polícia sucateada

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 15 de Junho de 2018

Resultado de imagem para bondinho do pão de açucar

Um dos cartões postais do Rio de Janeiro - Bondinho do Pão de Açúcar

Não raro, assisto na tevê comentários de apresentadores de programas policiais dizendo que a violência urbana atinge não só o Rio de Janeiro, mas todo o Brasil. É verdade, mas não toda a verdade. Não serve de consolo. O Rio é  o Estado mais violento do país.

A violência carioca é uma mazela antiga e que vem piorando ano a ano. Tentar minimizá-la com sofismas, ou então com aquele perfil blasé típico do carioca, não ajuda em nada. Muito pelo contrário. Com a degradação do Estado em função da crise econômica, política e ética, a violência - que é medida não somente pelos números de homicídios -  tem atingido índices insuportáveis.

A bandidagem  tem agido com desenvoltura e protagonizado situações de intenso desgaste para  a imagem do Estado do Rio de Janeiro., como por exemplo, o fato ocorrido no último dia 9, quando um tiroteio envolvendo a polícia e bandidos no Morro do Pasmado e no Chapéu Mangueira - Zona Sul do Rio - acabou ocasionando a paralisação do Bondinho do Pão  de Açúcar, símbolo da Cidade Maravilhosa, juntamente com o Cristo Redentor.

Outrora a cidade mais charmosa do país, o Rio, o tambor do Brasil, como gostava de dizer o saudoso Leonel Brizola - duas vezes governador do Estado do Rio de Janeiro - infelizmente tem vivido um dos seus momentos mais dramáticos e tristes da sua história.

Para combater a violência com objetividade, nenhum plano gestado em gabinetes pelos burocratas de plantão será bem sucedido, se o policial não for a prioridade. O trabalho nas ruas de experientes policiais - civis e  militares - é fundamental no combate à violência. Óbvio, dirá o leitor. Mas nossas autoridades esquecem desse detalhe. Ficam falando e fazendo um monte de bobagem, ou então, jogando para a arquibancada, como foi o caso da intervenção federal, que até o momento nada fez de positivo. Desperdício de dinheiro.

Nada vai mudar se não houver investimentos na estrutura das polícias. No momento o quadro é desalentador, com viaturas sucateadas, blindados que já deveriam ter sido trocados, falta de  condições adequadas para treinamentos e modernas ferramentas de inteligência.

 Sem isso, como diz o ditado popular, é chover no molhado.