Execução em frente à escola

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 31 de Março de 2017

O vídeo que o Jornal Nacional exibiu quinta-feira (30/3/20170) é estarecedor. Dois PMs executando com tiros de fuzil dois homens que estavam deitados no chão. O fato ocorreu  em frente à Escola Municipal Daniel Piza, no bairro da Pavuna, Zona Norte do Rio. No local PMs do batalhão  de Irajá realizaram uma operação, e uma dolescente foi baleada dentro da escola e morreu.

A violência policial diante de certas situações ao arrepio da lei só contribui para aprofundar ainda mais o clima de insegurança que reina na cidade. De uma vez por todas, a polícia precisa mudar seus métodos de ação para poder ter um mínimo de credibilidade perante a população.

O mais rápido possível os PMs responsáveis pelas mortes do dois homens devem ser identificados e punidos como determina a lei. Se os dois homens eram bandidos ou não, não tem a mínima importância. Deveriam ter sido levados para  delegacia da área. E não executados à moda dos grupos de extermínio.  

Jogadores do Boa Esporte são hostilizados pela torcida adversária

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 29 de Março de 2017

Publicado originalmente no site Brasil247

Por Fátima Miranda

Blogueira, acadêmica, teóloga, radialista, ativista social, designer de mídia virtual, articulista, compositora, pratica voluntariado, alguém que luta e crê na Justiça social deste país

A contratação do goleiro Bruno pelo Boa Esporte Clube continua repercutindo mal, agora no meio futebolístico. O goleiro nem entrou em campo ainda, mas torcedores do Patrocinense já hostilizaram de forma contundente os jogadores do Boa.

A sensatez e a ética mandam seu recado ao Boa Esporte Clube desde as primeiras falas e negociações envolvendo a contratação do goleiro.

Falando por uma grande parcela da sociedade, movimentos que representam vítimas de violência tem se manifestado em voz uníssona, ser contra a contratação do goleiro e querem que ele cumpra toda a sua pena.

Quando são perguntados sobre a questão da ressocialização, todos são unânimes em dizer que nada tem contra a inserção do goleiro no convívio social novamente, mas com uma condição: que o mesmo cumpra sua pena integralmente e que seja reabilitado para exercer outra função, e que essa não lhe renda um destaque tão grande a ponto de suprimir a relevância e hediondez do seu crime, nem o transforme em ídolo, banalizando assim, a importância da vida humana, a qual foi ceifada em um crime brutal e composta de requintes de crueldade onde até o cadáver foi ocultado, impossibilitando à família da vítima o direito de sepultá-lo.

Goleiro Bruno, Boa Esporte, valorização da vida humana e a imagem do futebol. Vale a pena o risco?

Vivemos tempos doentios aonde o dinheiro vem sendo colocado acima da ética, da justiça, do caráter e até mesmo da vida, mas cabe àqueles a quem ainda há o privilégio da sensatez e humanidade, enquanto cidadãos, protegidos pela Constituição Federal, exigir que a guarda de seus direitos seja respeitada pelos operadores do direito, que seja feita justiça em consonância com a Lei, e que o valor do dinheiro não superabunde sobre o valor da vida, essa o bem mais valioso que existe.

Na semana passada, mulheres que protestavam pacificamente no pátio do Boa, foram impedidas de protestarem ali, tendo seu direito de manifestação cerceado, bem como o seu direito de ir e vir, impedidas por policiais e dirigentes do clube, que delimitaram o local onde elas poderiam se manifestar ou não, demonstrando assim uma ditadura velada que não se pode aceitar.

Ao chamar o goleiro de criminoso, a presidente da ONG Vítimas Unidas teve sua fala refutada por um homem, neste sábado (25), uma torcida inteira dentro do estádio ecoou em coro: “TIME DE ASSASSINO!”

