Ato marca os mil dias do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 8 de Dezembro de 2020

 

Matéria publicada no jornal O DIA

Em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia, Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco marcaram no chão a frase '1.000 dias sem respostas'. Crime cometido em março de 2018 segue sem conclusão

O assassinato mais marcante da história recente do Rio de Janeiro segue sem respostas, mas a luta pela memória de Marielle Franco e Anderson Gomes continua. O crime, cometido na noite de 14 de março de 2018, completa 1.000 dias nesta terça-feira, e para lembrar a data e pedir Justiça, a Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco organizam um ato na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores, onde Marielle legislava. 

Organizadores do ato esticaram no chão da Cinelândia uma faixa com a frase '1000 dias sem respostas'. A hashtag #1000DiasSemResposta é usada por artistas, ativistas e influenciadores digitais nas redes sociais. Nesta terça-feira, quando o Dia da Justiça é celebrado, 550 relógios tiveram seus alarmes disparados simultaneamente às 8h, bem em frente à Câmara dos Vereadores. O protesto foi batizado de 'Despertador da Justiça'.

Devido aos protocolos de saúde pública, não haverá convocação para atos presenciais. Mas, nas redes, o Instituto Marielle Franco formulou uma petição, no endereço bit.ly/mariellejustiça, para pressionar por justiça o governador em exercício, Cláudio Castro, e o procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Gussem.

“São 1000 dias que acordamos todas as manhãs com a esperança de uma resposta. 1000 dias de dor e saudade. E não somos só nós da família que estamos interessadas. O Brasil precisa dessa resposta para que casos como esse não se repitam”, diz Anielle Franco, irmã de Marielle e diretora executiva do Instituto Marielle Franco.

A ex-vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados na noite de 14 de março de 2018, no bairro do Estácio de Sá, quando voltavam de um evento na Lapa. Mais de dois anos depois, as investigações continuam, mas o quebra-cabeça parece longe de ser concluído pela Polícia Civil. O caso teve reviravoltas e pedidos de federalização. Atualmente, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o seu compadre, o ex-PM Élcio Queiroz, acusados de estarem no carro que atirou contra a vereadora, cumprem pena no presídio federal de Rondônia. Os mandantes, no entanto, ainda não foram descobertos.

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