Podcast Episódio 7: São Gonçalo necessita de mais polícia

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Neste sétimo episódio do podcast: a criminalidade cresce em São Gonçalo - RJ, e mais um inocente é morto em área com UPP.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR. O episódio possui 11 minutos e 5 segundos de duração.

Seu navegador precisa estar atualizado para tocar o arquivo de áudio automaticamente. Se preferir, você pode baixar o arquivo do podcast para você. Para isso, clique no mesmo link com o botão direito do mouse e salve o arquivo no seu computador ou dispositivo móvel.

“Adote um bandido”

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Voar é perigoso. Segurança é a gaiola
Liberdade é estar fora da gaiola. (Rubens Alves)

Há muito tempo que não ouço a expressão “carregou nas tintas”.  Mas ela é perfeita para  defnir a polêmica protagonizada pela apresentadora do jornal do SBT, Raquel Sheherazade que, em fevereiro último, deu o seu apoio público a um grupo de “justiceiros” no Rio de Janeiro. O episódio ocoreu no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio, em fevereiro último. Um jovem  de apenas 15 anos foi agredido, despido e amarrado a um poste, acusado de praticar pequenos furtos. Na ocsasião, a apresentadora sugeriu que os defensores dos Direitos Humanos adotassem um bandido.

Agora, uma ação do Ministério Público Federal solicita que o SBT seja condenado a pagar R$532 mil de indenização por dano moral coletivo. E pede também uma retratação da apresentadora, sob pena de multa de R$500 mil por dia de descumprimento. .Além do MPF, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão - em caráter liminar - pede que a emissora faça uma retratação dos comentários de Raquel Sheherazade, sob pena de multa de R$500 mil por dia de descumprimento.

O comentário de Raquel Sheherazade estimula a violência e o preconceito. Juridicamente falando é considerado apologia ao crime. Sua postura diante do fato ocorrido no bairro do Flamengo não acrescenta nada de novo. Não colabora para melhorar o país. Raquel é apenas mais um membro no time de apresentadores que se acham mais “realistas do que o rei”. E que, não raro, defendem a pena de morte e o fim da maioridade penal como “soluções” para conter a violência urbana. Possuem uma visão estreita das questões sociais e políticas.

No caso da Raquel Sheherazade a questão é ainda mais grave porque ela é evangélica. E, por conta disso, deveria ter uma outra consciência política a partir da visão bíblica. Mas sua visão, infelizmente, é fundamentalista, contrária a todos os postulados éticos cristãos e seculares.

Uma pena!  

Oito pistolas somem da UPP do Caju

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Mais um problema envolvendo uma Unidade de Polícia Pacificadora. Na UPP do Caju, Zona Central do Rio de Janeiro, ocorreu o desaparecimento de oito pistolas. Os dois armeiros responsáveis pela administração das armas foram presos administrativamente, por determinação da major Alessandra Carvalhaes, comandante da UPP. Foi realizada uma perícia na unidade, nas viaturas e também nos armários dos 11 policiais que estavam de plantão.

O Coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Francisco Caldas, determinou a abertura de um Inquérito Policial Militar. (IPM)

O fato é grave. Espera-se que o IPM seja objetivo e rápido.

Fatos da semana

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Abaixo, os resumo dos fatos da semana

A semana passada foi agitada. Na última quinta-feira teve tiroteio nos bairros Andaraí e Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Bandidos tentaram uma carga de cigarros e foram perseguidos pela polícia. Duas pessoas ficaram feridas.

Confronto de camelôs e gaurdas municipais tumultumou o Largo do Machado, Zona Sul do Rio. Os guardas tentaram recolher mercadorias de um feirante e, por conta disso, vários anbulantes se revoltaram e jogaram caixas e papelões na rua, gerando então, muita confusão.

A Guarda Municipal também teve problemas no centro da cidade. No fim da tarde da última  sexta-feira houve confrontos com camelôs. Armado irregularmente com uma pistola 390, o guarda municipal Fernando Perpétua da Cunha atirou e acertou duas pessoas, que foram medicadas e liberadas. A Guarda Municipal não tem autorização para usar armas. Ele foi autuado em flagrante, por tentativa de homicídio, porte e disparo de arma de fogo. Tudo indica que será exonerado.

A violência carioca atingiu também o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta e sua equipe, no último dia 15, à noite, na Estrada do Sumaré - bairro  Rio Comprido, Zona Norte da cidade -,  a poucos quilômetros da sua residência oficial. Os bandidos o reconheceram e pediram perdão. mas efetuaram o assalto. Depois abandonaram o produto do roubo: o anel cardinalício, caneta, cruz peitoral, telefone, além de dois terços de prata. A exceção foi a máquina do fotógrafo da Arquidiocese, Gustavo de Oliveira, 54 anos, avaliada em R$25 mil e contendo dezenas de fotos de bispos eméritos.

