Playboy continua nas ruas

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 31 de Março de 2015

Caiu no vazio?

Além da violência que tem ocorrido em áreas com UPPs - Unidades de Polícia Pacificadora -, convém lembrar que a polícia ainda não conseguiu prender o traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy. O Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$50 mil, a quem indicar o seu paradeiro.  

Um novo tempo na Seap

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 30 de Março de 2015

Nesta segunda-feira, o jornal O DIA publicou uma entrevista com o novo secretário da Secretaria de Administração Penitenciária - Seap - coronel Erir Ribeiro. Realizada pelos repórteres Adriana Cruz e João Antonio Barros, o coronel revela seus planos para melhorar a infraestrutura e a credibilidade da Seap, abalada, entre outras coisas, com a fuga, em 2008, do miliciano Ricardo Teixeira da Cruz, o Ricardo Batman, fato muito bem lembrado. O tema fez parte de uma das (boas) perguntas.

Gostei da postura e das ideias do novo secretário, principalmente quando ele revela que pretende manter diálogo com os agentes penitenciários. “ A porta do meu gabinete está sempre aberta. Vou visitar todas as unidades. Vou  a Itaperuna, Campos. Já fui ao Complexo de Gericinó. Vou conversar com todos os inspetores.”

Boa sorte, coronel!

É grave a crise

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 28 de Março de 2015

O carioca teve uma semana agitada. Repleta de casos negativos, não só na área da segurança pública, mas também nos transportes ( que não deixa de ser um caso de polícia, principalmente os trens e as barcas)

Os bandidos do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, tentam recuperar o território atacando a base da Unidade de Polícia Pacificadora - UPP. Diante dos constantes ataques, os policiais abandonaram os contêineres e improvisaram um abrigo numa garagem.

O comandante da Polícia Militar, coronel Alberto Pinheiro Neto garantiu “que todas as falhas nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) serão corrigidas”. É o que todos esperam, coronel.

Problema semelhante vem ocorrendo com  a UPP do Parque Proletário na Penha, Zona Norte  da cidade, onde a base da UPP virou alvo fácil do tráfico.

A bandidagem atacou em várias frentes. Na última quarta-feira ocorreu mais um arrastão no Metrô. E nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, bandidos interceptaram o trânsito no túnel Zuzu Angel( que liga o bairro da Gávea a São Conrado, Zona Sul  da cidade) e roubaram diversos motoristas, além de um tiroteio em shopping na Freguesia, Jacarepaguá Zona Oste do Rio.

Incompetência

E a CCR Barcas alegou prejuízos financeiros e ameaçou entregar a concessão. Por que ainda não entregou? Na verdade, se o Rio de Janeiro tivesse um governador de peito, as barcas, os trens e o metrô já teriam sido encampados. O povão carioca continua sendo desrespeitado: trens velhos, a maioria sem ar condicionado, o mesmo ocorrendo com as barcas. Várias embarcações da década de 50 continuam operando. Uma vergonha! Desrespeito total! A privatização não ia melhorar tudo?: O que houve?

É grave a crise.

Tenha uma boa semana! 

E boa sorte!

Pergunta pertinente

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 27 de Março de 2015

Como ter segurança, se criminosos voltam às ruas? - questiona o coronel Gilson Chagas, comandante do 12º BPM,  no município de Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Na última  segunda-feira, policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo ( DHNISE) prenderam os dois bandidos responsáveis pelo assassinato de Carlos Alberto Magaldi, 67 anos, ex-vereador de Niterói, ocorrido no bairro de Camboinhas, região de classe média alta. Ele foi rendido dentro do seu carro e, como se assustou, certamente fazendo algum movimento brusco, os bandidos o mataram.

