Medida polêmica

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

Li no jornal O Globo do último domingo, que o prefeto de Niterói, Região Metropolitana do Rio, Rodrigo Neves - PT- vai pedir autorização ao chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, para que o seu subsecretário de Transportes, Leonardo Nigromonte, um policial civil, possa andar armado com um fuzil. O prefeito alega que o objetivo do seu pedido é para proteger o  subsecretário, que irá itensificar o combate em relação à Máfia dos Táxis. Estima-se que a quadrilha faturava anualmente R$27 milhões. Na última quinta-feira, 19 pessoas foram presas, acusadas de vender autonomias falsas. E entre os detidos estavam dois servidors da prefeitura. De acordo com a matéria do jornal, Nigromonte “vai dar apoio às ações integradas de fiscalização que envolverão agentes da prefeitura, do Detro e da Polícia Civil”

Em 2010, o subsecretário de Transportes do município, Adhemar José Melo Reis, foi assassinado após ter aumentado a fiscalização aos táxis piratas. Portanto, o problema é antigo.

Prefeito Rodrigo Neves: sua medida como marketing pode até funcionar, mas a rigor, é desnecessária. Principalmete neste momento, quando existe um projeto de lei que pretende flexibilizar - estou usando esse termo para agradar os tecnocratas - o porte de armas. Poderemos voltar aos tempos do velho oeste. Sem os cavalos, naturalmente.

 Todos precisam de proteção; além do grupo empenhado na fiscalização dos táxis piratas, assim como os usuários. Seu subsecretário de Transportes, Leonardo Nigromonte, por ser um policial civil, é um homem preparado em questões de segurança. Ele sabe se defender. E pode até, se quiser, requisitar segurança particular

Para combater a corrupção é preciso, além de uma rígida fiscalização, desburocratizar determinados procedimentos. A corrupção se instala com mais facilidade onde existe muita burocracia. Tem sido assim no só na questão dos táxis, mas também com as carteiras de habilitação, apenas para citar dois exemplos.

Com todo respeito, prefeito. Sua medida em relação ao fuzil traz à baila a figura do temido Tenório Cavalcanti (1906-1987), o homem da capa preta, que andava com uma metralhadora debaixo do braço, carinhosamente chamada de Lurdinha.

   

“Violência contra a mulher, NÃO!”

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 29 de Novembro de 2015

Texto publicado no site Brasil 247

Por Jandira Feghali - Médica, deputada federal(RJ) e líder do PCdo B

Em um episódio lamentável vemos, na semana em que comemoramos o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, a impunidade prevalecer na Câmara dos Deputados. Foi proposto o arquivamento, sob a relatoria do deputado federal Washington Reis (PMDB/RJ), no Conselho de Ética da Câmara, o processo que investiga a agressão do deputado Alberto Fraga (DEM/DF) dirigida a mim e a todas as mulheres em Plenário. O parecer do relator banaliza a violência praticada contra a mulher e, particularmente, a atuação política delas. Essa decisão também coloca uma questão que só tomou relevo pela luta de mulheres corajosas, como uma coisa menor.

Em maio, ao tentar impedir que o deputado federal Roberto Freire (PPS/SP) parasse de empurrar as costas de um parlamentar da minha bancada durante seu discurso, o mesmo pegou meu braço e o puxou com força, torcendo-o. Foi neste momento que a fala de Fraga veio à tona e não deixa margens para dúvidas: “Eu digo sempre que mulher que participa da política e bate como homem tem que apanhar como homem também”.

A tradução é clara. Se as mulheres se atrevem a entrar na política e defender com veemência suas opiniões estão assumindo um comportamento que é próprio dos homens e, portanto, devem ser tratadas como ele julga normal tratar outro homem, na violência.

No momento em que milhares de mulheres tomam as ruas de diversas capitais em sua “primavera”, é desalentador que tenhamos que assistir esse espetáculo de machismo e de uma visão deturpada sobre o espaço da mulher na política. Uma fala como essa tem repercussões e consequências gravíssimas.

Cada vez que se incorpora e alivia um discurso desse, a violência contra a mulher e o feminicídio ganham força. Num país em que mais de 2 mil mulheres morrem ao ano pela violência cometida pelo parceiro ou ex-parceiro, é terrível que cheguemos ao ponto de ouvir que a “agressão dita em Plenário” não passou de uma fala “mal educada”. Que a verdadeira vítima é o agressor. Que não houve incitação à violência ou qualquer traço de preconceito contra a participação das mulheres na política.