 

Reações às indiretas da mulher do goleiro Bruno

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 25 de Março de 2017

ALEXANDRE GUZANSHE

Publicado originalmente no site Brasil 247

FÁTIMA MIRANDA

Blogueira, acadêmica, teóloga, radialista, ativista social, designer de mídia virtual, articulista, compositora, pratica voluntariado, alguém que luta e crê na Justiça social deste país

OBS: Em função de um problema técnico, não foi possível postar um vídeo que está ao final do texto original

O crime cometido pelo goleiro Bruno está longe de ser esquecido, suavizado ou deletado da memória das pessoas. Está longe de ser um imaginário popular, é a realidade nua e crua. Sua contratação pelo Boa Esporte Clube vem causando muita indignação e constrangimentos que poderiam ser evitados: primeiro, porque a sua liberdade é conseqüência da morosidade processual de uma justiça letárgica, que permite prescrições de crimes e soltura de criminosos sem que cumpram suas penas determinadas pela lei; segundo, um criminoso que pratica crimes de tamanha hediondez não deve desempenhar funções na sociedade, onde seu destaque venha suprimir a relevância do crime cometido.

As indiretas da senhora Ingrid Calheiros, mulher do malsinado goleiro em uma de suas redes sociais, foram vistas por muita gente como ironias e desrespeito à vítima Eliza, sua família e uma grande parcela da sociedade que luta por justiça em casos de violência contra a mulher, inclusive pelo caso Eliza Samudio, do qual, Bruno é responsabilizado por ter sido o mandante da sua morte.

Em uma de suas falas, Ingrid diz: “[…] enquanto as más-línguas falam, nós adoramos ao nosso Deus […] Não temos tempo mais para perder respondendo críticas, pessoas infelizes e mal amadas….”

Diante de tais expressões jocosas, não é em vão que alguns já a chamam pelo pseudônimo de “primeira dama do crime”, afinal, o seu marido é um criminoso, que cometeu um crime indescritivelmente monstruoso. Como chamar de “más línguas” aqueles que não se conformam com o assassinato de uma mulher, com a impunidade do criminoso e com a possibilidade do seu crime perder a importância diante do seu destaque jogando futebol?

Como chamá-las de “pessoas infelizes e mal amadas”?! Bem, fica um pouco difícil ser feliz diante de tanta barbárie e impunidade, não é mesmo? Seriam más línguas, aquelas que defendem a vítima e sua família? Será que alguém consegue ser feliz defendendo o crime cometido por outra, sem se quer se importar com os danos causados?! Fica difícil e complicado imaginar que alguém tenha paz diante da barbárie.

Veja as hashtags postadas pela mulher do goleiro:

“#chorarecalque #aceita #amoesouamada #beijinhonoombro #Deusemais #Deuséconosco #desculpefoiDeusquemmedeu #tchauquerida #xôhipocrisia”

RELEMBRE O CASO:

Quem não se lembra do caso Eliza Samudio, que chocou o Brasil em 2010, quando Eliza foi brutalmente assassinada, esquartejada, teve parte de seu corpo (se não todo ele), jogadas aos cães para que devorassem suas carnes e ainda teve seu cadáver ocultado?

Após um caso com Bruno em 2009, Eliza procurou a polícia no ano seguinte para dizer que estava grávida e que o então goleiro do Flamengo a agrediu para que tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, ela acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade.

No início de junho de 2010, a estudante e o filho estiveram no sítio de Bruno em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte (MG). Segundo as investigações, Eliza teria sido levada do Rio de Janeiro para Minas por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e por um primo do goleiro que tinha 17 anos na época. Ela teria sido mantida em cárcere privado no local e assassinada no dia 10 de junho pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. O filho de Eliza foi localizado pela polícia - e atualmente vive com a avó materna em Mato Grosso do Sul – mas o corpo da estudante jamais foi encontrado. Durante as investigações, uma das testemunhas relatou aos investigadores do caso que a moça teria sido morta por estrangulamento. Em seguida, o cadáver teria sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto.