Otacílio Barros de Lima Junior, 21 anos, e Arielton de Aguiar Faria, 20 anos, irão responder pelo crime de latrocínio - roubo seguido de morte. Otacílio tem um extenso prontuário. Já foi preso outras vezes, mas a Justiça o colocou em liberdade. Quando era ainda menor, também teve passagem pela polícia. E, em junho do ano passado, durante um protesto na localidade conhecida como Novo México, no município de São Gonçalo, quando um carro e três ônibus foram incendiados, o que ocasionou um grande engarrafamento nos dois sentidos da Rodovia RJ-104, a polícia prendeu Otacílio, que portava uma pistola calibre 380. Ele foi acusado de ser um dos promotores do protesto, realizado em represália à morte de dois bandidos durante uma ação policial.

Na verdade, Otacílio deveria estar preso. Mas, liberado pela Justiça, estava nas ruas e continuou com a sua vida de marginal. Arielton está foragido.

O que deve passar pela cabeça de um policial ao prender várias vezes o mesmo bandido? Otacílio provou que não deveria ter sido colocado em liberdade.

Em função desse fato, a pergunta do coronel é pertinente. Não é a primeira vez que um fato  dessa natureza ocorre e certamente não será a última.

Além da letra fria da lei, os juízes deveriam basear seus julgamentos levando em conta a realidade social que nos cerca. Vários bandidos conseguem escapar da prisão com uma facilidade que revolta a opinião pública, fato que, entre outras coisas, cria um clima de impunidade no país.

 

Mossad: Não há barreiras para a espionagem

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 22 de Março de 2015


O Mossad é considerado o melhor serviço de inteligência do mundo

Munique, 5 de setembro de 1972, 4h30min da manhã. Oito homens se aproximam do alambrado que cercava a Vila Olímpica, driblaram a segurança e, entre as diversas ruas da vila, pararam em frente ao número 31, onde estavam os 21 membros da delegação de Israel, nas Olimpíadas de Munique. Subiram até o segundo andar e iniciram o ataque batendo nas portas dos alojamentos. Em segundos, os atletas perceberam que se tratava de um ataque de terroristas palestinos, inimigos  dos israelenses desde a criação de um estado judeu em território da Palestina em 1948.

A confusão, como não poderia deixar de acontecer, tomou conta do local. Três atletas abriram a porta e saíram pelo corredor, decididos a enfrentar o perigo, mas foram mortos a tiros de metralhadora. Yosef Gutfreund, juiz de luta livre, Joseph Romano, levantador de peso e Moshe Weinberg, treinador de luta livre, que morreu na hora. Romano foi ferido mortalmente - agonizava. E Gutfreund foi tomado como refém. Os terroristas conseguiram capturar oito israelenses. Todos foram colocados dentro de um dos quartos do prédio, com as mãos amarradas nas costas e amarrados uns aos outros, com uma corda que passava pela cintura.

Os terroristas se identificaram como integrantes do Setembro Negro, integrante do Al Fatah, o grupo aliado da Organização para Libertação da Palestina. Exigiram que o governo de Israel libertasse 234 presos políticos, entre eles, o japonês Kozo Okamoto, responsável pelo atentado ao aeroporto de Lod em Tel Aviv, quando 36 pessoas morreram. Além disso, exigiram também um avião para conduzir os reféns e sequestadores a um país árabe - exceção da Jordânia e Líbano. Caso não fossem atendidos nas suas exigências, iriam executar dois reféns a cada hora.

Após um acordo com a polícia alemã, sequestradores e reféns foram evacuados da Vila Olímpica de helicópteros para a base aérea de Fustenfeldbruck, a poucos quilômetros da Vila, onde já estava posicionado  um boeing 727 da Lufthansa. Atiradores de elite estavam a postos camuflados em pontos estratégicos. Ao tentarem resgatar os reféns, na verdade ampliram a tragédia. Deu tudo errado. Depois de um intenso tiroteio, um policial alemão, cinco terroristas e todos os reféns estavam mortos. Uma operação mal planejada e, pior ainda, mal executada. Um verdadeiro cagamaçal, como diria um repórter de polícia, amigo meu, já falecido.

Pormenores de toda essa história trágica faz parte do livro Mossad - As grandes Missões do  Serviço Secreto Israelense, de Michael Bar- Zohar e Nissim Mishal - Editora Solomon.

