JOGARAM A TOALHA

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 11 de Agosto de 2018

 

Dois casais amigos, e um colega de muitos anos que ainda não casou, alega que não quer ter sogra, figura que abomina, abandonaram o Brasil. Moradores no Rio de Janeiro - os dois casais moravam em Caxias, Baixada Fluminense, e meu colega em Copacabana, Zona Sul da cidade.  Um casal foi para o Chile; o outro, para o Uruguai, e o solteirão para a Coreia do Norte. Sua escolha, à primeira vista, pode parecer estranho para muitos. Mas ele conhece o país e garante que as notícias que a imprensa divulga a respeito da Coreia são fake news. O motivo pelo qual todos decidiram deixar o Brasil foi a violência urbana. São pessoas simples, anônimas. Como diz canção, nossa dor não sai no jornal. Não aguentaram mais. Jogaram a toalha.

Muitas pessoas famosas já fizeram o mesmo. A lista não para de aumentar. Quando um dia fizerem uma pesquisa séria sobre o fato em tela, muitos irão se surpreender

Confesso: não fiz o mesmo porque ainda não tive condições. Mas estou batalhando e orando por isso.

A rotina da violência carioca

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 4 de Agosto de 2018

 

 Realidaee carioca: roubos que maculam ainda mais a imagem da cidade, um deles com conotação internacional. Tiroteio em plena luz do dia, numa via pública, entre facções de bandidos rivais, que acabou ocasionando a morte de um cidadão que estava trabalhando.

O Rio de Janeiro foi tema das manchetes internacionais. Mas, infelizmente, não foi positivo para a cidade, pois o fato foi negativo.

Na última quarta-feira, durante o Congresso Internacional de Matemática, realizado no Riocentro, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o irariano Caucher Birkar, vencedor da medalha Fields - considerada o “Prêmio Nobel” da Matemática - teve o prêmio furtado, que estava dentro de uma pasta, juntamente com a sua carteira e o celular.

No mesmo dia, um outro roubo: este, numa instituição importante, o Instituto do Patromônio Histórico e Artístico Nacional ( Iphan), localizado na Avenida Rio Branco, centro da cidade. Ladrões roubaram as maçanetas de bronze da porta principal da superitendência do órgão.

Na última quinta-feira, um tiroteio entre traficantes na Avenida Brasil, ocasinou a morte de Luis Carlos Vidal Júnior, motorista do Uber que estava retornando para Bangu, levando os irmãos Mário Gomes, 65 anos, e João Gomes, 64. Mário levou o irmão a uma sessão de fisioterapia  na Abbr, no Jardim Botânico, Zona Sul da cidade e, ao retornar, o carro de Luis Carlos - um Fox preto com os vidros escuros - foi confundido por uma das facções dos traficantes como um veículo inimigo. Vários tiros foram dados. E um deles atingiu a cabeça de Luiz Carlos, que morreu no local. Mário foi atingido na perna. Foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, juntamente com o irmão, que ficou em estado de choque e teve que ser medicado.

Os fatos em tela deixam à mostra, mais uma vez, que a crise carioca na área da segurança pública não melhora. Um Estado praticamente entregue à própria sorte. Triste! Muito triste!

O crime amplia seus tentáculos

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 28 de Julho de 2018

 

“De tanto ver agigantarrem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.  (Ruy Barbosa)

Indignação: esse é o sentimento que certamente muitos cariocas sentiram a respeito da prisão do prefeito de Japeri - município da Baixada Fluminense - Carlos Moraes, do Partido Progressista (PP), e do vereador Claudio José da Silva, o Cacau, também do PP. Numa operação da Polícia Civil e Ministério Público com o objetivo de combater o crime organizado na Baixada. todos foram denunciados por ligação com o tráfico de drogas local.O prefeito vai responder por porte ilegal de arma de fogo - na sua casa foi encontrada uma pistola com a numeração raspada, além de dinheiro e munição- e por associação ao tráfico de drogas.

De perfil agressivo e intimidatório, Carlos Moraes xingou e ameaçou os repórteres Diego Haidar (TV Globo) e Adriana Oliveira (Record TV). Os jornalistas cobriam a chegada do político, detido por associação ao tráfico, à Cidade da Polícia, quando ele os xingou e ameaçou: “A gente resolve na Baixada”, disse. Ele teve os direitos políticos suspensos por determinação da desembargadora Márcia Perrini, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo -Abraji - repudiou a ameaça de Carlos Moraes aos repórteres Diego Haidar e Adriana Oliveira. “Ao intimidar jornalistas no exercício de sua função com o objetivo de coibir a divulgação de fatos, Moraes realizou um ataque direto à liberdade de expressão e ao direito à informação. A associação solicita às autoridades responsáveis que dediquem atenção à segurança dos profissionais, para prevenir qualquer tipo de violência ou nova intimidação”.   

A  polícia também tinha um mandado de prisão contra o presidente da Câmara de Japeri, Wesley George de Oliveira (PP), o Miga, que não foi encontrado. É considerado foragido da Justiça.

Policiais do 24º BPM (Queimados) também serão investigados. Durante as investigações foi interceptada uma convrsa de Miga com o Breno. O traficante “diz que está sendo difícil, e pede ao presidente da Cãmara para falar com o seu irmão, que é policial do batalhão, porqie senão o oxigênio (leia-se propina) vai acabar”.

