Sem investir em educação não há solução

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016

 

Vivemos numa sociedade preconceituosa, hipócrita, racista e excludente. A educação, tão  defendida pelos políticos em épocas de campanhas eleitorais, não é nem nunca foi uma prioridade nacional. Exceção para os Cieps - Centros Integrados de Ensino Público - projeto  do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), à época do governador Leonel Brizola (1922-2004), no Rio de Janeiro. Hoje, infelizmente, os Cieps fazem parte da história da cidade. Os políticos de direita, de forma sorrateira, acabaram com um dos mais belos projetos educacionais do país que, certamente, se estivesse funcionando com o objetivo pelo qual foi criado, a história do Rio seria diferente, e o carioca não estaria convivendo com os índices de violência atuais, problema que atinge o Brasil de forma geral.

O Brasil não investe como deveria em educação. Não há perpectivas de melhora para o povão. E o momento atual não poderia ser pior, pois o país está sendo governado por “um presidente” golpista e entreguista.

Crimes Chocantes

Em pleno domingo de Natal, uma data singular, de paz e confraternização, dois jovens primos - alienados e covardes - espacam e matam o ambulante Luis Carlos Ruas ,54 anos, dentro de uma estação do metrô paulista, região central da cidade. Unidos pelos laços familares e pela covardia, Ricardo Matias Nascimento, 21 anos, e Alípio Belo dos Santos, 20 anos, após terem sido repreendidos por um travesti porque haviam urinado num canteiro do lado de fora da estação, partiram para a agressão. Um outro travesti foi ajudar, mas também apanhou. O ambulante tentou apartar e acabou sendo brutalmente assassinado. Mesmo caído no chão, foi alvo de várias chutes.. O ambulante Luis Carlos era conhecido e querido no local. Felizmente, a polícia agiu rápido, e prendeu os dois assassinos.  

No Rio de Janeiro, a gestante Rayanne Christine, 22 anos, foi sequestrada e morta em Magé, Baixada Fluminense, por Thainá da Silva Pinto, 21 anos, que, como não pode ter filhos -possui a síndrome do ovário policístico -,  juntamente com o seu marido, Fábio Luiz Souza Lima, 27 anos, planejou o sequestro e morte de Rayanne, atraída para um encontro via Facebook, na Central do Brasil, pois Thainá havia prometido doar um enxoval para o bebê. O casal - na sua residência - tentou fazer um parto em Rayanne. Seu corpo foi encontrado em uma mochila, num terreno baldio. E o bebê próximo à casa do casal, preso pela polícia.

A violência do crime chocou até os mais experientes policiais

Justiça?

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 26 de Dezembro de 2016

O cidadão comum certamente não consegue entender como uma pessoa responsável por ser a mandante de um assassinato tem sua prisão revogada pela Justiça. Condenada a 20 anos de prisão por mandar matar o marido Renné Senna, Adriana Ferreira Almeida, a viúva da Mega-Sena, deixou a cadeia pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Norte do Rio. .
A Justiça, na sua morosidade conhecida, demorou 20 anos - eu disse 20 anos - para condená-la. E agora foi liberada para ficar em casa, mesmo sem o monitoramento da tornozeleira eletrônica, já há algum tempo em falta nas unidades da Seap, pois o Estado não consegue honrar seus comprmissos com os fornecedores, funcionários - etc

Renné foi morto em um bar, por dois homens encapuzados que chegaram de moto. O carona atirou e Renné morreu na hora. Ex-lavrador, ficou milinário ao ganhar R$52 milhões na Mega-Sena, em 2005.
São casos assim que abalam a confiança do cidadão na Justiça.

Peço licença a você leitor para um comentário eminentemente político. E o discurso do presidente Temer, desejando aos brasileiros um Feliz Natal?  Desde 2003 este foi sem dúvida, o pior Natal para o povo brasileiro, em função  da crise econômica e política, que paralisou o país. Crassa o desemprego. Como o Brasil pode melhorar se o governo só fala em cortes e privatizações. Há esperança? Claro que sim. O povão tem que ir para as ruas reivindicar eleições diretas já. 

Que final de ano, hein!

