Parabéns para os nossos policiais

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 31 de Março de 2020

Este blog parabeniza todos os policiais civis e militares que, mesmo diante do coranavírus -  vírus diabólico - estão cumprindo à risca o seu trabalho. A despeito de todas as dificuldades que estão ocorrendo por conta da doença, a marginalidade não dá trégua, o mesmo ocorrendo com os aproveitadores - o famoso 171 -, que tentam tirar proveito da crise, vendendo produtos mais caros e colocando mentiras na internet. E há também os que não respeitam as orientações dos profissionais de saúde para permanecer em casa e evitar aglomerações. 

PANDEMIA E ESPIRITUALIDADE

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 27 de Março de 2020

 

Frei Betto

Artigo publicado no site Amaivos

A vida é cheia de imprevistos. No âmbito pessoal, fracasso, perda de amizades, doença, morte. No global, eventos que nenhum analista ou futurólogo prevê, como as quedas do Muro de Berlim e das Torres Gêmeas, de Nova York. Também ninguém suspeitou de que, em pleno século XXI, com todos os recursos da ciência, a humanidade seria ameaçada por uma pandemia.

Quem poderia imaginar que viria da China, na forma de enfermidade contagiosa, a causa da mais profunda crise do capitalismo desde 2008? Segundo o Morgan Stanley Composite Index, em poucas semanas o mercado financeiro viu as ações das bolsas de valores do mundo perderem 15.5 trilhões de dólares! Mais de 8 vezes o PIB do Brasil em 2019!

Será que algum desses especuladores e megainvestidores afetados pelo bolso (a parte mais sensível do corpo humano) ficou pobre? E, no entanto, antes da pandemia quase todos se negavam a contribuir para medidas de combate à fome e ao aquecimento global.

Isso me faz lembrar o cerco de Jerusalém pelos romanos, no ano 70. Chegou um momento em que o rico oferecia um pote de ouro em troca de um pedaço de pão…

O coronavírus nos obriga a nova espiritualidade e atitude diante da realidade. Não faz distinção de classe, como a gastroenterite, que mata milhares de crianças desnutridas, nem de orientação sexual, como a aids, que atingia majoritariamente homossexuais. Agora somos todos vulneráveis, embora variem as faixas etárias e situações de risco.

Estamos todos obrigados ao retiro compulsório. Voltar-se para dentro de casa e de si mesmo. Desapegar-se. Esse abandono das atividades rotineiras e das agendas programadas pode nos revoltar ou humanizar. Revoltados ficarão os apegados a certos hábitos que, por ora, estão proibidos, como ir ao cinema, ao teatro, ao clube. Para idosos, não ter contato com os netos e manter-se o mais possível dentro de casa.

Viagens aéreas foram reduzidas; fronteiras nacionais, fechadas; roteiros turísticos, cancelados. Não nos resta alternativa senão ficar quietos onde estamos. Huit-clos, entre quatro paredes. Pode ser que descubramos, como Sartre, por que os outros são o inferno. E pode ser que resgatemos o convívio familiar, o diálogo com os parentes, o cuidado da casa (tudo deve ser higienizado).

É hora de aprender a trabalhar e estudar sem nos deslocar do espaço doméstico. Agora, temos mais tempo para ver filmes na TV, navegar na internet, ler bons livros, pesquisar, meditar e orar.

O vírus iguala todos. Mas não nivela caráteres. O casal burguês que nunca se deu ao trabalho de entrar na cozinha ou limpar a casa, agora se vê forçado a arregaçar as mangas ou correr o risco de ter o vírus trazido por um dos empregados. O relapso não segue instruções das autoridades sanitárias, e o egoísta compra na farmácia todo o estoque de álcool gel e máscaras.

Conheço uma jovem que, no prédio em que mora, se ofereceu aos moradores vulneráveis para ir às compras por eles, sem nada cobrar. Outra espalhou seu número de telefone para os idosos isolados terem com quem conversar. Um casal de advogados vai de carro todas as manhãs buscar a cozinheira na periferia, e levá-la de volta à tarde, para evitar que use transporte coletivo. Três famílias vizinhas a um hospital decidiram preparar lanches para enfermeiros e médicos que dobram a carga horária. Na Itália, vizinhos chegam à janela no fim da tarde e cantam em coro. Igrejas, mesquitas, sinagogas, abrem suas portas a quem vive na rua e necessita de cuidados higiênicos. Enfim, são inúmeros os exemplos de generosidade e solidariedade nesse período em que estamos todos potencialmente ameaçados.

