Tempos difíceis

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

Constantes tiroteios na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, problemas no Complexo do Lins, também na Zona Norte, que acabou ocasionando o fechamento da Estada Grajaú-Jacarepaguá nos dois sentidos por mais de uma hora e um protesto que bloqueou a Rua Visconde de Niterói, acesso do Morro da Mangueira - Zona Norte - , na última segunda-feira. O protesto ocorreu depois que um homem morreu, em função de um tiroteio na favela entre policiais e bandidos.

Na última terça-feira, por volta das 20 horas, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a professora Maria Ribeiro Alves da Silva, 51 anos, foi atingida por tiros e morreu, quando deixava a Escola Municipal Fuzileiro Naval Eduardo Gomes de Oliveira, no Bairro Jardim Anhangá, de carro, na companhia de dois professores, foi abordada por bandidos, que teriam tentado roubar o veículo. A professora, que trabalhava há 20 anos na escola, morreu no local.
Os índices comprovam que a violência carioca tem crescido em vários aspectos. E com o Estado falido, contando moedas e atrasando salários de funcionários, aposentados e pensionistas, a tendência é a violência piorar. A polícia não pode fazer milagres.

Tempos difíceis. É triste! Muito triste!

Este ano já está comprometido. E quando a presidente Dilma Rousseff for afastada do poder, com o novo governo, tenho a mais absoluta das certezas que a crise irá se alastrar por todo o país. 

 

guerra urbana e ciclovia tim maia

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 26 de Abril de 2016

Assim como certos políticos, a maioria da bandidagem também gosta de aparecer. Refiro-me apenas aos bandidos do tráfico. Exibem-se, não raro, na internet, ostentando grandes cordões  de ouro e suas potentes armas. Alienados, robôs desgovernados, sem perspectivas de vida  e com a mente lesada em função da droga, tentam impor sua presença usando de violência, impondo o terror.

Podia aqui fazer uma lista de ações realizadas pela bandidagem que marcaram a história policial carioca, como por exemplo, o brutal assassinato do jornalista Tim Lopes, em junho  de 2002.

Na semana passada, para desafiar e desgastar ainda mais a imagem da polícia, bandidos fizeram um arrastão em frente à Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do  Rio, e, não satisfeitos, atiraram em direção ao complexo de delegacias. Os policiais revidaram. Ninguém foi preso.

Na favela do Jacarezinho, desde novembro do ano passado, quando no local foi morto o PM Rodrigo Ribeiro Pinto, os tiroteios envolvendo a polícia e traficantes têm sido constantes. Uma guerra urbana. O suspeito de matar o soldado Rodrigo foi preso na noite da última quinta-feira (dia 21)

 Os fatos descritos acima mostram com clareza que a UPP do Jacarezinho está com sérios problemas. A princípio, não há nenhum desmérito nisso. Em primeiro lugar, são ossos do ofício; em segundo lugar, a PM carioca vem enfrentando uma fase difícil em todos os setores. E, claro, isso atinge a área operacional, como não poderia  deixar de ser.

O número de bandidos parece aumentar a cada dia. São jovens que não têm nada a perder. Na verdade, vivemos, guardadas as devidas proporções, uma espécie de estado islâmico. E não é só no Rio, infelizmente.
 
Em  tempo: Na abertura deste artigo frisei que políticos gostam de aparecer. É o caso do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que explora à exaustão o marketing político, para citar apenas um exemplo entre muitos, naturalmente. E a Ciclovia Tim Maia, prefeito? Uma obra  desnecessária, puro marketing para turista ver. A prefeitura carioca gastou R$ 44 milhões, dinheiro que poderia ter sido empregado na saúde. 
Quem é o culpado pela tragédia? A prefeitura ou a empresa que realizou a obra?   

 

 

Tiros no bairro nobre

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

Até Ipanema, bairro de gente rica e bem policiado, na Zona Sul do Rio, fica imune a ocorrências policiais. Uma tentativa de assalto às Lojas Americanas, na noite da última quinta-feia, na Rua Visconde de Pirajá,  deixou uma mulher e dois homens feridos a tiros. De acordo com testemunhas,  os tiros foram dados por um homem que fugiu em seguida.

