Nem tudo está perdido

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

A semana passada não apresentou nenhuma novidade. Além do retorno de tiroteios na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio, que ocasionou a morte de um PM do Batalhão de Choque, Tiago Chaves da Silva, 37 anos, atingdo com um tiro na barriga,no último dia 26. E, num outro ponto da cidade, o sargento Flávio dos Santos da Cunha, 41 anos, do Batalhão de Vias Especiais, também morreu, após ser baleado durante um patrulhamento na Avenida Brasil. Ambos foram enterrados no mesmo dia. 

No campo político, embora o tema não faça parte da linha editorial deste humilde blog, mas o dia 24 de janeiro de 2018 vai ficar na história, data do julgamento e condenação  em segunda instância, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultado que a torcida do Flamengo já sabia. Um atentado ao Estado Democrático de Direito.

Mas diante do exposto acima, notícias tristes, que acarrtetam um certo desalento em relação ao futuro do Rio de Janeiro e do país, há também uma notícia boa, que nos anima a continuar lutando, apesar de Temer, Sergio Moro e quejandos.

Refiro-me ao casal Michele Ramos da Silva Nascimento e Wallace Araújo que, no último dia 13, em Belfor Roxo, na Baixada Fluminense, foi vítima de uma tentativa de assalto. Michele foi baleada na cabeça, tiro disparado pelo motorista de um carro que seguia à frente do veículo do casal, e que de repente parou. O motorista saltou anunciando o assalto e, do nada, atirou. Seu comparsa, que estava no banco do carona, gritou: “Você matou ela!”. A dupla entrou no carro e fugiu. Detalhe: Michele estava grávida de oito meses. Foi levada para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde ficou internada. Era grande o risco de Michele não resistir, e o bebê também. Mas ela venceu a morte. verdadeiro milagre. O bebê nasceu prematuro e, até a última sexta-feira, o casal estava esperando a melhora do filho, para que a mãe possa amamentá-lo.

A despeito da covardia dos bandidos, o casal disse que perdoa o atirador. Wallace afirmou ter esperança que um dia o atirador aparecerá e pedirá perdão.”Existe um Deus que cuida e que transforma”

Bela postura cristã. O casal nos dá a certeza de que nem tudo está perdido.

Graça a Deus!

Os excessos da Polícia Federal

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 21 de Janeiro de 2018

 

A imagem do ex-governador Sergio Cabral com algemas nas mãos e nos pés ao ser levado da carceragem da Polícia Federal para o Instituto Médico Legal em Curitiba causou um clima de perplexidade e dúvida ma opinião pública. Qual o objetivo de todo aquele aparato divulgado  nos jornais? Por que a medida não foi usada em outros presos da Lava Jato? Um rigor absolutamente desnecessário, uma violência  e desrespeito ao direito do preso.

Evidente que existem critérios para o uso de algemas. Mas,não raro, tem ocorrido cenas semelhantes, pois a PF tem cometido excessos nas suas ações que, em nota, disse que as algemas pretendiam a segurança do ex-governador da população e dos jornalistas que o aguardavam  na porta do IML Explica, mas não justifica.

A condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor numa fase da Operação Lava Jato - apesar de ele nunca ter recusado a prestar depoimento quando solicitado -  autorizada pelo juiz Sergio Moro também teve como justificativa a questão da proteção. À época, março de 2016, Moro - que aparece nos meios de comunicação de massa mais do que jogador da seleção em época de Copa do Mundo -  alegou que a medida era para proteger o próprio Lula, pois em depoimentos anteriores ocorreram tumultos provocados pela militância. Como diz o dito popular, conversa para boi dormir. Na verdade, foi uma medida totalmente desnecessária, que  serviu apenas aos interesses pessoais e midiáticos do juiz Moro.

Durante o governo da presidente Dilma Rousseff, um policial federal, durante um treinamento de tiro, o alvo era figura da presidente. Ele expôs isso nas redes sociais. Apesar da gravidade do fato, não consta que o polcial tenha sido punido pelos seus superiores hierárquicos.

Também não consta que tenham sido punidos os policiais federais que participaram das passeatas pelo impeachment da presidene Dilma e fizeram campanha para Aécio Neves.

Os fatos em tela, entre outras coisas, contribuem para a perda de credibilidade da PF e deixam à mostra um comando omisso, para dizer o mínimo.

A crise atingiu também a PF. Infelizmente! 

Sinal dos tempos!  

E agora, secretário?

