Rio de Janeiro já foi o “tambor” do Brasil

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 12 de Janeiro de 2021

 

 

Não adianta fazer propaganda institucional, como fez recentemente uma emissora de televisão, tentando exaltar as qualidades do Rio de Janeiro, e dos cariocas.

Não resta dúvida que a maioria dos problemas que o Rio enfrenta - como de resto todo o país - piorou com a pandemia. A degradação da cidade, em todos os níveis, vem piorando a cada ano, sem nenhuma perspectiva de melhora.

Mais uma vez o Estado teve um governador afastado das suas funções, acusado de corrupção. E o ex-prefeito, derrotado na última eleição, quando tentou a reeleição, cumpre prisão domiciliar. Crivella é investigado em um esquema de corrupção conhecido como “QG da propina”, resultado da Operação Hades - que, além do prefeito, envolve uma série de outros acusados denunciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva - uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministérios Público.  

Não há notícia boa. De novo, só 2021. Quando o novo ano rompeu, uma menina de 5 anos, que estava no colo da mãe, Franciely Silva - que foi assistir ao espocar dos fogos na casa de parentes -  no Morro do Turano, Rio Comprido, Zona Norte do Rio, foi atingida por uma bala perdida no pescoço, chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu.

Milicianos e traficantes fazem parceira, e a PM continua errando o alvo, ou seja: matando inocentes, como ocorreu em dezembro último com os jovens Edson Arguinez Júnior, 20 anos,  e Jhordan Luiz Natividade, de 17,  que, após terem sido abordados por policiais militares do 39 BPM ( Belford Roxo, Baixada Fluminense), apareceram mortos, fato ocorrido em dezembro último.

Um vídeo mostra que, no momento da abordagem, os dois jovens seguiam de moto, quando ocorre um clarão na imagem, semelhante a um tiro. Os dois caem com a moto e, em seguida, são revistados, algemados e levados para a viatura da PM. Um dos policiais deixa o local dirigindo a viatura, enquanto seu colega sai pilotando a moto. Os dois rapazes - que não tinham passagem pela polícia - não foram levados para a delegacia e apareceram mortos.

Nem a pandemia conseguiu diminuir a violência carioca.

O Rio vive do seu passado glorioso, na cultura, nos esportes, na música - etc. Era o Estado mais charmoso do país. Vanguarda intelectual e política. O “tambor” do Brasil. A maioria dos brasileiros de outros estados eram doidos para conhecer o Rio. Muitos vieram e, mais do que uma simples visita, aqui se estabeleceram. Bons tempos!

A pergunta certamente já foi feita diversas vezes. Por mais óbvia que seja, de vez em quando convém repetir o óbvio. Até quando o Rio de Janeiro vai conviver com essa situação?  

Tem saída? Tem! Um dos caminhos é votar de forma séria, consciente, não com a emoção, mas sim com a razão.

Pense nisso!

 

 

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