O CASO FLORDELIS: ASSASSINATO DO PASTOR ANDERSON DO CARMO COMPLETA UM ANO SEM SOLUÇÃO

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 12 de Junho de 2020

 

Na próxima terça-feira faz um ano do assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da também pastora, cantora gospel e deputada  federal (PSD) Floderlis dos Santos Souza, crime ocorrido na casa do casal, no bairro de Pendotiba, Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Um dos filhos da pastora, Flávio dos Santos, confessou ter dado seis tiros no padrastro. Mas a perícia constatou 30 perfurações. E, um outro filho, Lucas Cezar dos Santos, teria comprado a arma do crime  

  Flordelis ganhou notoriedade a partir de um documentário veiculado  em 2009, que conta como se transformou em mãe adotiva de 55 filhos, além dos quatro biológicos.

O processo corre em segredo de Justiça. A investigação começou sob a responsabilidade da delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), que foi substituída pelo delegado Allan Duarte Lacerda. O fato, de acordo com a Polícia Civil, foi um procedimento de praxe, sem conotação com o andamento das investigações.

Afinal, o pastor Anderson foi morto por quê?  Desavenças na família por causa de dinheiro? O pastor tinha um  relacionamento extraconjugal, como chegou a ser cogitado inicialmente pela polícia? Cadê o celular do pastor? A pistola apreendida no quarto de Flávio foi ou não usada no crime? Quem são os responsáveis pelas tentativas de envenenamento do pastor, que chegou a ser internado em mais de uma ocasião, em 2018, com sintomas de taquicardia e võmitos. Essas são algumas das muitas perguntas não esclarecidas.

 Um roteiro confuso, com muitos personagens e ainda inacabado. Espera-se que esse crime não passe a figurar na lista dos crimes insolúveis.  

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Crime ainda sem solução

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 7 de Junho de 2020

É PRECISO LEMBRAR E COBRAR  SEMPRE. NÃO PODEMOS NOS CONFORMAR COM A IMPUNIDADE

Dito isso, quem mandou matar Marielle? E por quê?

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[ESPECIAL] A polícia que mais mata: Ela diz que foi apenas “checar e vasculhar” – Capítulo 2

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 3 de Junho de 2020

Por Raimundo Rodrigues Pereira e Rogério Pacheco Jordão

ARTIGO PUBLICADO NO SITE NOCAUTE, DO JORNALISTA  FERNANDO MORAIS

Ela diz que foi apenas “checar e vasculhar”.

É sexta-feira, 22 de maio. Estamos no Rio de Janeiro, zona norte, no chamado Complexo do Alemão, área com cerca de 70 mil moradores, uma das mais pobres da cidade. Mais precisamente, estamos entre as duas últimas estações do teleférico que unia a ferrovia Central do Brasil, em Bonsucesso, aos pontos mais altos da região: os morros do Adeus (131), da Baiana (72), do Alemão (167), do Itararé (98) e das Palmeiras (126). Os números entre parênteses são, em metros, as alturas desses morros em relação ao nível do mar.

 

Este é um mapa antigo, de antes dos anos 1960. As atuais favelas Nova Brasília e Alvorda são ainda projetos dos loteamentos NOVA BRASÍLIA E PARQUE ALVORADA. O projeto do que é hoje o Loteamento, local de grandes confrontos na chacina do Alemão é ainda uma reserva, dentro de uma linha pontilhada, entre esses dois projetos, acima da Avenida Itaoca.

Entre as estações do Itararé e a das Palmeiras buscamos a parte mais pobre dessa área pobre: a região das favelas Nova Brasília, Alvorada e Fazendinha, vielas de becos e casas de pedra, tijolo e concreto pregadas nos morros. Nessa área, há exatamente uma semana, na sexta dia 15, dez pessoas foram mortas num confronto com a polícia. O número de mortos pode ser maior: 13, disseram manchetes de jornal do sábado, dia 16. Na quinta, 21, a polícia divulgou uma lista com os nomes de 11 mortos. Queremos saber onde e como as mortes ocorreram.

Por que essa busca? Porque a história contada para explicar essas mortes, em comunicados oficiais e através de entrevistas de dirigentes da polícia aos jornais, não convence. O que diz a polícia?