Vivemos tempos de luta contra o fim de direitos históricos garantidos a nós, no mundo do trabalho, na saúde, na educação e diversos outros campos da vida. Desta luta não abrimos mão e a revolta contra o parecer não diminuirá nossa determinação. Não vamos abaixar a cabeça para qualquer atitude preconceituosa ou misógina. Para qualquer discurso que banalize ou queira justificar a violência. Estamos todas chamadas a redobrar a resistência e reverberar o levante feminino contra a opressão de gênero que, como querem alguns, não é uma questão menor, mas uma questão de justiça.

Firmeza, coragem e destemor não são características exclusivamente masculinas. São características das mulheres e englobam desde a dor do parto até a luta política concreta, não só pela proteção dos filhos, mas também contra as adversidades da vida. As mulheres que têm essa atitude na vida também a tem na política. Nem todos compreendam qual é o sacrifício pessoal que nós mulheres fazemos para estar nesta luta, cotidianamente, batalhando por aquilo em que nós acreditamos. Mas, mesmo incompreendidas, prosseguiremos porque essa é uma opção de vida. Já demos grandes passos no passado e não vamos retroceder em nossa caminho pela igualdade de direitos. Táo pouco, iremos esmorecer na tentativa de dar a punição merecida ao parlamentar envolvido no Conselho de Ética. Violência contra mulher, NÃO!

 

Violência em Niterói

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015

Aumento da bandidagem em Niterói, Região Metropolitana do Rio, é reflexo das Unidades de Polícia Pacificadora

A cena de diversos bandidos correndo por uma estrada de terra que liga a Vila Cruzeiro ao Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, foi mostrada à exaustão pelas emissoras de televisão, quando as forças policiais, com a ajuda dos carros de combate dos Fuzileiros Navais, mesmo equipamento usado pelo Exército americano na guerra do Iraque, invadiram a Vila Cruzeiro, uma das 13 favelas que compõem o complexo

À época, - 2010 -  o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora - UPPs - estava em expansão. A primeira favela a receber uma UPP foi o Morro Dona Marta (em 2008), localizado no bairro de Botafogo, Zona Sul da cidade.

Com as UPPs instaladas em diversas favelas, muitos bandidos resolveram procurar outros locais. E os morros de Niterói, em função da proximidade da cidade com o Rio, foram os escolhidos. O tráfico local ganhou força. Aos poucos, os índices de violência na cidade foram subindo. Roubos, assaltos, mortes, explosões de caixas eletrônicas - etc.

Na útima segunda-feira, Bruno Fernandes de Oliveira Gomes, 32 anos, foi morto por bandidos que estavam numa motocicleta, na rua Noronha Torrezão, altura do bairro Cubango, Zona Norte da cidade. Bruno passava de bicicleta pelo local quando foi abordado. Como estava com fone no ouvido, não ouviu que deveria parar. Acabou cercado e foi fuzilado à queima-roupa.

Dois dias depois dois homens foram encontrados mortos no interior de um carro, no bairro Barreto, Zona Norte da cidade. O veículo tinha sido roubado no Fonseca, também na Zona Norte. A polícia acredita que houve desentendimentos entre facções rivais. E no bairro Pendotiba -ZN - um homem identiicado como Carlos Augusto, apelidado de Carlota - segundo a polícia, membro do tráfico - foi morto durante uma troca da polícia com traficantes, que reagiram a tiros quando notaram a presença dos policiais.

Manda a verdade que se diga que, por iniciativa do prefeito Rodrigues Neves (PT), o policiamento foi reforçado na cidade.  Mas ainda é insuficiente. Niterói tem apenas um batalhão da Polícia Militar. A cidade possui 487.470 habitantes.

Portanto, a polícia, independente do seu empenho, não pode fazer milagre.

A verdade é que todo o Estado está em crise. Não só financeira. Mas também ética.     

Contra o terrorismo e a guerra, a necessidade de uma cultura da paz

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015

Texto publicado no site Amaivos

Por Leonardo Boff

Os fatos recentes de terrorismo e a declaração de guerra dos países ocidentais ao Estado Islâmico suscita de forma tenebrosa o fantasma da guerra moderna com grande capacidade de destruição. Nestas guerras apenas 2% dos mortos são soldados. Os demais são civis, especialmente mulheres e crianças inocentes. o que mostra o nível de barbárie a que chegamos. Os aviões militares atuais parecem figuras apocalípticas, carregadas de bombas que matam pessoas, destroem construções e danificam a natureza.