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

Após diversos policiais civis tirarem selfies com o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, em dezembro último, um helicópetro da Policia Civil levou pânico aos moradores da Favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio que, ao sobrevoar o local, seus componentes atiraram sem ter um alvo objetivo.

Desde a última sexta-feira, em função do assassinato do delegado  Fábio Monteiro - que teve o seu carro cercado por bandidos e seu corpo foi encontrado dentro do veículo no interior da favela - a polícia tem feito incursões no Jacarezinho - e também em outras favelas -, numa caçada aos matadores do delegado.

Um crime de revolta tomou conta dos policiais, que saíram à procura dos assassinos sem a realização  de uma investigação mais apurada. Prevaleceu a emoção em detrimento da razão.

E, mais uma vez, a utilização do helicóptero gerou problemas. Ela só deve ocorrer nas incursões policiais em situações muito específicas: socorrer um policial ferido, ou dar apoio a policiais encurralados. Fora isso, só quando a polícia tiver certeza em relação ao alvo, como o foi o caso da operação que, um snipper, de um helicóptero, atirou e matou o bandido Márcio José Sabino dos Santos, o Matemático, na Vila Aliança,  Bangu, Zona Oeste do Rio, em maio de 2012.

Sobre os dois fatos em tela, ninguém ainda foi punido. É preciso agir com mais rapidez e transparência. A opinião pública agradece.

Os métodos da nossa polícia têm que mudar. Não dá mais para continuar convivendo com determinadas situações que atropelam todos os postulados éticos. Profissionalismo e ética são questões que precisam caminhar juntos.

Com a palavra. o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro - Roberto Sá.  

 

RUMO AO CAOS

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 14 de Janeiro de 2018

 

Nosso sistema prisional continua retroalimentando os mesmos problemas

Desde o início do PCC - Primeiro Comando da Capital - em São Paulo, em 1993, à época do governador Luiz Antonio Fleury, a situação das instituições prisionais na maioria dos Estados - que sempre deixaram a desejar - piora a cada ano. 

O PCC  cresceu ao ponto de mandar nas cadeias paulistas. O tucanato assumiu o governo e fingiu que nada estava acontecendo. Agia para a opinião pública como se o PCC não existisse, postura covarde, para dizer o mínimo. Em maio de 2006, o PCC comandou uma rebelião que atingiu 74 presídios; uma série de atentados. A cidade parou. O pânico tomou conta da população paulista.

Sempre que ocorrem rebeliões com mortes e decapitações, como por exemplo no ano passado e no início deste ano, nossas autoridades deixam os seus confortáveis gabinetes e aparecem para a opinião pública e prometem uma série de projetos para melhorar a desordem  e a violência de todos os matizes que ocorrem no sistema prisional.

Este ano, tudo indica,  em função da crise econômica e política, e também por causa das eleições, nada será feito. Afinal, preso não dá voto. Na verdade, mesmo se não fosse um ano de eleições, ainda assim nada seria feito.

E, a propósito: o que esperar de um governo como o do Michel Temer? 

A pior crise na história do Rio de Janeiro

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018

Exibindo-se nas redes sociais como- não raro costumam fazer -, traficantes da favela da Maré, Zona Norte do Rio, utilizando dois carros, rodaram pelas vielas da favela,  exibindo suas armas e gritando uma série de babaquices. Jovens sem perspectivas de nada, vivendo dissolutamente, alienados, não respeitam nada, nem ninguém, nem mesmo os moradores do local. Triste! Muito triste!. Tudo isso diante de um Estado que enfrenta certamente a pior crise da sua história. Não só econômica, mas também moral e ética.

Entre outras coisas, o momento exige reflexão sem qualquer tipo de preconceito, baseada na razão, não na emoção. Um dos caminhos é escolher nossos políticos com mais cuidado, mais seriedade.

Novo ano, velho problema

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

E segue a triste rotina do povo carioca. Mais um cidadão morre vítima de bala perdida. Sábado último, Eduardo Pichinine Branco, biólogo,26 anos, estava comemorando seu aniversário, quando foi atingido na barriga. O fato ocorreu no Engenho Novo, Zona Norte do Rio. Parentes da vítima informaram que Eduardo estava na Escola Municipal Doutor Mário Augusto Teixeira de Freitas, que fica na Rua Açaré. Foram ouvidos dois tiros e, em seguida, ele caiu desacordado.

De acordo com a polícia, não houve operação na comunidade e não foi registrado confronto entre criminosos. A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil está investigando o caso.