Crescimento sem qualidade

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 25 de Janeiro de 2021

 Não raro, os jornais que ainda restam no Rio de Janeiro, estampam nas suas páginas a frase - traficantes evangélicos.

Não eciste isso! Ou o cidadão é traficante ou é evangélico. Não se misturam.

A frase em tela surgiu há alguns anos, a partir de diversos atos de intolerância religiosa, protagonizados por traficantes que invadem  recintos sagrados das religiões de matriz africana.

Vários envolvidos com o tráfico de drogas frequentam igrejas evangélicas, cujos pastores são fundamentalistas, desprovidos dos mais elementares conhecimentos biblícos e, claro, sem estofo cultural.

Não estão preocupados com a conversão de ninguém, muito menos  daqueles que trilham o caminho do crime. Na verdade, de uma forma ou  de outra, tentam usufruir de alguma maneira com a presença de  traficantes que vão à igreja, principalmene na questão dos dízimos e das ofertas.

Isso deixa à mostra a dimensão da crise que envolve o universo evangélico brasileiro, o que ficou explicíto na eleição do presidente Bolsonaro.

Como um cristão pode apoiar um adepto da tortura, das armas, e que durante a campanha, entre outras coisas, abasou das manipulações e mentiras políticas nas redes sociais?

Abrir uma igreja evangélica é mais fácil que abrir um botequim. Neste, pelo menos, o cidadão não será enganado.

Nem sempre o crescimento numérico consegue produzir qualidade. E os evangélicos são uma prova disso.

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