Falência da humanidade

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 25 de Novembro de 2018

 

Na última sexta-feira, o jornal Folha de São Paulo colocou em destaque na capa, a foto de um menino do Iêmen que, assim como outras crianças, passa fome por causa da guerra em seu país que, desde a deposição do ditador Ali Abdullah em 2012, entrou em crise. A situação piorou quando a Arábia Saudita, juntamente com alguns outros países ocidentais, resolveu invadir o país em 2015. Abdelrahman Manhash pesa apenas cinco quilos e esá em tratamento por desnutrição em uma clínica.

A foto é chocante. Lembrei imediatamente da foto do menimo sírio que, em 2015, apareceu morto numa praia turca e chocou o mundo.. Sua família abandonou o país por causa da guerra.

Até quando o mundo vai ver fotos assim? Ambas as fotos demonstram, entre outras coisas, a falência da humanidade. E faz qualquer pessoa com um mínimo de consciência crítica questionar o nosso mundo, cada vez mais desumano. Apenas o que importa são os interesses ideológicos e econômicos.

Por um lado, experimentamos progressos tecnológicos; por outro, a humanidade retrocede.
 

Boa sorte, governador!

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

Numa analogia com o futebol, nenhum projeto de governo, ou mesmo de uma empresa, terá êxito caso não haja investimentos nas pessoas, nos trabalhadores, do chefão, ao cara da limpeza.

Nosso futebol tem apresentado um nível técnico sofrível porque, entre outras coisas, não há  craques nos times. E, quando porventura, surge algum jogador com uma qualidade técnica um pouco melhor é logo vendido para o  exterior.
Nas questões políticas, assim como no mundo coorporativo, não é diferente. Em primeiro lugar tem que estar o ser humano. Depois outras coisas serão acrescentadas.

Por que o projeto da UPP não deu certo?  Como até  a torcida do Flamengo sabe, não  deu  certo porque o investimento social nas favelas - conforme o prometido - não foi feito.

Por que os índices de violência aumentaram em todo o Estado? Porque a crise econômica que o atingiu praticamente paralisou todos os setores. Tudo  ficou mais difícil, mais complicado. O sofrimento do povão aumentou.

O Rio tem que virar a página. Voltar a ser o Estado importante que sempre foi. Mas, para isso, é necessário - e urgente - mudar certos paradigmas administrativos.

No último dia 19, o governador eleito Wilson Witzel esteve reunido com o general Walter Souza Braga Neto,  responsável pelo  Comando Militar do Leste ( CML) e interventor federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. A conversa foi sobre determinadas compras que serão feitas para as forças de segurança - veículos, equipamentos, entre outras coisas, para  a Polícia Militar e Civil. Valor: R$ 1 bilhão.

Nada foi conversado - pelo menos não foi divulgado - sobre uma melhoria nos salários dos policiais, além de condições de trabalho adequadas. E quando, por  exemplo, o policial militar precisa ir para o seu hospital? O atendimento é satisfatório?

O novo governador afirmou que um plano para a segurança será elaborado até o final de  dezembro. Vamos aguardar!

Será que o lado humano será levado em conta?

Boa sorte, governador!

 

Mudança polêmica

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 18 de Novembro de 2018

Privatizar, cortar, exonerar são termos usados por políticos de direita. Não há projetos ou ideias novas a respeito de nada. O interesse público, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, nunca é prioridade.

Um  exemplo disso foi a decisão do novo governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de acabar com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, fato inédito no páís., diga-se de passagem.  Que benefício isso  vai trazer para o Estado? Difícil dizer.

O  fato em tela, entre outros coisas, enfraquece  a imagem da instituição policial, que terá um comando diferente. Tudo será levado  ao governador, sem intermediários.

Será que vai  dar certo? A partir de janeiro o povo vai saber

Em tempo: O presidente Jair Bolsonaro, embora ainda não tenha assumido oficialmente a função, acabou com o projeto Mais Médicos. Sua decisão deixa à mostra que, para extravasar seu ódio ao PT, não se importa em prejudicar milhões de brasileiros que dependem do SUS, moradores da periferia e áreas de difícil acesso.

Essa é a mudança prometida pelo novo governo?

Quem se habilita?

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

O novo governador eleito do Estado do Rio de Janeiro escolheu o novo chefe da Polícia Civil, delegado Marcus Vinícius Braga; e para comandar a PM, coronel Rogério Figueiredo de Lacerda. Só falta agora, o secretário de Segurança Pública. Caso você, leitor, fosse convidado, aceitaria? Trata-se, na minha opinião, da área mais difíci do Estado. Talvez por isso, o novo governador eleito, Wilson Witzel esteja encontrando dificuldades de encontrar alguém que encare o desafio.

Caso a questão da violência urbana não apresente melhoras dignas de nota, a avaliação do novo governo perante a opinião pública será negativa. Até o momento, o novo governador já mostrou que é bom de marketing. Vamos aguardar  seu desempenho administrativo.