Em janeiro de 2013, após determinação da Justiça, o Cartório do Registro Civil de Vespasiano (MG) emitiu a certidão de óbito de Eliza. O documento confirma a morte da modelo por “emprego de violência aplicada na forma de asfixia mecânica (esganadura)”, e indica como local do crime o endereço do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, e a data do dia 10 de junho de 2010.

Em seu desabafo nas redes sociais, Ingrid Calheiros posta hashtags que expressam deboches e ironias num momento impróprio e delicado, afinal, a polêmica acerca da soltura e contratação de seu marido é levantada por pessoas de uma sociedade, que constantemente tem sido lesada em seus direitos pelo não cumprimento da Lei e também pelo abuso da justiça, quando seus operadores se comportam de forma omissa e injusta.

A Constituição Federal em seu conjunto de leis assegura ao cidadão brasileiro a garantia de salvaguardar os seus direitos, mas quando aqueles que operam essas leis se agarram a brechas para fazer injustiça, quando o que se espera é justiça, o cidadão de bem é tomado por um sentimento de indignação que não lhe permite ficar calado afinal, sabemos que até as leis podem ir contra o direito e nesses casos, mesmo se cumprindo a lei, o resultado é a injustiça.

Vana Lopes, fundadora do projeto Vítimas Unidas, em suas páginas e páginas do projeto Somos Todas Vítimas Unidas, responde as hashtags de Ingrid:

“RESPOSTA PÚBLICA À INGRID CALHEIROS, “ESPOSA” DO CRIMINOSO BRUNO - O GOLEIRO

Me diga, como você consegue usar palavras bíblicas nesta mistura sem nexo? Com respeito, nós também usamos em nossas lutas “O Senhor dos Exércitos está conosco” Salmo 46. Mas você foi tão irônica, dotada de uma vaidade descabida! E com uma arrogância indisfarçável, falou em recalque, beijo no ombro…. Como se mulheres dignas, desejassem estar no seu lugar. ACORDA e me perdoe, mas ao meu ver, sua declaração, sem querer julgar sua fé, infelizmente a mesma não combina com o salmodiar dos mandamentos cristãos!

A propósito, quando você pregar sobre o amor, tenta lembrar o amor ao próximo, e convencer este criminoso que está dormindo com você, a entregar os restos mortais da mãe do filho que ele inclusive, queria que fosse abortado. Até o “perdão” requer sabedoria, por isso Deus é Divinamente Sábio, e não gosta que usem o nome d'Ele em vão.

Não confunda erro com CRIME! Em nosso Movimento Somos Todos Vítimas Unidas, representamos a vítima e lutaremos para que ele cumpra o restante da pena. Passar bem!

Vana Lopes e a Presidente ONG Maria Do Carmo Santos e administradores.

HOMEM QUE VESTIA CAMISA DO BOA, USA LINGUAGEM SUBLIMINAR PARA AMEAÇAR MULHERES QUE PROTESTAVAM PACIFICAMENTE NA FRENTE DO CLUBE

Movimentos que representam a insatisfação da sociedade no que tange aos crimes contra a mulher, em especial o feminicídio, assassinatos, estupros, dentre outros, vem firmando parcerias com outros movimentos que ajudam vítimas e lutam por justiça junto aos órgãos competentes. Não se calaram diante do que muitos consideram uma atitude insensata por parte da direção do Boa esporte Clube, mas isso tem rendido ameaças de morte a algumas mulheres. Recentemente a psicóloga e Drª Maria do Carmo Santos, presidente da ONG Vítimas Unidas e sua fundadora, Vana Lopes, sofreram ameaças de morte por parte de internautas. Outras mulheres de outros movimentos também receberam ameaças. Nesta quarta-feira (22), mais uma vez, a psicóloga foi alvo de mais uma ameaça, dessa vez, na cidade de Varginha-MG, quando apoiava uma manifestação pacífica de algumas mulheres da cidade, em frente ao clube do Boa, onde Bruno e sua mulher assistiam a um treino. Tudo na frente e às “barbas” da polícia, que viu tudo e nada fez, nem mesmo colheu o nome e número de documentos do elemento. Maria do Carmo não se deixou intimidar diante da ameaça do homem e omissão da polícia, chamou a imprensa que se encontrava no local e contou o que acabara de acontecer. O homem que fez a ameaça avadiu-se do local - detalhe: o que ele não sabia é que já tinha sido filmado.