A assessoria de imprensa da Polícia Militar disse em nota, na sexta 15, que as mortes estavam ligadas a uma incursão conjunta do Bope, seu Batalhão de Operações Especiais, com a Desarme, Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos. O objetivo da incursão seria  “checar denúncias sobre o paradeiro de um criminoso apontado como liderança do tráfico de drogas local e verificar informações sobre a localização de uma casa usada como esconderijo de fuzis na comunidade”. Diz ainda a nota: “Durante a movimentação dos policiais pelas comunidades Nova Brasília e Fazendinha, criminosos armados atiraram e lançaram diversas granadas contra as equipes do BOPE em diferentes pontos da comunidade. Houve reação aos ataques feitos pelos criminosos nestes locais e ocorreram múltiplos confrontos, o que dificultou o vasculhamento em algumas áreas. Na ação, oito fuzis foram apreendidos e cinco criminosos foram encontrados feridos. Também houve apreensão de 85 granadas e entorpecentes”.

A polícia disse também que os cinco feridos foram levados a um hospital na Penha, onde vieram a falecer. E disse ainda que na tarde da mesma sexta, cinco pessoas mortas foram trazidas por moradores da área onde ocorreram os confrontos e deixadas na Avenida Itaoca, uma das principais do Alemão, que fica na parte baixa ao sul da linha do teleférico. Como as autoridades explicam essas outras cinco mortes? O coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM, diz que as equipes ficaram reduzidas quando os primeiros cinco baleados começaram a ser transportados. “Com isso, quem ficou para trás acabou não conseguindo chegar aos demais baleados. Eram muitos tiros, granadas sendo lançadas pelos próprios comparsas. Havia a noção de que poderia haver mais feridos, mas as equipes não conseguiam alcançar os locais onde eles estavam, porque havia reação”. E “com a equipe menor não havia como chegar aos tais locais”, disse o coronel.

As explicações da polícia esbarram em alguns fatos e também têm algumas contradições. A operação é definida como de checagem e vasculhamento. Pode ser que isso tenha sentido no jargão policial. A nosso ver, em bom português, checar é uma coisa, vasculhar é outra, muito diferente. Checar se pode fazer à distância ou com grampos, infiltrações e outras técnicas menos invasivas. Vasculhar já é mexer em tudo, significa não deixar pedra sobre pedra sem exame. Para checar não é necessário colocar na rua dois carros blindados – dois caveirões, como os batiza a população, em sua sabedoria – e uma tropa de algumas dezenas de policiais. Além do mais, porque a operação, diz a polícia, era o resultado de “80 dias” de investigações. Depois de tanto tempo investigando, porque a tropa não saiu com objetivo mais preciso e sim para “vasculhar” diversos lugares?

A nota não diz o nome do chefe do tráfico da área do Alemão, mas a polícia já o sabia, com certeza. Sua ficha, como procurado pela polícia por tráfico de drogas, está na internet: Leandro Nascimento Furtado, “vulgo Diminho”, ou “Oliver”, nome que se pode ver gravado nas armas apreendidas. Tinha 36 anos. Foi preso em 2008 por envolvimento com o tráfico de drogas. Solto em 2011, já em 2015 teve três mandados de prisão expedidos pela Justiça porque seria chefe do comércio de drogas no Parque Proletário da Penha, uma área próxima, na face norte da Serra da Misericórdia, em posição oposta à das favelas do Complexo do Alemão, do lado sul.

A nota da PM sugere que a operação não foi em busca de um local determinado. A tropa estaria se movimentando “pelas comunidades” nas suas atividades de checagem e vasculhamento quando teria sido atacada e teria reagido. Onde teriam ocorrido esses ataques? A nota oficial não diz: “Criminosos armados atiraram e lançaram diversas granadas contra as equipes do BOPE em diferentes pontos da comunidade”. Aqui a nota fala em comunidade no singular. Qual delas, qual das três citadas no início da nota atacou a tropa liderada pelo temido Bope, em algum dos diferentes pontos não definidos?