Esses gestos têm sua fonte na espiritualidade, ainda que sem caráter religioso. Espiritualidade é a capacidade de se abrir amorosamente ao outro, à natureza e a Deus. E o que ela melhor nos ensina é o desapego, o segredo da felicidade. Rico não é quem tem tudo, dizia Buda, e sim quem precisa de pouco.

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Esquizofrenia paranoide

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 25 de Março de 2020

O cidadão está no bar com alguns colegas e todos conversam informalmente. Como é de praxe nessas circunstâncias, natural que entre assuntos que vão do nada a lugar nenhum, surjam também questões sérias. Ele ouve tudo calado. Não sabe bem o que falar. Faltam-lhe consciência crítica e estofo cultural.

Mas o cidadão tem que dar uma opinião, falar qualquer coisa. Afinal, a vaidade fala mais alto. De repente, se manifesta. Surpresa geral. Por quê?

Porque sua opinião choca pela  agressividade, preconceito e desrespeito. Não acrescenta nada de positivo em relação ao assunto da conversa.

Não importa: ele fica satisfeito porque conseguiu criar uma polêmica, não raro, de caráter grosseiro e, na sua visão de mundo mesquinha, isso é o que vale.

Você ja conheceu alguém assim, amigo leitor? Eu, infelizmente já. Aos poucos fui me  afastando. Hoje, na medida do possível, fujo da sua presença.

Guardadas as devidas proporções, minha fuga perdeu - digamos -  a serventia porque o voto do eleitorado na última eleição presidencial, baseado na emoção e no ódio contra o PT, colocou no poder um presidente da República idêntico ao cidadão descrito no artigo em tela.

Parlamentar obscuro por quase trinta anos, Bolsonaro surgiu como candidato num momento de crise política aguda no país, após a ex-presidente Dilma Rousseff ter sido defenestrada do cargo, sem ter cometido crime algum. E em momentos de crises, não só política, mas de qualquer natureza, surgem os aventureiros com soluções simplistas para problemas complexos e antigos.

Aproveitando-se da confusão reinante e do clima emocional, Bolsonaro venceu a eleição - sem ter participado dos debates entre os candidatos -  com métodos antiéticos, como por exemplo, divulgação de notícias falsas na internet. E, ao longo de um ano de governo, acumulou confusões, polêmicas e desafetos. E o país não progrediu. Ao contrário - regrediu. A área econômica é um exemplo incontestável

Retrógado, autoritário e preconceituoso, o presidente possui dificuldade para o relacionamento interpessoal e nutre um ódio visceral a jornalistas, intelectuais, e tudo aquilo que esteja relacionado com a cultura. Insensível, ultrapassou todos os limites da crueldade, ao  taxar o seguro desemprego, e também por retirar o desconto do imposto de renda da contratação de domésticas com carteira assinada. Além disso, como se fosse pouco, atrasou a concessão do Bolsa Família, o que ocasionou uma fila de mais de 3,5 milhões de pessoas que estão abaixo da linha  da pobreza. É o  responsável pelo desmonte do SUS e pelo fim do Programa dos Mais Médicos.

Mesmo antes da eleição, atacou diversas vezes o Mais Médicos, a despeito do excelente trabalho dos cubanos perante a população. Suas críticas eram de caráter ideológico; ao modelo cubano, e uma inveja atroz porque o programa foi criado pelo PT.

Caso os médicos cubanos não tivessem interrompido o seu trabalho em diversas regiões do país, certamente hoje estaríamos combatendo o coronavírus com muito mais eficiência.

Falta-lhe a envergadura para o cargo. E, pelos seus julgamentos e visão de mundo, trata-se de uma alma em permanente conflito.

Tudo indica que o presidente sofre de esquizofrenia paranoide.
 
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Fase tenebrosa

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 24 de Março de 2020

 

Nem mesmo o momento excepcional que o país está passando por causa do coranavírus, quando tudo que importa neste momento é seguir as recomendações dos médicos e torcer para que a vida de cada cidadão siga o seu ritmo normal o mais rápidol possível, tudo isso não consegue sensibilizar os maus caracteres, que tentam se aproveitar da situação, oferecendo, por exemplo, alguns itens que estão em falta no momento no comércio. Dito isso, tenha um cuidado ainda maior com toda e qualquer informação a respeito do coronavírus, principalmente via zap.

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E, a despeito do clima reinante, as balas perdidas no Rio de Janeiro continuam fazendo suas vítimas, como ocorreu na última segunda-feira, com duas crianças em Belford Roxo, Baixada Fluminense. Uma delas, 8 anos, atingida no tórax, morreu. A outra, atingida na perna direita, está internada no Hospital Adão Pereira Nunes, Saracuruna, Duque de Caxias, também na Baixada.