Diante dos fatos descritos acima, os membros do Mossad foram à luta, com a aprovação da primeira-ministra Golda Meir. Vários terroristas foram mortos, entre eles o responsável pelo ataque em Munique - Ali Hassan Salameh.
O livro mostra que, além  da competência operacional dos seus membros, o Mossad possui uma infraestrurua invejável. Quando seus agentes são deslocados para uma operação em qualquer parte do mundo, a questão do dinheiro nunca é problema. Pelo menos o livro não retrata isso. Metódicos, há unidades específicas para preparar todo o teatro das operações. Agentes designados da logísitca, como aluguel de carros, apartamentos ou casas; outros ficam  responsáveis pela comunicação com a base operacional avançada e com o quartel-general  do Mossad em Israel. Além, é claro, dos agentes que irão apertar o gatilho. Apesar dos grandes riscos que envolvem o trabalho do Mossad, seus agentes sentem orgulho em integrá-lo e demonstram um patriotismo digno de nota.

“Sou cem por cento um homem de paz”.

Numa análise apressada e superficial, fato comum em textos na internet, o livro pode ser considerado apenas uma propaganda oficial ao serviço secreto israelense. Nada mais equivocado, pois há relatos também de ações realizadas pelo Mossad que não deram certo, como por exemplo, de um capitão da Marinha de Israel - Avner Israel - que passava informações para agentes do Egito por dinheiro. Capturado em Paris e colocado num avião  de carga da Força Aérea Israelense, que costumava fazer um voo por  semana de Paris a Tel Aviv, o capitão morreu dentro do avião. O chefe do Mossad mandou jogar o corpo no mar e contou uma outra história para a família. Além disso, o Mossad contou histórias inverídicas a respeito do capitão para os jornais. Insinuaram que o oficial tinha fugido de Israel depois de  se envolver em dívidas pessoais e casos amorosos. Histórias que renderam grandes manchetes nos jornais. Embora traidor, o capitão deveria ter sido julgado - democraticamente -  em Israel.

Num mundo como o atual, onde os conflitos armados não param de acontecer, os países procuram, cada um a seu modo, se defender de todas as formas. Mas, apesar de toda a violência reinante, muitos acreditam que a paz é possível.

Em 1996, o jornalista Daniel Ben-Simon foi convidado por alguns amigos para uma festa em Jerusalém, onde encontrou um jovem e simpático palestino, bem vestido e falando um inglês fluente. Ele se apresentou como Ali Hassan Salameh. “Este é o nome do homem que concebeu e planejou o massacre dos atletas em Munique”, disse Ben-Simon
“Ele era o meu pai”, disse o jovem. “Foi  assassinado pelo Mossad. Contou então, que tinha vivido durante anos com sua mãe na Europa, e finalmente viera como convidado de Yasser Arafat. “Eu nunca teria acreditado”, acrescentou, “que viria o dia em que eu estaria dançando junto com jovens israelenses numa festa em Jerusalém”.  Descreveu a excursão que fizeram por Israel, a calorosa hospitalidade dos israelenses que encontrara, e expressou seu desejo de poder ajudar a conciliar israelenses e palestinos.

“Sou cem por cento um homem de paz”, disse o jovem Salameh. “Meu pai viveu em tempos  de guerra e pagou com sua vida por isso. Agora começou uma nova era. Espero que a paz entre israelenses e palestinos venha a ser o acontecimento mais importante na vida desses dois povos”.

O mundo continua esperando a mesma coisa.

Réus em liberdade

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 19 de Março de 2015

A maioria do povo brasileiro espera que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obtenha sucesso na sua ação de reccorer da decisão judicial para que continuem presos Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, acusados de terem acendido o rojão que matou Santiago Ilídio de Andrade, cinegrafista  da TV Bandeirantes, em  fevereiro do ano passado.

Decisão da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) libetou Fábio e Caio. E desclassificou a acusação  de homicídio doloso qualificado.

O MPRJ entende que as imagens veiculadas pela imprensa são provas da culpa dos acusados.

Quem acende um rojão no meio de uma manifestação está querendo o quê?

Às vezes é difícil entender o que pasa pela cabeça de determinados juízes.