Precisamos ter presente que a cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criou a cultura do terrorismo, da guerra, da insegurança e do medo. Por causa do terrorismo, atualmente, os EUA e a Europa são reféns do medo. A persistirem as atuais tensões, nunca mais terão paz. Todos necessitam sentar juntos, dialogar, chegar a convergências, por mínimas que sejam, convergências nas diferenças, caso quisermos desfazer os mecanismos que geram permamentemente espírito de vindita e de atos de terror ou de guerra.

Praticamente em todos os países as festas nacionais e seus heróis são ligados a feitos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência, bem simbolizado nos filmes de Schwazenegger como o “Exterminador do Futuro”. Grande parte das películas atuais abordam temas de violência a mais absurda; até o contos infantis são contaminados pela ideia de destruição e de guerra.

Nessa cultura o militar, o banqueiro e o especulador valem mais do que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cutura da paz. E sempre de novo faz suscitar a pergunta que, de forma dramática, Einstein colocou a Freud nos idos de 1932: é possivel superar ou controlar a violência? Freud, realisticamente, responde: “É impossível aos homens controlar totalmente o instinto de morte…Esfaimados pensamos no moinho que tão lentamente mói que poderíamos morrer de fome antes de receber a farinha”. Mas não se entregava à resignação. Afirmava que os processos civilizatórios, a educação, a democracia, o esporte, o respeito aos direitos humanos e o cultivo de valores éticos podem diminui-lhe a destrutividade.

Sem detalhar a questão, tentemos aprofundar um pouco a questão da violência, um desafio para toda a inteligência. Diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de um caos originário, uma incomensurável explosão, o big bang. E a evolução é um processo que procura pôr ordem neste caos destrutivo e fazê-lo generativo na medida em que se dá o processo cosmogênico no decorrer de bilhões de anos. O próprio universo, por isso, comporta violência em todas as suas fases, embora sempre criando sistemas mais ordenados que permitem ascensões rumo a formas mais elevadas e harmônicas de organizão.

São conhecidas cerca de 15 grandes dizimações em massa, ocorridas aa Terra, há milhões de anos atrás. Na última, há cerca de 65 milhões de anos, pereceram todos os dinossauros após reinarem, soberanos, 133 milhões de anos. A expansão do universo possui também o significado de originar ordens cada vez mais complexas e, por isso também menos violentas. Possivelmente a própria inteligência nos foi dada para pormos limites à violência e conferir-lhe um sentido construtivo.

Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecno-ciência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação.

Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre esta vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição e não a cooperação, por isso, gera guerras econômicas e políticas e com isso desigualdades, injustiças e violências. Todas estas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos.

A essa cultura da violência há que se opôr a cultura da paz. Hoje ela é imperativa pois há cerca de 80 focos de guerra, de maior ou menor intensidade, no mundo, a ponto de o Papa Francisco ter se referido, por várias vezes, que estamos dentro de uma terceira guerra mundial que acontece parceladamente.

É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. É imperativa porque o potencial destrutivo já montado pode ameaçar toda a biosfera e impossibilitar a continuidade do projeto humano. Ou limitamos a violência e fazemos prevalecer o projeto da paz ou conheceremos, no limite, o destino dos dinossauros.

Onde buscar as inspirações para cultura da paz? Mais que imperativos voluntarísticos, é o próprio processo antroprogênico a nos fornecer indicações objetivas e seguras. A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, comparecemos como seres de cuidado, principalmente da vida; temos capacidades de afetividade, com-paixão, solidariedade e amorização. Hoje é urgente que desentranhemos tais forças para conferir rumo mais benfazejo à história. Toda protelação é insensata.

O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e co-pilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de re-engenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. A competitividade continua a valer mas no sentido do melhor e não de destruição do outro. Assim todos ganham e não apenas um.

Há muito que filósofos da estatura de Martin Heidegger, resgatando uma antiga tradição que remonta aos tempos de César Augusto, vêem no cuidado a essência do ser humano. Sem cuidado ele não vive nem sobrevive. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Cuidado representa uma relação amorosa para com a realidade. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud.

A cultura da paz começa quando se cultiva a memória e o exemplo de figuras que representam o cuidado e a vivência da dimensão de generosidade que nos habita, como Francisco de Assis, Gandhi, Dom Helder Câmara, Luther King Jr, o Papa Francisco e outros. Importa fazermos as revoluções moleculares (Gatarri), começando por nós mesmos. Cada um estabelece como projeto pessoal e coletivo a paz e os sentimentos de paz. Els resulta dos valores da cooperação, do cuidado, da com-paixão e da amorosidade, vividos cotidianamente.

