Antes que seja tarde!

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 5 de Maio de 2018

A guerra urbana carioca. Um resumo da semana. Apesar da presença das Forças Armadas nas ruas, nenhuma melhora ainda ocorreu nos índices da violência. Amplia-se o medo da população. E muitas pessoas - com uma boa condição financeira - estão abandonando o Rio de Janeiro. Antes que seja tarde!

Sábado. Abril, dia 28 - O PM Antonio Carlos de Moura,33 anos, foi morto em Iguabinha, distrito de Araruama, Região dos Lagos. Ele foi colocado no porta-malas do próprio carro, torturado e morto com diversos tiros. Era lotado no Batalhão  de Polícia Rodoviária (BPRv)

Segunda, dia 30 -  Um policial militar foi sequestrado durante um arrastão na Rodovia Niterói-Manilha. De acordo com a PM, o policial foi liberado minutos depois e seu carro levado pelos bandidos. Ainda nesta segunda, Daniela Souza, 37 anos, foi esfaqueada durante uma tentativa de assalto dentro do trem, na estação de Saracuruna, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. O fato ocorreu à tarde, por volta das 17h15min. Daniela foi socorrida e levada para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Caxias. O trem ia para Gramacho, mas teve  a viagem interrompida para que Daniela fosse socorrida. Os passageiros foram transferidos para outro trem.  

Terça, dia 1º de maio, feriado. Dia do Trabalhador. - Pela manhã ocorreu um intenso tiroteio na  Rocinha, Zona Sul do Rio. Foi o terceiro dia consecutivo de confrontos. Tiros atingiram alguns transformadores, o que ocasionou a falta de luz em alguns pontos da favela.

Quinta, dia 3 - Estefan Cruz Contreiras, capitão da PM, foi morto a tiros quando estava chegando ao batalhão para trabalhar, por volta das 6h50min. Era o chefe do  Serviço Reservado do 18 BPM  -Jacarepaguá. O oficial foi alvo de uma tentativa de assalto e, de acordo com  a Polícia Civil, levou pelo menos 12 tiros.

 Sexta,  dia 4 - Uma detenta morreu no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio. Márcia Cristina de Assis, de 28 anos, passou mal e, segundo outras presas, não recebeu assistência médica. O registro de ocorrência aponta que houve “morte sem assistência médica”.
Márcia, que estava presa na unidade desde 2016, era acusada de roubo. Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) negou a omissão de socorro e informou que a presa passou mal e foi inicialmente atendida por uma enfermeira, e depois por uma médica, que a examinou e medicou.
Ainda de acordo com a Seap, no início da noite, Márcia voltou a passar mal, e o Samu foi acionado para sua remoção. Mas ela morreu antes da chegada da ambulância. A Seap informa ainda que aguarda laudo de exame cadavérico do IML especificando a causa da morte.