do caminho para a impunidade dos responsáveis pela prática do crimes”.

Os familiares se dizem “estarrecidos” com as “interferências antirrepublicanas” do presidente Jair Bolsonaro nos cargos de chefia da Polícia Federal, apontadas pelo ex-ministro Sérgio Moro. Em 24 de abril, Bolsonaro criticou abertamente a dedicação da PF ao caso Marielle, queixando-se de que a corporação se preocupou mais com o assassinato da vereadora do que com a facada que ele recebeu em 2018.

“Nesse cenário de incertezas e denúncias graves de interferência na Polícia Federal, nossas famílias não podem aceitar que as investigações dos assassinatos de Marielle e Anderson sejam federalizadas. Entendemos que a federalização, neste momento, é um caminho muito mais próximo da impunidade que da conclusão isenta das investigações”, diz a carta.

Parlamentares do partido de Marielle também protestaram contra a federalização. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que trabalhou com a vereadora, escreveu que a ação comprometeria a credibilidade das apurações, “que interessam diretamente à família do presidente”. Nas redes sociais, uma campanha com a hashtag #FederalizaçãoNão mobilizou membros da legenda, parentes e ativistas.

 

 

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Menos polícia nas favelas e periferias

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 24 de Maio de 2020

Espera-se que seja aprovado nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - Alerj - o projeto de lei da deputada Dani Monteiro (Psol), que determina a suspenção de operações policiais nas favelas e periferias do Estado durante o período de isolamento social. Ressalte-se que a suspensão das operações está restrita a ações táticas da política de segurança, como por exemplo, operações para cumprir mandados de prisão. Está liberado atendimento à população por solicitação  de serviço de chamada ou registro  de ocorrência.

O projeto, oportuno. diga-se de passagem, surge após uma série de ações policiais violentas em algumas favelas há alguns dias, ocasionando, entre outras coisas, a morte de inocentes.
 

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Sofrimento indizível

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 20 de Maio de 2020

A triste e angustiante realidade que estamos vivendo no Brasil é semelhante à de Israel no tempo do profeta Elias. Eram dias de fome, misérias, injustiças, abusos de poder. Tal como hoje.

Não sei você leitor, mas quanto a mim, confesso que não tem sido fácil manter a estrutura psicológica diante das notícias a respeito do coronavírus, seus efeitos colaterais,  as bizarrices e o autoritarismo de um governo que, com exceção da elite financeira, não tem compromisso, e não está nem um pouco preocupado com o bem- estar do povo.

Mas, infelizmente, mesmo diante de uma fase tão triste e tenebrosa, com as pessoas morrendo comose estivéssemos numa guerra, a violência urbana nãodá trégua, ampliando o sofrimento da população, principalmente das periferias e favelas.

Há alguns dias, o Bope - Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar -  juntamente com a Polícia Civil, fizeram uma operação no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Dez pessoas foram mortas. Alguns corpos foram encontrados pelos próprios moradores, após os policiais deixarem o local.

Diante do fato em tela, não é  exagero afirmar que ocorreu uma chachina. E as explicações protocolares da PM - “os policiais foram  recebidos a tiros e revidaram” - são inócuas.

Outra operação policial que ainda carece de uma explicação plausível, ocorreu na última segunda-feira, no município de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, no Complexo do Salgueiro.

O estudante João Pedro Matos Pinto, 14 anos, morreu após ser atingido por um tiro na barriga, no quintal da sua casa, quando marginais pularam o muro da residência, fugindo dos policiais civis e federais. A residência foi atingida por diversos tiros.

Colocado no helicóptero da polícia civil, a vítima foi levada para o Grupamento de Operações Aéreas (GOA), na Lagoa, Zona Sul do Rio. Depois retornou a São Gonçalo, sendo conduzida para o IML do bairro de Tribobó, passagem obrigatória para quem segue em direção à Região dos Lagos, por meio da Avenida Amaral Peixoto.

No período em que os policiais estavam na aeronaven com o corpo do estudante a bordo, a família - desesperada -  estava à procura de informações a respeito do seu paradeiro, o que só ocorreu na manhã da última terça-feira (19), quando um tio e um primo da vítima fizeram o reconhecimento do corpo.

Operação policial malsucedida, que teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão contra lideranças da facção criminosa que atua na comunidade.   

 

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PANDEMIA & PANACEIA

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 13 de Maio de 2020

 

Artigo publicado no site Amaivos

Por Frei Beto

Neste momento difícil, desgastante e aungustiante, este texto é oportuno. Leia e reflita.

A Covid-19 nos obriga a adotar antigos hábitos que, em tempos normais, nem sempre são cuidadosamente observados, como lavar as mãos. O brasileiro gosta de tomar banho, mas não tinha o costume de lavar as mãos com frequência. Nos restaurantes a quilo, quantas pessoas, vindas do trabalho, passavam antes pela pia?