 

Estilo “Capitão Nascimento”

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

 

A repressão violenta é sempre a solução menos trabalhosa ( Alceu Amoroso Lima )

Um cidadão que, ao contrário de muitos, teve a oportunidade de estudar e alcançar a importante e respeitada profissão de juiz de Direito. Portanto, um profundo conhecedor das leis do país. É o caso, por exemplo, do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Ao expor algumas das suas ideias para a área da segurança pública do Estado, para usar aqui um jargão do mundo do futebol,  joga para a arquibancada ao propor que a polícia execute criminosos portanto fuzis; e ressalta que o Estado fará sua defesa nos tribunais.

O Estado não garante o básico para os policiais. A infraestrutura de trabalho, entre outras coisas -  está bem abaixo do que deveria vigorar num Estado com a importância do Rio de Janeiro. Diante disso, é pouco provável que a maioria dos policiais que combate a bandidagem nas ruas, concorde com a proposta do novo governador, um desrespeito aos mais elementares postulados democráticos. Além disso, como se fosse pouco, a ideia de aquirir drones que levam armas acopladas para serem usados em operações policiais foi contestada por especialistas da área de segurança. Mais importante do que combater os marginais com fuzis é evitar que esse tipo de armamento chegue - até com certa facilidade - até os morros cariocas.
 
O ministro da Segurança Pública, Raul Jugmann, frisou que a política de abate por snipers não está dentro das normas. O que é do conhecimento até das árvores do aprazível bairro do Grajáú, Zona Norte do Rio.
 
Combater a violência com mais violência tem sido lugar comum diante de várias situações, não só no Rio, como em todo o país. Os fatos mostram que não é a solução. Portanto, não acrescenta nada. Trata-se apenas, de mais uma alternativa, entre tantas outras tentativas de soluções simplistas, com o objetivo de resolver, ou pelo menos minorar, o maior problema dos cariocas - a violência urbana.

No ano passado o Brasil teve 63.800 homicídios e 5.144 pessoas morreram vítimas da ação policial. Diante desses números alarmantes, o novo governador deveria rever seus projetos para a área da segurança. Um estilo à moda capitão Nascimento - do filme policial Tropa de Elite, 2007 -  só vai piorar a questão.

 

EM TEMPO: O presidente eleito Jair Bolsonaro decidiu acabar com o Ministério do Trabalho. O “governo” do presidente golpista Michel Temer acabou com a CLT, instituindo assim, a escravidão contemporânea. E não há emprego. Pensando bem, para que Ministério do Trabalho? Faz sentido!

Estilo “Capitão Nascimento”

Postado por Paulo Cezar Soares |

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Estilo “Capitão Nascimento”

A repressão violenta é sempre a solução menos trabalhosa ( Alceu Amoroso Lima )

Um cidadão que, ao contrário de muitos, teve a oportunidade de estudar e alcançar a importante e respeitada profissão de juiz de Direito. Portanto, um profundo conhecedor das leis do país. É o caso, por exemplo, do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.
Ao expor algumas das suas ideias para a área da segurança pública do Estado, para usar aqui um jargão do mundo do futebol,  joga para a arquibancada ao propor que a polícia execute criminosos portanto fuzis; e ressalta que o Estado fará sua defesa nos tribunais.

O Estado não garante o básico para os policiais. A infraestrutura de trabalho, entre outras coisas -  está bem abaixo do que deveria vigorar num Estado com a importância do Rio de Janeiro. Diante disso, é pouco provável que a maioria dos policiais que combate a bandidagem nas ruas, concorde com a proposta do novo governador, um desrespeito aos mais elementares postulados democráticos. Além disso, como se fosse pouco, a ideia de aquirir drones que levam armas acopladas para serem usados em operações policiais foi contestada por especialistas da área de segurança. Mais importante do que combater os marginais com fuzis é evitar que esse tipo de armamento chegue - até com certa facilidade - até os morros cariocas.
 
O ministro da Segurança Pública, Raul Jugmann, frisou que a política de abate por snipers não está dentro das normas. O que é do conhecimento até das árvores do aprazível bairro do Grajáú, Zona Norte do Rio.
 
Combater a violência com mais violência tem sido lugar comum diante de várias situações, não só no Rio, como em todo o país. Os fatos mostram que não é a solução. Portanto, não acrescenta nada. Trata-se apenas, de mais uma alternativa, entre tantas outras tentativas de soluções simplistas, com o objetivo de resolver, ou pelo menos minorar, o maior problema dos cariocas - a violência urbana.

No ano passado o Brasil teve 63.800 homicídios e 5.144 pessoas morreram vítimas da ação policial. Diante desses números alarmantes, o novo governador deveria rever seus projetos para a área da segurança. Um estilo à moda capitão Nascimento - do filme policial Tropa de Elite, 2007 -  só vai piorar a questão.