A nota diz também que “cinco criminosos foram encontrados feridos”. Não diz quem os feriu, embora, do contexto, a impressão que fica é a de que eles foram feridos pela polícia. Diz ainda que a polícia os levou a um hospital na Penha, onde morreram. E sugere que a polícia gostaria de ter carregado os outros cinco feridos na operação, feridos e possivelmente mortos por ela mesma. Esses foram localizados mortos no mesmo dia 15 e carregados pelos moradores para um local visível, o encontro de uma rua conhecida na área, a Guadalajara, com a avenida Itaoca, na parte baixa do Alemão.

Para agravar os problemas da versão oficial, o delegado Marcus Amin, chefe de uma das duas forças participantes da operação, a Desarme, destacou o que teria sido a tentativa de prisão, não do procurado Diminho, mas de Leonardo Serpa, vulgo Leo Marrinha, o líder do tráfico de drogas noutra região, no morro do Pavão Pavãozinho, na zona sul do Rio. “Uma equipe entrou na casa onde eles estavam, mas eles (Marrinha e um segurança) saíram pelos fundos, bateram com outra equipe, que fazia o cerco, trocaram tiros, se evadiram e foram encontrados no hospital. Tanto o Leo Marrinha quanto o segurança dele”.

Vejam bem: a polícia “encontra” cinco feridos; leva os cinco para um hospital; e encontra, no mesmo hospital, um chefão das drogas, o Marrinha, e seu segurança, que tinham se evadido do cerco da mesma operação dessa mesma polícia? Não faz sentido – é claro.

Nós estivemos, depois de algumas peripécias, como se verá, no local onde, tudo indica, a polícia matou ou de onde carregou para o hospital pelo menos três das cinco primeiras vítimas de sua operação “de checagem e vasculhamento”. E nossa história é outra.

 

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[ESPECIAL] A polícia que mais mata: A morte do menino Pedro – Capítulo 1

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 1 de Junho de 2020

ARTIGO PUBLICADO NO SITE NOCAUTE, DO JORNALISTA FERNANDO MORAIS

No Rio temos a polícia que mais mata no mundo, diz o defensor público Daniel Lozoya. Numa série de quatro artigos, Nocaute fala dessa polícia.

Por Marcio Bueno

Na segunda-feira, dia 18 de maio, agentes da Core – Coordenação de Recursos Especiais da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, atacaram com granadas e tiros uma casa na Praia da Luz, na Ilha da Itaoca, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. O objetivo seria cumprir dois mandados de prisão contra traficantes do Complexo do Alemão que estariam escondidos na região. Os policiais pularam o muro de uma casa e fizeram disparos e jogaram granadas. Alegaram que houve confronto. Uma das 72 balas disparadas contra a casa matou João Pedro Mattos Pinto, de apenas 14 anos de idade, que brincava com outros adolescentes. A casa foi invadida pelos agentes, que, além da fuzilaria, quebraram móveis e eletrodomésticos e apreenderam três celulares.

João Pedro foi levado para um helicóptero da Polícia Civil. A polícia levou o jovem e não fez nenhuma comunicação aos familiares, que o procuraram em hospitais e delegacias por 17 horas, até que o corpo foi localizado, no dia seguinte, no Instituto Médico Legal do Rio. João Pedro foi levado primeiro para a sede do Corpo de Bombeiros, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, do outro lado da Baía de Guanabara em relação a São Gonçalo. O local é muito mais distante do que o Hospital Estadual Alberto Torres, da cidade e uma das referências no atendimento de baleados no estado do Rio. O tempo a mais gasto no transporte pode ter sido determinante para o óbito. Em outro ofício ao superintendente da PF, à Procuradoria-Geral da República e à Assembleia Legislativa, o Ministério Público,  pede uma série de informações, entre as quais: indicação da delegacia e da autoridade responsável pela operação; objetivo da operação; nome dos agentes federais que participaram e distribuição das tarefas.

O defensor público do Estado conversou com parentes de João Pedro, inclusive com um dos que teve o celular apreendido. “Vamos pedir a restituição dos aparelhos. Eles não são investigados, não são suspeitos. Eles são vítimas e testemunhas.”