Maria do Carmo desabafa:

“Triste de um país onde a dicotomia de mulheres do Lar e do Bar” fica pior, pois agora temos as mulheres recalcadas. As polarizações só pioram é o que se pode constatar com a publicação da Mulher do Assassino da Eliza Samudio, está vista por uma minoria de pessoas sem um pingo de noção como uma mulher chamada de “Maria Chuteira”. Lamentável ver como a Sra. Bruno Assassino, rir de forma ofensiva das Mulheres deste país que não apoiam o crime hediondo que seu marido cometeu, chamando todas de “recalcadas”, pois “queriam estar no lugar dela”. Parece surreal que uma cidade que é conhecida por um evento não menos surreal onde se viu ETs, não aceita mulheres forasteiras, mas tão somente se forem as Ingridis, já que em matéria noticiada por um canal de TV local, a justificativa dos moradores da cidade era a impossibilidade de minha presença no evento feito por mulheres na Frente do Melão, foi o fato primeiro de eu não ser da cidade. Depois segundo um entrevistado porque eu sou uma “vagabunda”. E pasmem, uma mulher, que pelo horário em que estava na rua e na frente de um estádio não deve bem ser recatada e nem do lar, banalizar que a cada 11 segundos morre uma mulher. Bruno foi apenas mais um que teria assassinado de forma cruel uma mulher. Triste país onde as singularidades estão cada vez mais, associadas há um modelo midiático cada vez pior. É a naturalização da violência e do machismo onde o feminicídio se torna algo permitido e naturalizado”.

 

Violência contra o trabalhador

Postado por Paulo Cezar Soares |

Povo trabalhador: que não se perca pelo nome os deputados que votaram a favor da terceirização

Já falei sobre este assunto neste blog, mas nunca é demais repetir.  A violência não se manifesta apenas nos assaltos, roubos e assassinatos. Manifesta-se também nos luxuosos gabinetes dos políticos e escritórios da classe patronal bolando projetos que visam retirar direitos dos trabalhadores. Tarefa covarde, hipócrita, diabólica, como por exemplo, projeto  de lei 4302/98, que regulamenta o trabalho terceirizado e temporário, aprovado na última quarta-feira pela Câmara dos Deputados. Um desrespeito à Constituição. Um retrocesso total.Para a escravidão falta pouco.

A terceirização passa a valer também para contratos dentro da atividade-fim da empresa que contrata e não apenas para atividades- meio. Ampliou-se o que já era ruim para a clase trabalhadora.

Na opinião da Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro - a terceirização é um importante avanço. Mentira! Conversa de tecnocrata. o trabalhador não ganha nada com a nova lei, que só beneficia o patronato.

O trabalhador terceirizado não têm direito a vale-transporte e atendimento médico e ambulatorial. E também não tem direito ao refeitório da empresa, como os contratados.

Deputados são eleitos para defender o interesse público. Mas isso só vale no papel. Trabalham apenas para defender seus interesses pessoais mais imediatos.

Mas tudo o que o governo do golpista Michel Temer está fazendo será cobrado  depois. Ao contrário do que muitos pensam, o povão não é bobo.

A conta virá.! Questão de tempo!. 

