Votação adiada

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019

Este blog, desde a primeira hora tomou posição a respeito do projeto que visa armar a Gaurda Muncipal do Rio. É contra. Certamente devem exisitr projetos mais criativos e, o mais importante: que tragam benefícios para a população, como por exemplo, na área da Saúde.   

A votação realizada na Câmara dos Vereadores na última quarta-feira, com o objetivo  de armar a Guarda Municipal (GM) foi adiada. A sessão não teve quórum suficiente. São necessários 34 votos favoráveis. Que não se perca pelo nome os vereadores que votarem a favor deste projeto desnecessário e inoportuno. O projeto  de Lei é do vereador Jones Moura (PSD), que pediu a retirada do projeto  da pauta para recebimento de emendas parlamentares.

Uma nova votação deve ocorrer  dentro  de 15 dias.

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ideia desnecessária e inoportuna

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 19 de Novembro de 2019

Espera-se que os vereadores do município do Rio de Janeiro tenham bom senso e digam um rotundo não quando ocorrer a votação que decidirá se a Guarda Muncipal - GM -  deve ser armada ou não. De vez em quando surgem iniciativas que, a rigor, nada acrescentam, como por exemplo, alguns membros da GM fizeram um curso de paraquedismo. De quem foi essa ideia? Para que isso? Os guardas vão soltar de paraquedas no centro da cidade para fiscalizar os camelõs? A questão do armamento, entre outras coisas, é desnecessária e inoportuna. 

Debate sobre segurança pública

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019

 

 

Vários especialistas  em Segurança Pública estaraão reunidos nesta quarta-feira, (14), às 19 horas, para debater o impacto da crise na segurança no desenvolvimento do Estado. O crescimento das milícias nos últimos anos agravou ainda mais a crise de segurança no Estado do Rio de Janeiro.

O evento, denominado Segurança Pública no Rio de Janeiro, será tema do Ciclo de Palestras do Conselho de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ) e Rede Pró- Rio. Participarão do  debate, a cientista política Silva Ramos, especialista em violência urbana e segurança pública,  autora de livros e artigos a respeito do tema, representa o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Ces e C); João Trajano, autor de vários trabalhos sobre violência e segurança pública, professor associado do Intituto de Ciências Sociais da Uerj e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência (Lav/Eurj); Everton Gomes, que representa o conceituado programa de Pós-Graduação em Direito da Uerj ( PPGD / Uerj).

A mediação do  debate será da economista Thais Custódio, moradora da Maré e pesquisadora  do eixo segurança pública das Redes da Marté, instituição civil que trabalha por políticas públicas em prol dos 140 mil moradores das 16 favelas da região.

A sede da Corecon fica na Avenida Rio Branco, 109 - centro do Rio.

Caso Marielle Franco: uma novela ainda longe do fim

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

 

 

As investigações a respeito dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista Anderson Gomes tomaram um novo rumo após a divulgação pela Rede Globo, que um dos acusados do duplo assassinato, Élcio de Queiroz esteve no dia do crime -14  de março  de 2018 -  no Condomínio Vivendas  da Barra, na Barra  da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde morava a família do presidente, à época, deputado federal.

Segundo o porteiro, Élcio pediu para ir na casa de número 58 - do presidente -  e “seu Jair” atendeu. De acordo  com  a reportagem, no dia do crime, Bolsonaro estava em Brasília. Élcio de Queiroz, embora tenha pedido para ir na casa 58, acabou indo para outra residência número 66, de Ronnie Lessa, acusado de ter disparado os tiros contra a vereadora

Segundo o Ministério Público, quem atendeu Élcio de Queiroz foi Ronnie Lessa. E saíram juntos para praticarem o crime, na opinião dos promotores. Ambos foram presos em março último, acusados das mortes de Marielle e seu motorista.

Tudo isso estava em sigilo, caminhando, como é praxe na Justiça, a passo de tataruga. Mas, quando a Globo divulgou a reportagem, no dia 29 de outubro último, o Ministério Público resolveu agir, com uma rapidez fora de hora. Foi divulgado um áudio do porteiro - cuja perícia durou apenas algumas horas - do condominio ligando para a casa de Ronie Lessa - e não para a casa do presidente.

