Autoridade, sabedoria e humildade

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 29 de Maio de 2017

Dois fatos marcaram a semana. Estão inseridos na escaada da violência carioca. 1) Na madrugada do dia 22 último, traficantes do Morro  da Providência, centro do Rio, saquearam14 lojas na Rua Senador Pompeu, em represália à recusa dos comerciantes em pagar uma taxa imposta pelo tráfico. Ficaram horas no local e agiram à vontade. As mercadorias foram colocadas em dois caminhões. Uma ação que teve uma logística planejada. Não se preocuparam com o fato que, nas imediações da rua há a Secretaria de Segurança, duas delegacias, e o Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste.

Mais uma vez fica explícita a vulnerabilidade da segurança no Rio de Janeiro. É triste - e preocupante - constatar que a bandidagem não teme e nem respeita a polícia. E alguma medida tem que ser tomada para mudar isso. Senão a violência vai aumentar cada vez mais, até sair do controle por completo. Caminhamos a passos largos nesse sentido.

2) Na última quinta-feira, de acordo com a polícia, seis bandidos assaltaram uma relojoaria no Barra Shooping. O pânico tomou conta do local. Na fuga, atiraram em seguranças que trabalhavam no estacionamento. Este ano 12 joalherias já foram assaltadas.

E o que faz o governo do senhor Pezão? Nada digno de nota. Numa mistura de demagogia com incompetência, Pezão amplia o sofrimento do povo trabalhador com o aumento da alíquota previdenciária. Diante da crise econômica e moral, o governador está sem rumo.

Tem saída? Tem! Mas é preciso ter autoridade, sabedoria e humildade, qualidades de um bom chefe.

Profissão perigosa

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 22 de Maio de 2017

 Com todo o respeito; pintar o caveirão de branco não vai melhorar a segurança da cidade.

Vou ressaltar o que já escrevi em alguns artigos aqui neste blog: medidas palitativas ou perfumarias, jogar para a arquibancada, não levam a nada. É necessário, urgente mesmo, que sejam implantadas medidas objetivas que combatam as cusas da violência, entre elas, investimentos em educação, projetos sociais e nas polciais, com estrutura para modificar a rotina das favelas e, por consequência, de toda a cidade.

Modificar, por exemplo, a rotina dos policiais, que trabalham em excesso, pois necessitam fazer “bicos” devido ao salário minguado, quando na verdade deveriam ter mais tempo, não só para o descanso, mas também para o  treinamento, objetivando o aprimoramento da profissão.

E, a propósito; será que existe uma profissão mais perigosa e desgastante do ser um PM hoje no Rio de Janeiro?

A DEMOCRACIA É PARA TODOS

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 16 de Maio de 2017

No último domingo, quatro cariocas de peso publicaram no jornal O Globo , uma carta aberta ao Presidente da República. Pedem ação em defesa da urgência e da continuidade do apoio federal à segurança do Rio de Janeiro. Frisam que fica muito difícil estimular investimentos que gerem empregos, renda e arrecadação num quadro tão sombrio de violência . Perfeito!

Diante de índices de violência que não param de crescer, com a bandidagem atuando em todos os pontos da cidade, explodindo caixas eletrônicos, roubando turistas em plena luz do dia, arrastões em túneis, praias, constantes tiroteios em favelas, ônibus queimados, comerciantes que perdem o dia de trabalho, pois são obrigados a fechar, a mando da bandidagem,  fato que ocorreu recentemente no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio, tudo isso deixa à mostra o nível de degradação que a cidade vem enfrentando há muito tempo  - crise na violência urbana, econômica e ética.

No último parágrafo da carta - oportuna e objetiva -, seus signatários afirmam que a situação requer ações imediatas, abrangentes e decisivas, em sintonia com as autoridades locais para garantir proteção permanente a moradores e visitantes.

Para tudo isso funcionar a contento é preciso -urgentemente - investimentos para os mais necessitados. Realizados de forma profissional, sem preconceitos e injunções políticas de qualquer ordem. A política e os investimentos não podem apenas contemplar só os ricos e poderosos, e deixar o povão entregue à própria sorte.

A democracia é para todos. Temos que inverter a ordem do ditado popular, “os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres”. Caso contrário, a violência tende a aumentar.
Além das suas belezas naturais, o Rio é o tambor do Brasil, como dizia o ex-governador Leonel Brizola (1922-2004). Não pode virar refém da bandidagem.