A operação prendeu sete pessoas e apreendeu armas, munições e dólares. Há 57 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão. O elo entre a Prefeitura de Japeri, a Câmara Municipal e os traficantes era Jenifer Aparecida Kaiser de Matos, que também foi presa.

 

 

 

 

 

 

   

 

Burocracia e corrupção

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 23 de Julho de 2018

A corrupção é um tema que tem dominado as páginas dos nossos jornais. Num papo informal, ou numa conversa fugaz com um desconhecido qualquer durante um cafezinho, o tema é sempre um assunto recorrente.

Nenhuma instituição está imune à corrupção. Pelo histórico de casos de corrupção, penso que não seria exagero dizer, embora não haja uma pesquisa específica,, a Polícia - civil, militar e federal - e o Detran são os destaques. E o Judiciário tem um baixo conceito perante a população. Fiquemos apenas nesses exemplos. Mas a lista é grande.

E os políticos? perguntará o leitor mais perspicaz. A política e os políticos estão no insconsciente coletivo como não confiáveis sob nenhum pretexto. Deve-se aos políticos o nível de problemas, de degradação que o Rio de Janeiro vive hoje, como de resto, o país.

Mas, a despeito do tema em tela, o maior problema do Brasil não é a corrupção, e sim,  a burocracia. Quanto mais burocracia, mais corrupção. A burocracia cria a corrupção e incentiva sua propagação.

O que tem sido feito para combater a burocracia? Nada! Infelizmente é até estimulada pelos  tecnocratas de plantão, tanto nas empresas públicas, como nas privadas. O fato deixa à mostra, entre outras coisas, o nosso atraso cultural.

Recomendo ao leitor a leitura de um artigo - excelente, diga-se de passagem - intitulado O Telefone, do  saudoso Rubem Braga ( 1913-1990) considerado um dos melhores cronistas que o Brasil já teve.

Em tempo: As privatizações realizadas na área das telecomunicações durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, com  empresas vendidas na Bacia das Almas, não melhorou o  setor, uma prova que a privatização não é uma panceia para todos os males. 

Anomia social

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 20 de Julho de 2018

 

Tem sido angustiante o nível de abandono e degradação do Rio de Janeiro. Além da violência urbana - mazela carioca de décadas - o Estado enfrenta uma grave crise econômica, fruto da corrupção. Multiplicam-se as quadrilhas de todos os matizes. Os bandidos estão melhorando sua infraestrutura. Muitos utilizam fuzis - alguns até com luneta.  

A intervemção militar, que teve início em fevereiro último, é a prova cabal da incompetência do governo estadual diante do caos da violência. Medida dispendiosa e ineficaz. Os militares jogam para a arquibancada, pois não posssuem projetos e estratégias para um combate eficaz diante da bandidagem.

Diante da violência urbana que piora a cada dia - entre outros graves problemas - aqueles que podem estão deixando a cidade, indo morar em outro país. Desistiram de esperar por dias melhores. O fato tem sido cada dia mais comum.

Peço licença a você, leitor, para uma reminiscência: há alguns anos recebi um convite para deixar o Rio e ir para a França. À época, entre outras coisas, não quis interromper a faculdade de teologia e o trabalho. Por isso, não aceitei o convite. E, como diz o dito popular, se arrependimento matasse………

A partir de então, o Rio vem acumulando problemas, numa escala impressionante, não só na questão da violência urbana, mas em todas as áreas. Uma anomia social. Caso o quadro não mude, e tudo indica que não irá mudar tão cedo, o Rio ficará ingovernável. Um quadro de anomia social. Não só no Rio, mas em todo o Brasil, diga-se de passagem.
  

Brasil sem rumo

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 15 de Julho de 2018

Um povo que não confia nas suas instituições, convive com um dos maiores índices de desemprego em todo o omundo, e com uma violência urbana cada vez mais incontrolável. Refiro-me ao Brasil, que vive um perído de ditadura civil, fruto do golpe neoliberal. Uma presidente eleita pelo voto popular foi apeada do poder, e um ex-presidente e líder popular reconhecido internacionalmente está preso de forma irregualr, sem provas concretas, estratégia para afastá-lo da próxima eleição presidecial que, em condições normais, respeitados todos os postulados democráticos, ele venceria sem maiores problemas no primeiro turno.

Em todos os Estados do Brasil os índices de violência são altos e, diante de um governo golpista e entreguista como o do senhor Temer, a situação em todas as áreas só piora.

Diante do exposto acima, da crise políica que o país vive no momento, não tem como combater a violência com a eficiência que a maioria do povo deseja. Po isso, o tráfico e as milícias vão continuar atuando à vontade, ampliando seus tentáculos, como tem feito, por exemplo, o PCC - Primeiro Comando da Capital - que surgiu em São Paulo e está ganhando o mundo. As balas perdidas vão continuar fazendo suas vítimas, e PMs continuarão sendo assassinados com tiros de AK-47, como ocorreu no último dia 11, na Avenida Brasil, altura de Bonsucesso, Zona Norte do Rio.

 Sem democracia e investimentos sociais realizados de forma objetiva e profissional não há solução. Não há notícia boa. Vamos apenas continuar retroalimetando nossos problemas , nossas mazelas. Com o povo sofrendo de todas  as formas, sem prespectivas de melhora.

O quadro é desalentador. Como vivemos num país cristão, só nos resta pedir - que Deus nos proteja!