Segundo a Polícia Civil, agentes entraram na casa atrás de um bando de traficantes, que teria invadido a residência, jogado granadas e disparado contra os agentes. Daniel Blaz, primo de João Pedro, não estava na casa, mas foi ele quem denunciou o crime nas redes sociais, gerando enorme repercussão. Ele acha difícil que seja feita justiça. “Os policiais – diz Daniel – pegaram o vizinho, que viu tudo, e o coagiram para dar um depoimento errado. Pegaram uma das meninas, colocaram dentro do quarto e começaram a conversar com ela. Agora, o advogado dos policiais diz que essas duas testemunhas viram um bandido na casa, sendo que não tinha bandido nenhum”.

Denise Rosa, dona da casa e tia de João Pedro, não se conforma: “Ninguém entra na casa de ninguém atirando. Mesmo que você ache que é casa de bandido, a polícia não pode trabalhar na base do achismo.” Várias personalidades se manifestaram através das redes sociais, condenando a atuação policial. Leandra Leal: “Fiquem em casa, dizem. Pois João Pedro estava em casa, brincando com seus primos. (…) O horror… o horror… Vale dizer, o governador do Rio foi eleito com a promessa de uma polícia genocida. Disse que sob o seu comando a polícia ia mirar e ‘atirar na cabecinha’. Existe uma guerra contra a população negra desse país. João Pedro, presente!” Leandra citava indiretamente o fato de que a família de Pedro é de negros. Ela citou ainda a chacina no Morro do Alemão, em que 13 pessoas foram mortas pela polícia e foi noticiada como se fosse a coisa mais normal do mundo. O The New York Times noticiou o fato assim: “Policiais militares têm ‘licença para matar’ no Estado do Rio”. Esse é o título da matéria. No texto, o jornal informa que no ano passado a polícia fluminense bateu um recorde: matou 1.814 pessoas, um crescimento repentino em um estado de longa história de brutalidade policial e onde lideranças políticas prometeram cavar “covas” contra o crime. Segundo o NYT, “discursos de ‘guerra contra os criminosos’ ditos por governantes, como o presidente Jair Bolsonaro e o governador do Rio, Wilson Witzel, endossam o comportamento da polícia.”

 

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Sem rumo!

Postado por Paulo Cezar Soares | Sábado, 30 de Maio de 2020

Minutos antes de começar a escrever este artigo, leio no site Brasil 247 que o Brasil ultrapassa a Espanha e ocupa quinta posição no ranking mundial no número de mortes provocadas pelo coronavírus -27.944 mortes.

Desde o início da pandemia, o presidente Bolsonaro tem minimizado a doença. Chegou ao ponto de afirmar que é apenas uma “gripezinha”

O país já vinha enfrentando uma crise em todos os setores, principalmente na questão social. Com a economia estagnada, parou. Não progride. Só regride. E, com a pandemia, o que já estava ruim, piorou. Triste! Muito triste!

Tráfico, milícia, desemprego, pessoas morrendo como se estivéssemos numa guerra, e um presidente com uma visão tacanha, autoritário, achando que pode resolver tudo com a sua postura intimidatória, completamente perdido na sua administração.

O que nos aguarda após o fim da pandemia?

Pense nisso, principalmente se você votou em Bolsonaro

 

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Minutos antes de começar a escrever este artigo, leio no site Brasil 247 que o Brasil ultrapassa a Espanha e ocupa quinta posição no ranking mundial no número de mortes provocadas pelo coronavírus -27.944 mortes.

Desde o início da pandemia, o presidente Bolsonaro tem minimizado a doença. Chegou ao ponto de afirmar que é apenas uma “gripezinha”.

O país já vinha enfrentando uma crise em todos os setores, principalmente na questão social. Com a economia estagnada, parou. Não progride. Só regride. E, com a pandemia, o que já estava ruim, piorou. Triste! Muito triste!

Tráfico, milícia, desemprego, pessoas morrendo como se estivéssemos numa guerra, e um presidente com uma visão tacanha, autoritário, achando que pode resolver tudo com a sua postura intimidatória, completamente perdido na sua administração.

O que nos aguarda após o fim da pandemia?

Pense nisso, principalmente se você votou em Bolsonaro.
 

 

 

 

 

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