A carta é assinada por Boni - José B. de Oliveira Sobrinho;  Paulo Manoel Protasio; Ricardo Amaral e Roberto Medina
 

Medida paliativa

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 13 de Maio de 2017

Tudo conspira contra o Rio. Assolado por uma crise econômica sem precedentes, com um ex-governador preso por atos de corrupção, e índices de violência urbana cada vez mais assustadores, o Estado ainda tem que conviver com desvios de conduta de Pms, fato recorrente na vida da cidade.

Depois da execução de dois bandidos por PMs - com tiros à queima-roupa - no bairro de Acari, Zona Norte do Rio, durante uma operação policial, quando uma menina foi atingida por tiros dentro da escola e morreu, no último dia 2 ocorreu a invasão da Cidade Alta, em Cordovil, bairro também localizado na Zona Norte,  por bandidos de uma facção criminosa, com o objetivo de expulsar uma facção inimiga.

Suspeita-se que um grupo de PMs tenha recebido propina para transportar de volta à favela, dentro do caveirão, traficantes que dominam o local. Ônibus e caminhões foram incendiados. Uma parte da cidade parou.

Diante do quadro em tela, o governo golpista de Michel Temer finalmente decidiu fazer uma coisa para ajudar o Rio e enviou 300 homens da Força Nacional, que viajaram de Brasília para a cidade de ônibus. Por que não de avião?

Trata-se de uma medida paliativa.  Autoridades dando entrevistas, fazendo discursos que vão do nada a lugar nenhum.Tanto o governo federal quanto o estadual jogam para a arquibancada. Hipocrisia total. Nna verdade, ficam retroalimentando o problema. Não tocam no fundamental, ou seja: investir com objetividade e profissionalismo na questão social.

Será que neste ano teremos alguma notícia boa? Refiro-me não só ao Rio, mas ao país.

 

Irresponsabilidade da bancada da bala

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

Modificar o Estatuto do Desarmamento é um desrespeito ao povo que o referendou. Para usar aqui um termo que os tecnocratas adoram, sua flexibilização irá desfigurá-lo de tal forma, que vai perder todo o sentido.

A iniciativa é dos parlamentares que fazem parte da bancada da bala que, macomunados com o governo federal, tem usado de todos as artifícios - portarias e decretos - na tentativa de acabar com o Estatuto do Desarmamento, atropelando tudo, ao arrepio do sistema democrático.

Tudo isso num momento difícil, do ponto de vista político e econômico. Além disso, os índices de violência no país têm sido assustadores.

E, a propósito: que não se perca pelo nome os componentes da bancada da bala.

A crise se alastra

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 8 de Maio de 2017

 

Reportagem exclusiva do jornal O DIA revela um plano maquinado por ex-policiais miliatres presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, para matar o promotor André Guilherme Freitas.. A Delegacia de Repressão Às Ações Criminais Organizadas (Draco) investiga o plano.I

Policiais presos preferem ficar noBbatalhão Especial Prisional (BEP), presídio da corporação em Niteroi, Região Metropolitana do Rio. E o promotor, que tem entre as suas atribuições a transferências de ex-pms condenados ou não, prefere mantê-los em outra unidade prisional, com regras mais rígidas

Na matéria o promotor revela que  ” Na gravação, um homem diz que foi informado da situação pelo “coroa que manda na cadeia”. O ‘coroa’, desconfia o promotor, seria alguém do alto escalão da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

“O áudio mostra que alguma autoridade graduada da Seap pode estar fazendo promessas de forma ilícita, ou seja, recebendo dinheiro em troca de transferências”, diz Freitas. “Me oponho à permanência de ex-policiais no BEP, onde só podem permanecer presos que estejam no quadro da PM e isso gera insatisfação”, afirmou.

De acordo com a reportagem “na gravação, um suposto miliciano diz que “os amigos ainda não atravessaram para Niterói” e que isso seria culpa de Freitas. Ele afirma, então, que “o negócio é resolver o destino dele”. Ressalta que o promotor possui seguranças e que seria necessário ter armas potentes .

O fato em tela, guardadas as devidas proporções, remete ao assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido em Niterói, em agosto de 2011 Policiais militares do batalhão de São Gonçalo tramaram  e assassinaram a juíza para evitar pedido de prisão, cujo motivo foi a morte de um adolescente durante operação policial no Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo,

A crise econômica do Estado do Rio deJJaneiro está longe de acabar  Os salários dos funcionários públicos continuam atrasados. Agravam-se todas as outras questões, entre elas a segurança pública, primcipal mazela carioca. Falta pouco para o fim do primeiro semestre do ano. E nada de concreto foi feito pelo governo estadual. Idem para o federal. A crise se alastra.