Tivemos também a prisão de vários PMs e oficiais acusados de integrarem um esquema de propinas na Zona Oeste. Entre eles, oficiais com cargos importantes, como por exemplo, o comandante do Comando de Operações Especiais (COE), coronel Alexandre Fontenelle.

E, no último sábado, bandidos tentaram invadir o Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, região ocupada por tropas do Exército e da Marinha, no Regime de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Briga pot território entre facções rivais. Felizmente ninguém foi ferido. No mesmo dia a polícia conseguiu prender o marginal Paulo Castilho Correia Filho, o Playboy, que, segundo  a polícia é suspeito de ter participado da invasão da Maré.

Em tempo: Corrupção é igual a pecado. Sempre existiu. E não vai acabar. O que fazer? Combatê -la.

Corrupção policial:desafio para o próximo governador

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

O Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame disse que não existe uma vacina para a corrupção. Perfeito! Caso existisse, o fabricante estaria milionário.

O bem azeitado esquema de corrupção envolvendo oficiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e que foi desmantelado na última segunda-feira pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, com base em investigações que vinham sendo realizadas há dois anos, deixou à mostra que a corrupção não está restrita apenas ao baixo clero da corporação. Ela atinge também oficiais, entre eles, o coronel Alexandre Fontenelle -com um rico currículo profissional - responsável pelo Comando de Operações Especiais (COE) e terceiro homem na hierarquia da PM. Lamenta-se. Afinal, como dizia Lúcio Flávio Villar Lírio (1944-1975), bandido é bandido: polícia é polícia; como água e o azeite, não se misturam.

O capitão Walter Colchone - um dos oficiais que foram presos - que já foi acusado de integrar a máfia dos caça-níqueis e de ter ligações com o bicheiro Fernando Ignácio, entrou também para o grupo que explorava donos de empresas de ônibus, motoristas de vans, mototaxistas, além de comerciantes em Bangu. É a retroalimentação da corrupção. Como propina, de acordo com reportagem do jornal O DIA da última quarta-feira, os PMs corruptos aceitavam até engradados de cerveja e refrigerantes.

O fato é mais um golpe na credibilidade que ainda resta na PM. O quadro é desalentador. Alguma coisa precisa ser feita. Trata-se de mais um desafio para quem vencer a eleição para governador do Estado.

Crise nas UPPs

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Primeiro foi a execução de Francisco Paulo Tostes Monteiro, o Tuchinha, ex-chefe do tráfico de drogas da Mangueira, Zona Central da cidade. Depois, a morte do capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da UPP Nova Brasília, em confronto com bandidos do Complexo do Alemão, localizado na Zona Norte. Além desses fatos ocorridos recentemente, um relatório da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro revelou que 41 áreas do Estado ainda são dominadas por tráfico ou milícia, locais que alguns candidatos não podem entrar. Só são aceitos os candidatos aprovados pelos critérios da bandidagem.

O que todos esses fatos relatados acima apontam? 1) Os criminosos ainda não perderam o poder em relação a muitos territórios, fato que não deveria mais ocorrer. Mas, infelizmente, ocorre. 2) Os confrontos em áreas com UPPs têm acontecido com uma frequência preocupante. 3) Os investimentos sociais ainda não chegaram, conforme promessas do governo estadual. Isso é grave. Apenas polícia, por melhor que seja, não vai resolver a questão. Seria simplista demais. 4) Os treinamentos dos policiais para atuarem nas UPPs precisam e devem ser aperfeiçoados 5) As condições de trabalho dos policiais também têm que melhorar. 6) E desvios de conduta devem ser resolvidos com mais rapidez e transparência. 7) E, o mais importante: diálogo e respeito pelas pessoas - moradores nas favelas.

Preferências políticas à parte, o projeto das UPPs é bom. Penso que se tivesse sido implantado com mais calma, a eficiência seria maior. Mas admito que determinadas circunstâncias acabaram alterando o calendário de instalação de muitas UPPs, que  estão passando por um momento de crise.

Fato que não anula seus méritos. A crise deve ser enfrentada sem picuinhas políticas e preconceitos de qualquer ordem. Com trabalho, investimentos sociais de peso e profissionalismo, a crise será debelada. Teremos então, pelo menos em tese, uma cidade com baixos índices de violência.

Todos os cariocas devem estar irmanados na ideia de que a crise nas UPPs seja superada. É possível humanizar o Rio de Janeiro, cidade linda, que atrai turistas de todo o mundo.  

Creia nisso!