Agora, tiramos do baú artefatos triviais que nos protegem da infecção: o sabão, inventado pelos fenícios há 2,6 mil anos; a máquina de costura para confeccionar máscaras, inventada pelo inglês Thomas Saint, em 1790; o isolamento social, adotado na Europa desde o século V frente à disseminação da peste.

As crises exacerbam o que temos de altruísmo e egoísmo. De um lado, se amplia a ampla rede de solidariedade para socorrer os mais pobres. Poucos se perguntam por que existe pobreza. E muitos que contribuem para gerá-la, indiferentes à desigualdade social, agora destinam recursos a eles. Fico na dúvida se por compaixão ou para evitar que, a partir deles, o vírus não se propague e perdure.

De outro lado, governos, como o dos EUA, praticam descaradamente a pirataria ao se apropriar de respiradores, máscaras e equipamentos de proteção individual. O mais grave é empresas exportadoras aceitarem o leilão dos produtos vendidos a países que chegam a pagar o triplo do preço, prejudicando os demais.

No início de abril, 600 respiradores, no valor de R$ 42 milhões, foram retidos no aeroporto de Miami e impedidos de chegar à Bahia. A França denunciou os EUA pelo mesmo motivo. A Itália acusou a República Tcheca de roubar-lhe um carregamento de máscaras vindas da China no avião que fez escala em Praga. Empresas asiáticas comunicaram a governos africanos e latino-americanos que não mais lhes venderiam material sanitário porque os EUA e a União Europeia pagavam por eles valores mais altos.

Outra face sombria despertada pela pandemia são as novas formas de discriminação ao suposto infectado. A suspeita de que a moradora de um prédio, na capital paulista, teria contraído o vírus foi o suficiente para ela encontrar, preso ao para-brisa de seu carro, estacionado na garagem, um bilhete anônimo exigindo que mudasse de domicílio. Também são encarados com ojeriza idosos que vivem sozinhos e precisam ir à rua para comprar alimentos e medicamentos. Agora, qualquer tosse ou espirro soa como fatal…

Nos EUA, Dan Patrick, vice-governador do Texas, chegou a declarar que “os avós deveriam se sacrificar e aceitar morrer para salvar a economia” (El Mundo, Madri, 24/3/20). Rick Santelli, comentarista do canal CNBC, dos EUA, propôs, como darwinismo sanitário, inocular o vírus em toda população. Isso viria a acelerar o seu curso inevitável, mas traria estabilidade aos mercados (El Salto, Madri, 11/4/20). Na Holanda, Frits Rosendaal, epidemiologista-chefe da Universidade de Leiden, declarou que “não devemos admitir nas UTI pessoas muito velhas ou demasiadamente vulneráveis”.

Em tese, a Covid-19 não faz distinção de classe, idade, etnia ou ideologia. De fato, sociedades como a brasileira, na qual mais de 50% da população não dispõem de saneamento básico, os pobres são as primeiras potenciais vítimas. Em um país como o nosso, em que 1% da população detém ¼ da riqueza nacional, não é de se estranhar a grita pelo fim imediato do isolamento social. Porque, enquanto os empregados se arriscariam, os patrões ficariam bem protegidos em suas redomas de luxo.

Onde o serviço de saúde se transformou em mercadoria, como aqui, os segmentos sociais empobrecidos ficam mais expostos à infecção. Como exigir cuidados de quem não tem água corrente em casa ou não pode se isolar em um barraco de favela onde a família se amontoa?

Agora, muitos se convencem de que a salvação está na intervenção do Estado e não no liberalismo do mercado. Como afirma Noam Chomsky, “esta crise é o enésimo exemplo do fracasso do mercado. E exemplo também da realidade da ameaça de uma catástrofe ambiental. O assalto neoliberal deixou os hospitais desprovidos de recursos. Os leitos de hospitais foram suprimidos em nome da “eficiência econômica”… O governo estadunidense e as multinacionais farmacêuticas sabiam, há anos, que havia grande probabilidade de que se produzisse uma pandemia. Mas se preparar para isso não convinha aos negócios e, por isso, nada se fez” (Il Manifesto, Roma, 18 março 2020).

O filósofo Edgar Morin constata que “afinal, o sacrifício dos mais vulneráveis – idosos e enfermos – é funcional na lógica da seleção natural. Como ocorre no mundo do mercado, o que não suporta a competição é fadado a morrer. Criar uma sociedade autenticamente humana significa opor-se a todo custo a esse darwinismo social” (France 24, Paris, 15 abril 2020).

A pandemia veio mostrar que o capitalismo, com a sua lógica de livre mercado e Estado mínimo, é uma panaceia para os males do mundo. Precisamos, o quanto antes, evoluir para uma sociedade pós-capitalista na qual os direitos coletivos estejam acima dos privilégios da acumulação de capital privado.

 

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