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016

Preocupação e tristeza: penso que esse deve ter sido certamente o sentimento da maioria dos brasleiros em relação aos últimos acontecimentos ocorridos no Rio Grande do Sul. Manifestações que, infelizmente, descambaram para a violência. Em Brasília e no Rio de Janeiro ocorreram fatos semelhantes

De quem é a culpa? Sim, porque há um culpado. Mas não quero entrar no mérito da questão. Deixo esta análise para os analistas e jornalistas da área de economia e política.

Outro fato preocupante, este no RJ, que já ocorre há algum tempo, diga-se de passagem, é a morte  de policiais em confrontos com bandidos.

No último dia 16, dois PMs foram mortos durante toroteio no Complexo  da Penha, Zona Norte do Rio. O soldado Davi Matos, 30 anos, levou um tiro no peito, e seu companheiro de farda, soldado Flávio da Cruz Mendes, atingido na cabeça.

Que final de ano, hein?

Deus nos proteja!

Aumentam os Índices de violência em Niterói

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016

Algumas vezes ja escrevi aqui neste blog a respeito da violência no município de Niterói, Região Metropolitana do Rio, que tem experimentado um índice de violência cada vez mais acentuado. Os registros de roubos de carros aumentaram, e algumas ações dos bandidos não eram comuns na cidade, como por exemplo, ataques ao Destacamento de Policiamento Ostensivo -DPO -  do Caramujo, bairro localizado na Zona Norte de Niterói, além de um assalto em uma agência do Banco do Brasil, localizada no Largo do Marrão - Zona Sul da cidade -  a poucos metros de uma cabine da PM. O assaltante entrou armado, sem que o detector de metais o denunciasse. Conseguiu roubar R$450 mil e saiu andando tranquilamente. Por que o detector de metais não funcionou? Onde estavam os guardas que fazem a segurança do banco? Tem ocorrido também alguns arrastões, numa incidência maior do que a conta manda, além de constantes tiroteios em alguns morros. 

Niterói já foi uma cidade boa para morar. Não é mais! A população aumentou e a bandidagem também. Com uma população de 495.470 (IBGE 2015)  possui apenas um batlhão da Polícia Militar. É insuficiente! 

A quem interessar possa

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

O Rio de Janeiro deveria ter um mapa específico para os turistas, com o seguinte detalhe: localidades que devem ser evitadas pelo perigo que representam, devido ao tráfico de drogas. Um alerta oportuno. O turista certamente iria tomar mais cuidado nos seus deslocamentos pela cidade.

E um outro ponto importante: a confiança no GPS não pode e não deve ser total. Como várias pessoas já morreram assassinadas - pelos bandidos - pelo simples fato de terem errado o caminho, o turista deve ter outra fonte de informação para andar pela cidade com um mínimo de segurança.

Até quando pessoas vão continuar sendo mortas apenas porque erraram o caminho?

A bandidagem não pode prevalecer

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016

Como se não bastasse a grave crise ecnômica que o Rio de Janeiro enfrenta, alterando totalmente a vida das pessoas e o clima do período natalino, a violência não dá trégua. A bandidagem está cada vez mais atuante, com armas modernas, potentes. A polícia, com todos os seus problemas de infraestrutura, pouco pode fazer.

Na semana passada o Rio de Janeiro foi notícia no exterior. Mas, infelizmente, não para divulgar suas belezas naturais, algum evento importante, ou coisa que o valha. A violência, mais uma vez, fez parte do noticiário, ao relatar a morte do italiano Roberto Bardella, 52 anos, assassinado por bandidos do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, Zona Central da cidade. Ele estava de moto, em companhia do seu primo, Ribo Rolato, 59 anos.

Com motocicletas , vieram ao Rio para encerrar uma viagem pela América do Sul. Após visitarem o Corcovado, seguiram em direção a Copacabana. Orientavam-se pelo GPS. Erraram o caminho e foram parar num covil de bandidos.

Roberto, que tinha uma filmadora acoplada em seu capacete, foi morto de forma covarde,  à queima-roupa. De acordo com a polícia, deve ter sido confundido com um policial. Antes de matá-lo os marginais perguntaram sobre a cãmara no capacete. Roberto não  entendeu o que estavam falando e foi executado.

Até quando uma cidade com a importância e o prestígio de nível internacionalo do Rio de Janeiro vai conviver com tragédias protagonizadas por bandidos violentos, que exalam ódio e não têm nada a perder? A sociedade não pode e não deve ficar anestesiada diante disso, se omitir, encarar como uma fatalidade. É preciso reagir, lutar. A bandidagem não pode prevalecer.