Vereadora acusa parlamentar de agressão física e verbal

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 18 de Março de 2017

Matéria publicada originalmente no Portal Vermelho

“Nós, mulheres, não vamos nos calar, não seremos intimidadas, ainda mais no espaço que se pretende ser o espaço da democracia brasileira. Vocês vão ter de engolir as mulheres jovens fazendo política”, declarou a veradora Isa Penna (PSOL-SP). Ela acusou o vereador Camilo Critófaro (PSB) de tê-la xingado de “vagabunda”, ter feito ameaças e a empurrado no elevador privativo da Câmara Municipal de São Paulo. Segundo a Carta Capital, a ascensorista confirmou a denúncia de Isa.    

 

Isa Penna Isa Penna 

“Ele me agrediu verbal e fisicamente. Me chamou de vagabunda, falou pra eu não me surpreender se tomar uns tapas na rua, e me empurrou”, completou o relato a vereadora. De acordo com ela, ao encontrar Cristófaro no elevador ela teria dito “Tudo bem?” e ele respondeu que não estava tudo bem e após isso iniciou as agressões.

Em fevereiro, a vereadora Juliana Cardoso do Partido dos Trabalhadores (PT) acusou os assessores do vereador do DEM, Fernando Holiday, de invadirem uma reunião  da vereadora com provocações. Na ocasião, grupos de mulheres e entidades soltaram nota em solidariedade à Juliana: “O desrespeito contra Juliana Cardoso, como mulher e parlamentar, atinge a todas as mulheres brasileiras! Por isso mesmo, não vamos nos calar!”

Isa prestou queixa na base da Polícia Militar do Legislativo municipal. A Câmara dos Vereadores deverá abrir sindicância por quebra de decoro contra Camilo Cristófaro. O PSOL também pretende entrar com pedido de cassação do parlamentar. A vereadora atribuiu a irritação de Cristófaro ao discurso feito por ela na quarta-feira (15) criticando as falta de um debate mior sobre as matérias que são votadas na casa.  Ela prestou queixa no 1º Departamento de Polícia da Sé, ao lado de vereadora Sâmia,  sua correligionária.

Uma tragédia anunciada

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 17 de Março de 2017

….o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males - 1 Timotéo 6.10

Nem os mais proeminentes escritores da literatura policial talvez fossem capazes de bolar uma história tão demoníaca e deprimente, como o triplo homicídio ocorrido na madrugada de 17 fevereiro último, no bairro Barro Vermelho, município de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

Por causa de uma herança avaliada em aproximadamente R$ 7 milhões, Simone Gonçalves Resende, 46 anos, planejou a morte da irmã, do cunhado e da sobrinha, uma menina de 9 anos.  Um crime chocante, covarde. Todos foram mortos com tiros na cabeça enquanto dormiam.

Para executar o triplo homicídio, Simone contratou dois matadores e pediu aos filhos para ajudarem. Os gêmeos Mateus e Lucas Kalil. Com exceção de um dos suspeitos de participar do triplo homicídio, que ainda está foragido, todos estão presos.

Simone nutria um ódio da irmã por ela ser adotiva e ter reivindicado o direito à herança. De acordo com o depoimento  de um dos filhos, a mãe costumava dizer que um dia mataria a irmã.

O problema da herança da família estava na Justiça há muitos anos. A longa espera contribuiu para acirrar os ânimos e o ódio de Simone pela irmã. Alguém já disse que justiça que demora não é justiça.

A tragédia descrita acima de forma resumida, nos leva, mais uma vez, a refletir sobre o problema do mal e do que é capaz de fazer o ser humano, quando atinge seus instintos mais deploráveis, revelando o mal em todas as suas dimensões.

 Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (Gênesis 1.26) Fomos feitos para parecermos com Deus, que nos deu também o livre- arbítrio. Sobre isso recomendo a leitura de “Os Irmaõs Karamazov. Doitoievski, na “ A Lenda do grande inquisidor”.tratou do tema a liberdade do homem.