Fonte riquíssima de paz é o cultivo da espiritualidade como vem expressa na belíssima oração pela paz de São Francisco de Assis. As religiões, não raro, produzem guerras. As espiritualidades, paz e convivência pacífica entre os povos. Elas trabalham mais experiências fundamentais interiores de encontro com a Divindade, com o Sagrado, ou pouco importam os nomes, com uma Realidade Suprema de sentido. As doutrinas e as instituições religiosas gozam de valor secundáro, às vezes mais dificultam a experiência profunda do que a promovem.

A paz não é apenas uma meta a ser buscada mas também um caminho a ser seguido. Só um caminho de paz gera paz serena e permanente. Ao se “queres a paz prepara a guerra” devemos com determinação opor: “se queres a paz prepara a paz”.

O paradoxo

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 23 de Novembro de 2015

 

A repressão violenta é sempre a solução menos trabalhosa (Alceu Amoroso Lima)

 

Condição social e política à parte, penso que ninguém pode estar satisfeito com este mundo. O drama dos imigrantes, a barbérie ocorrida em Paris, na última sexta-feira 13, entre outros  exemplos - a lista é grande, infelizmente - nos remetem a uma situação paradoxal. Senão vejamos: num mundo de alta tecnologia em praticamente todos os campos de atividade, os smartphones, que conectam o cidadão com o Brasil e o mundo, os luxuosos aeroportos, os carros cada vez mais sofisticados e velozes, tudo isso perde importância diante da violência manifestada de diversas formas, da falta de humanidade, da barbárie, do preconceito, do racismo, da xenofobia, do machismo e da avareza dos governantes.

Portanto, de um lado, progresso, tecnologia; de outro, violência, barbárie, injustiça social. Falta o respeito pelo outro, falta humanidade, afetividade - valores cada vez mais esquecidos Deterioram-se as cidades - em alguns casos alguns países - em função  da ganância do homen que, nos seus radicalismos, preconceitos e insensatez, continua querendo resolver graves problemas de cunho pólítico  e social, usando métodos violentos.

No mundo, estamos vendo isso, mais uma vez, com o episódio ocorrido na França, onde o presidente francês François Hollande, juntamente com os Estados Unidos (claro!) intensificou os ataques à Síria. Agindo assim, tudo indica, o problema será agravado; não resolvido.

No Brasil, muitos acham que diminuir a idade penal vai resolver a questão da violência praticada por menores. Uma proposta simplista - para dizer o mínimo. 

O mundo muda com uma velocidade muitas vezes espantosa. Mas o ser humano não. Na verdade, só piora. Grassa o individualismo e o preconceito de classe. Demoniza-se tudo  aquilo que é realizado para os mais necessitados. Impera a violência, o ódio. Os comentários nas redes sociais é um exemplo disso.

Na sua coluna do último domingo no jornal O DIA, Frei Betto escreveu - com a acuidade que lhe é peculiar - sobre terrorismo. “ O Ocidente ainda não fez mea-culpa das atrocidades perpetradas no Oriente, movido pela cobiça do petróleo. Por que os EUA e seus aliados europeus apoiaram, por tantos anos, a família al-Assad, na Síria; Saddam Hussein, no Iraque; Kadafi, naLíbia; para depois atirar essa gente na lata de lixo da história?”

No último parágrafo, ressalta frei Betto. “ O profeta Isaías proclamou, sete séculos antes de Cristo, que a paz só virá como fruto da justiça. Jamais do mero equilíbrio de forças. Enquanto a busca da paz for movida por ódio e discriminação, a espiral da violência crescerá. A tão apregoada democracia política, da qual o Ocidente tanto se gaba, só deixará de ser mera falácia capitalista quando houver de fato, para 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra, a sonhada democracia econômica.”

Aonde vamos parar com tudo isso?

Pense nisso! Com a razão, não de forma passional, evidentemente. 

 

Podcast episódio 11: O novo livro de Luiz Eduardo Soares

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015


No seu novo livro, o antropólogo e escritor Luiz Eduardo Soares conta histórias da violência carioca – da polícia, do tráfico e das milícias. Fala também de tortura à época da ditadura civil-militar.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR. O episódio possui 6 minutos e 48 segundos de duração.

Seu navegador precisa estar atualizado para tocar o arquivo de áudio automaticamente. Se preferir, você pode baixar o arquivo do podcast para você. Para isso, clique no mesmo link com o botão direito do mouse e salve o arquivo no seu computador ou dispositivo móvel.