Rio: sucursal do inferno

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 9 de Setembro de 2017

Pessoas que estavam numa longa fila de emprego durante a madrugada, no bairro de Padre Miguel, Zona Norte do Rio, foram vítimas de um arrastão. Bandidos armados com pistolas e um fuzil, levaram celulares, dinheiro e documentos. Um menino de 8 anos, baleado na cabeça no útimo dia 3 - um domingo , quando estava no carro na companhia do pai - também num arrastão em Caxias, Baixada Fluminense, acabou morrendo no dia seguinte no hospital . E PMs continuam sendo mortos sem piedade pela bandidagem.

O Rio de Janeiro está degradado. São problemas de toda ordem, em todos os campos de atividade, que jamais são resolvidos a contento. Vivemos, não só no Rio, mas em todo o país, numa retralimentação das nossas mazelas. Entre elas, um número imenso de pessoas que não conseguem ter uma cidadania plena, pois estão praticamente entregues à própria sorte, vítimas de um sistema injusto, excludente, e de uma sociedade preconceituosa, omissa e hipócrita. Que adora criticar os políticos,  mas dá dinheiro ao guarda para ficar livre de uma multa.

Juntou-se ao desemprego, depois do golpe que afastou a presidente Dilma Rousseff, uma grave crise política, que tem gerado apreensão e insegurança na população e, tão grave quanto, abalado a credibilidade das nossas instituições, em função do seu comportamento parcial. Não há esperança de melhora, pois o governo federal está totalmente indiferente às agruras da classe trabalhadora.

Diante de tudo isso, a bandidagem ganha adeptos e amplia seus tentáculos. Bandidos com armamentos de guerra impõem o terror nas favelas e no asfalto. Em grande parte são oriundos de famílias desustruturadas, destroçadas pela miséria.  Desempregados, como grande parte da população brasileira, não têm perspectivas de futuro. Optam pelo crime para ganhar dinheiro 

Diante do problema em tela, como resolver o maior problema do carioca - a violência urbana? E agora o Rio convive também com a maior crise financeira da sua história. Não há solução à vista?
Independetnte da classe social, o povo vive com medo. E muitos só saem de casa para trabalhar. Quem ainda tem emprego, naturalmente.

De Cidade Maravilhosa, o Rio passou a ser uma espécie de sucursal do inferno.