Que fase estamos vivendo, hein, leitor! Tenebrosa

 

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2020 - Só notícias ruins

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 22 de Março de 2020

 

Domingo atípico: igrejas  evangélicas fechadas, proibição de visitas nos presídios e, certamente, muitos doentes internados nos hospitais não receberam visitas, pois seus parentes, conhecidos e amigos estão evitando sair de casa, seguindo assim, as recomendações médicas por causa do coronavírus, que impôs uma nova rotina e ampliou o clima de confusão e insegurança reinante no país.

Com um governo que não possui projetos que visem o interesse público e o progresso da nação, cresce o desemprego, a miséria e a violência urbana. Com a morte do 2ºSGT Luiz Felipe Pinto Rodrigues, ocorrida no último sábado em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, chega a 17 o número de agentes de segurança pública assassinados no Rio de Janeiro em 2020, sendo 13 da Polícia Militar, um da Policia Federal, um do Corpo de Bombeiros, um da Marinha do Brasi, e um agente penitenciário da SEAP.

O sargento  prestava serviço para a Secretária de Estado do Governo e Relações Institucionais, e trabalhava como segurança do secretário estadual Cleiton Rodrigues -

 Tudo indica que  foi vítima de um assalto, cometido por seis marginais que saíram de um veículo Gol e atacaram o carro onde estava o militar, e mais duas pessoas. Atingido port três tiros, o PM chegou a ser socorrido, foi levado para o Hospital  Central  da Polícia Militar, mas não resistiu.

2020 - que ano, hein, leitor? Só notícias ruins.

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Sistema carcerário em ebulição

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 18 de Março de 2020

Publicado no site Outras Palavras

Em SP, a revolta e fuga de mais de 1.300 presos foi causada pela suspensão da saída temporária, após intensificação da crise do coronavírus. Crise pode se estender: em Brasília, detentos denunciam condições precárias em presídios

Por Josmar Jozino, Paulo Eduardo Dias e Maria Teresa Cruz - Ponte Jornalismo

Presos de pelo menos quatro unidades prisionais do estado de São Paulo se rebelaram nesta segunda-feira (16/3). Todos os presídios são de regime semiaberto e não possuem vigilância armada. A Secretaria de Administração Penitenciária informa que 1.389 presos fugiram e, até as 15h desta terça-feira (17/3), 573 foram recapturados.

No CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, pelo menos 8 pessoas foram feitas reféns e liberadas por volta das 20h30. “O problema é o fator psicológico deles [agentes penitenciários feitos reféns] que foi muito abalado”, dissse Marcio Santos Assunção, diretor jurídico do Sindasp (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo). Segundo o governo, as rebeliões também atingiram outras três unidades: os CPPs de Tremembé e Porto Feliz e a ala de regime semiaberto da Penitenciária 2 de Mirandópolis.

É a maior rebelião coordenada desde 2006, quando 74 prisões “viraram” (expressão usada para dizer que detentos tomaram conta de unidade prisional), a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em 2001, a facção foi responsável por estimular simultaneamente 29 rebeliões em presídios.

Os presos estariam revoltados com suspensão das saídas temporárias do mês de março para conter a proliferação do coronavírus. O corregedor geral de Justiça Ricardo Anafe determinou a proibição nesta segunda-feira (16/3) alegando questão de saúde pública (leia decisão na íntegra). A decisão, que atendeu a um pedido feito pela Secretaria de Administração Penitenciária, suspendeu a saída temporária de 34 mil detentos no estado.

A SAP informou, em nota, que “o Grupo de Intervenção Rápida controlou a situação nos presídios de forma imediata”.

Em entrevista à CNN Brasil na noite desta segunda, o secretário de Administração Penitenciária, coronel Nivaldo Restivo, negou que as ações dos presos tenham sido coordenadas e disse que foram uma reação dos presos do semiaberto ao cancelamento da saída temporária de sete dias prevista para esta terça. Trata-se de uma das cinco saídas temporárias a que os presos têm direito por ano.

A Ponte antecipou que o sistema prisional de SP estava em rota de colisão com o Estado. Denúncias de más condições na Penitenciária Federal de Brasília, onde está a cúpula do PCC, fizeram com que presos se negassem a sair para audiências na semana passada. Além disso, no intervalo de dois dias, dois agentes penitenciários foram mortos. Áudios obtidos pela Ponte mostram conversas de funcionários que indicam que as cadeias iriam “virar” a partir de domingo, após as visitas irem embora.

 

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