Até quando?

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017

O preconceito, a omissão e o conservadorismo são algumas das principais causas que fomentam a violência, a barbárie. O massacre ocorrido em um presídio em Manaus (56 presos mortos), coloca nosso país no noticiário internacional, infelizmente, de forma negativa.

Os responsáveis mais diretos pelo tema em tela (governadores, secretários de segurança e diretores de presídios) não agem de forma objetiva. Os nossos presídios continuam apresentando os mesmos problemas de sempre.

O último massacre no interior de uma instituição prisional ocorreu no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, em novembro de 2010. A reivindicação dos presos era por melhores condições no presídio e revisão dos seus processos. Fato perfeitamente normal, diga-se de passagem. Nada foi feito e a revolta tomou conta dos presos.
À época, assim como agora, diversas autoridades deram declarações que nada acrescentaram. Conversa para boi dormir, como diz o ditado popular.

O primeiro passo para melhorar o nosso sistema penitenciário é respeitar os direitos dos presos, acabar com a superlotação e investir na infraestrutura dos presídios. E também acabar com a ideia que preso tem que sofrer. Isso não ajuda em nada. Muito pelo contrário. É preciso encarar o preso com outro óculos.

Como resolver  as complexas questões que envolvem nossos presídios, se  o governo Temer tem se notabilizado em cortar investimentos sociais.

Nada vai mudar. A tendência é piorar.

Até quando o país vai continuar convivendo com a barbárie?

Em tempo: O Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus é privatizado. Está provado -mais uma vez - que o fato  de privatizar não melhora em nada o  desempenho de uma instituição ou empresa.