Violência e crise econômica

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 21 de Abril de 2016

Roubos a pedestres e carros, arrombamento de caixas eletrônicos, assaltos, sequestro com assassinato da vítima. Essa tem sido a realidade do município  de Niterói, Região Metropolitana do Rio

Escrevi várias vezes neste blog sobre violência em Niterói - e também em São Gonçalo. Infelizmente, o tempo passa e nada melhora. A bandidagem está cada vez mais atuante, e a sensação de insegurança é grande.

E, tudo indica, não vai melhorar tão cedo, porque o Estado enfrenta uma crise econômica sem precedentes, com cortes de investimentos em áreas estratégicas, segurança entre elas.

Mas, mesmo assim, diante  desse quadro desanimador, o Rio de Janeiro será palco de uma Olimpíada

A irresponssabilidade de certos governantes não tem limites 

Domingo atípico

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 17 de Abril de 2016

Hoje o Brasil está mobilizado num único pensamento. A presidente Dilma Rousseff continua no poder ou será afastada? Um domingo atípico, sem futebol na tevê. Dificuldades financeiras não podem servir de motivo para afastá-la. A verdade nua e crua é que setores da direita jamais se conformaram com a derrota do seu candidato E, para usar aqui um jargão do futebol, querem ganhar no tapetão. Vale tudo para enfraquecer e derrotar o governo.

Trata-se de uma violência. Os discursos moralistas sobre corrupção viraram uma panaceia como crítica ao governo, que jamais criou qualquer obstáculo para investigações neste campo. Os opositores do governo não querem um país com mais justiça social. Desejam apenas o poder. Os partidos de oposição, além de não possuírem pautas criativas para melhorar o Brasil, não possuem em seus quadros ninguém que possa empolgar e emocionar a massa, o povão, como o ex-presidente Lula, um líder político de prestígio internacional. Isso, seus opositores, que tiraram a máscara, não perdoam. E morrem de inveja. Partem então para o jogo rasteiro e antiético dos bastidores, mentem, lançam boatos, fazem futricas, ilações, entre outros expedientes.

Seja qual for o desfecho ao final da votação, penso que quem leva a sério o seu país e respeita o seu povo, não pode desanimar, se revoltar, ou ficar amargurado. Tudo isso, por mais sofrido que seja, vai fortalecer o povão para 2018.    

Quadro angustiante

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 16 de Abril de 2016

Além do clima de acirrada tensão política que o país está vivendo, tivemos mais uma semana de crimes chocantes no Rio e em Niterói, Região Metropolitana do Rio, onde ocorreu o sequestro e morte de João Bosco, 83 anos, que estava desaparecido desde o último dia 2. Sequestrado em frente a um supermercado, seu corpo foi encontrado dentro de um matagal no Parque  da Cidade, bairro São Francisco, Zona Sul da cidade.

Em Irajá, Zona Norte do Rio, um ex-PM foi tirar satisfações com o amante da sua esposa, um policial civil - o casal de amantes estava num motel - chegou a atirar no rival, mas acabou morrendo com vários tiros. O amante, também atingido, foi hospitalizado e operado.

Na última quinta -feira um PM morreu após um acidente de trânsito ocorrido em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Soldado que trabalhava em uma UPP, Bruno Wilton de Souza, 33 anos, teria saído do seu carro de arma em punho, após a colisão. E um seu colega de farda, um subtenente, reagiu e o matou.

E para encerrar, duas jovens foram assaltadas. Socorridas por PMs, que prenderam um dos bandidos, estavam sendo conduzidas na viatura policial a caminho da Central de Flagrantes, na Cidade da Polícia, bairro Jacaré, Zona Norte do Rio, que desde o último dia 12 concentra todos os registros de flagrantes das áreas de cinco delegacias, quando bandidos atiraram na viatura. As duas jovens foram atingidas. Uma foi baleada nas mãos, e a outra foi atingida de raspão na cabeça e outro na nádega. E teve um dedo ferido por estilhaços. Quer dizer: no mesmo dia as duas jovens foram atacadas duas vezes.

A fase está difícil. Como costumava dizer um ex-editor de uma  revista com quem tive oportunidade de trabalhar há alguns anos, o inimigo está furioso.

Violência de todos os tipos,  crise política e econômica, desemprego. Para quem não é alienado e não faz parte da elite, um quadro angustiante.

Caso a presidente Dilma Rousseff seja de fato afastada da presidência, como o país irá caminhar?

Deus nos proteja!