De acordo com a reportagem do jornal O DIA publicada no último dia 9, a perícia do MP foi criticada porque não teria analisado o sistema de gravação da guarita. Detalhe: Élcio e Ronnie sempre negaram ter se encontrado no condomínio no dia do crime. Mas no último dia  4  de outubro mudaram suas versões

O porteiro - ainda não identificado - está correto na sua afirmação, que consta do  seu depoimento à polícia, ou ele mentiu, como afimaram as promotoras que participaram de uma entrevista coletiva após reportagem da emissora global?.

Versões se multiplicam. A última surgiu no último final  de semana.. Relatório da Polícia Federal aponta que um delegado da Polícia Civil - Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil - teria recebido R$400 mil para obstruir as investigações do  assassinato de Marielle e impedir que os milicianos culpados fossem descobertos. Rivaldo nega as acusações.

Como diz o dito popular, ainda há muita água para rolar no caso em tela.

O  tempo para a elucidação do caso é um fator, se não decisivo, importante. Quanto maior a demora, mais complicado.

A quem interessa armar a guarda municipal do Rio?

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

 

Há um lobby no sentido de armar a Guarda Municipal - GM -  do Rio de Janeiro. A instituição dispõe de uma infraestrutura digna de nota, um bom efetivo e tem atuado com eficiência dentro de suas especificidades. Portanto, tem cumprido sua função sem armas  revólveres, pistolas e fuzis - e assim deve continuar. Até porque, entre outras coisas, o momento não poderia ser mais inoportuno.

Além das polícias, temos também as empresas que fazem a segurança bancária de valores e seus integrantes, que, claro, trabalham armados. No caso em tela, não poderia ser diferente. Mas, a despeito disso, não seria exagero dizer que o númerto de armas em poder das empresas de segurança, a maioria de militares das Forças Armadas, é expressivo.

Embora algumas GM de outros municípios usem armas. isso não significa que o Rio tenha  que fazer o mesmo.
O prefeito Crivella, que não pensa em outra coisa a não ser na sua possível reeleição, deveria seguir o exemplo do prefeito de Niterói - Região Metropolitana do Rio- Rodrigo Neves, que  realizou um plebiscito. E a população disse não, ou seja: foi contra armar a GM.

Quanto mais armas em circulação, maior violência. Quem pensa diferente não possui preocupação coletiva, ou então, defende interesses pessoais inconfessáveis, em desacordo com os interesses da população.

E, a propósito: a quem interessa armar a GM carioca? 

Brasil: a crise não nos abandona

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 4 de Novembro de 2019

 

Alguns fatos ocorridos na semana passada trouxeram à baila - mais uma vez - a dimensão da crise que o país vive, não apenas na área econômica -  a Operação Lava Jato contribuiu com o desmonte da indústria ncional - mas  também institucional.

Há um constante desrespeito aos mais elementares direitos democráticos, trabalhistas e humanos. Vivemos, praticamente todos os dias, com mentiras, manipulações, ameaças e ilações veiculadas pelas redes sociais, não raro, de forma anônima.

Não existe notícias boas. Retroalimentam-se os problemas, e o sofrimento do povo trabalhador. O  governo tem sido insensível a tudo isso.

Na madrugada da última quarta-feira, em Manaus, 17 pessoas morreram. O comandante da instituição deu uma declaração formal, comum em casos dessa natureza. Disse que  as vítimas integravam uma  quadrilha que tentou atacar uma facção rival

Você  acredita, leitor? Tudo leva a crer que houve uma execução, fruto da violência policial no país, cujos índices aumentaram após a posse do novo governo.

Sexta-feira à noite, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, quatro  homens foram  assassinados. O  fato ocorreu no bairro Grama - rua Rogério Azevedo -  quando bandidos passaram  atirando no quarteto

O  fato  de maior repercussão da semana foi a notícia divulgada pela TV Globo, de que um dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes - em 14 de março de 2018 -  esteve no condomínio onde mora o presidente da República,, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio e, na portaria , disse que iria na casa do presidente, deputado federal à época, que estava em Brasília.

O porteiro, que prestou dois depoimentos à polícia, disse que ligou para  a residência e que “Seu Jair” autorizou a entrada.

O presidente criticou veementemente a reportagem da emissora, e afirmou que o porteiro pode ter se confundido no seu depoimento

O fato gerou -  e continua gerando - uma  guerra de versões que precisam ser apuradas com rigor e imparcialidade. E mostrou o despreparo do governo diante de uma crise.
    

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