Governo do Estado Rio de Janeiro desrespeita ordem do STF

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020

 

O governo do Estado do Rio de Janeiro tem o prazo  de cinco dias para explicar o motivo de diversas operações policiais em favelas, que só podem ocorrer em casos excepcionais. Mas o governo estadual não está cumprinfo à risca o que estabeleceu a Corte. A ordem partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no último dia 5 de junho, quando o ministro concedeu liminar permitindo ações apenas em casos “excepcionais”, en quanto durar  a pandemia.

O ministro também determinou que o governo do Rio de Janeiro explique a mautenção  de um sigilo relativo aos protocolos de atuação policial.  “Solicitem-se, ainda, cópia das justificativas apresentadas pelo Estado, assim como dos relatórios produzidos ao final de cada operação. Oficie-se, por fim, ao Conselho Nacional do Ministério Público, a fim de que acompanhe o cumprimento da ordem exarada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal” - ressalta o ministro..

No último dia 25, dados divulgados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que o número de mortos pela polícia no estaddo do Rio de Janeiro voltou no mês passado aos mesmos índices antes da pandemia do coronavírus. Foram  145 homicídios poe meio de intervenção policial, somente um a menos que em outubro do ano passado.

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Quem mandou matar Marielle? Por quê?

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 23 de Novembro de 2020

985 dias - QUEM MANDOU MATOU MARIELLE?. POR QUÊ?

Um crime premeditado, com repercussão internacinal

Não pode ficar impune

 

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De volta à realidade

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 20 de Novembro de 2020

 

Este artigoo - objetivo e oportuno - revela, entre outras coisas, a superficialidade e a falta de consciência crítica com  determinadas posturas e hábitos da nossa sociedade, cada vez mais excludente e egocêntrica 

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

As festas na passagem de ano se engalanam para, certamente, encobrir a realidade. O íntimo de cada indivíduo, os cenários econômicos, políticos e religiosos mostram aspectos muito diferentes do que se presencia nas comemorações espetaculares. Por isso mesmo, exigem adequado tratamento. Obviamente, a euforia da contagem regressiva, ao se finalizar um ano civil e começar um novo ano, justifica-se pelo nutrimento de esperanças traduzidas com os augúrios de todo tipo. Além de ser uma propriedade do coração humano, esperar um novo tempo se põe como exigência e premente necessidade, especialmente quando se considera os descalabros e descompassos civilizatórios, como o crescimento da miséria, a condição cruel dos refugiados, a prática irresponsável de extermínios de indígenas, moradores de rua, mulheres. Passadas as comemorações, é preciso buscar profundas mudanças que permitam superar esses pesos que recaem, especialmente, sobre os mais pobres e indefesos.

Impressiona o quanto se gasta com fogos de artifício, incalculável é o consumo de comida – para além da necessidade – e de álcool. As festas na passagem de ano estão distantes da realidade de diferentes cenários sociais. Muitos parecem buscar a alegria não na expectativa de um tempo novo, mas no espetáculo que reúne fogos, comida e bebida. Enxerga-se na festa, equivocadamente, a possibilidade de fazer surgir a novidade esperada, o futuro que se quer. Essa reflexão não é juízo moralista – descabido e inassimilável nas celebrações festivas da passagem do ano. Trata-se de indicação que pode ajudar a perceber que, além das festas, é preciso avançar na busca pelos caminhos capazes de levar a nova etapa civilizatória.

Ora, sempre haverá festas, que são também importantes contribuições para compor o tecido da cidadania, constituir a dimensão interior que sustenta condutas e inspira sentimentos de solidariedade a partir de um encantamento pela vida, que não se pode perder, pois levaria a uma falta de graça suicida. A baixa estima pela vida corrói interioridades, inviabiliza percepções para se viver qualificadamente, prejudica o cumprimento de obrigações e posturas que podem contribuir para avanços sociais, econômicos e políticos. O aspecto fantástico das luzes e cores, mesmo sendo um fenômeno efêmero, é beleza que marca o caminho inaugurado pela contagem de uma nova série de dias vindouros, mas também pode esconder uma essencialidade interior que, se for desconsiderada, leva a situações desastrosas.

O ingrediente perigoso e ilusório que esconde e, ao mesmo tempo, indica haver uma baixa estima pela vida é revelado nas festas que substituem o encontro familiar, a troca da solidariedade, pela ostentação de roupas e maquiagens, na simples busca pela aceitação dos outros em vez de se cultivar laços verdadeiros de amizade, no comer e beber exageradamente enquanto se conversa sobre veleidades. A sociedade contemporânea – descompassada social e politicamente, mesmo cultural e religiosamente, encobre e, ao mesmo tempo, é vetor de baixas estimas, que levam a revoltas, ao desrespeito a princípios éticos e ao fomento de todo tipo de violência. Abre-se mão da simplicidade, da sobriedade e do equilíbrio, remédios que curam indiferenças, dissabores e a falta de gosto pelo altruísmo e pela vida.

Em oposição às ilusões, a espiritualidade proporciona uma qualificação interior para que se tenha coragem de voltar à realidade, sempre, de novo, a cada dia, e, ao reconhecê-la, humanizá-la. Assim, contribuir na superação dos descompassos e manipulações que continuam a dizimar a humanidade. Quando o ser humano alicerça-se somente na razão, não consegue avançar na direção de um mundo melhor. Fracassa, ou até joga lama sobre o que já conquistou, por falta de qualificado humanismo que formata hábitos, práticas e posturas cidadãs. O resultado é sempre a vida ameaçada, como revelam tantos acontecimentos recentes, já vividos neste novo ano.

A volta à realidade é exercício cotidiano para a confecção de um novo tecido civilizatório, na contramão de prepotências de chefes de Estado, de escolhas criminosas em instâncias ou instituições. É considerar a necessidade urgente de se desmontar esquemas estruturais e conjunturais, também individuais, dos muitos que não querem renunciar a seus privilégios e, consequentemente, passam por cima da dignidade humana e do bem comum. Desafio e exigência, voltar à realidade, sem medo de sua crueza e a partir do sonho de transformá-la, é passo decisivo para um novo humanismo, integral: cultivando uma vida simples, a coragem sábia para enfrentar adversidades com alegria, promovendo o bem, a justiça e a paz.

*Dom Walmor Oliveira de Azevedo  - Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Milicianos fracassam na tentativa de emplacar nova geração no Rio

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 16 de Novembro de 2020

 

Carminha Jerominho (PMB) e Daniel Carvalho (PTC), por exemplo, tiveram 4,4 mil e 1,4 mil votos respectivamente

 

Estadão Conteúdo

Figuras centrais para entender a história das milícias do Rio, os ex-vereadores Jerônimo Guimarães, o Jerominho, e Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, não conseguiram eleger seus filhos para a Câmara Municipal da capital fluminense. Após anos presos, os dois haviam apostado em Carminha Jerominho (PMB) e Daniel Carvalho (PTC) para dar continuidade às trajetórias políticas das famílias. Os candidatos tiveram, respectivamente, 4,2 mil e 1,4 mil votos e ficaram fora do Legislativo.

Jerominho e seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães são apontados como fundadores da Liga da Justiça, milícia que atuava em Campo Grande e Santa Cruz, bairros populosos da zona oeste do Rio, no início dos anos 2000. O grupo conhecido atualmente como Bonde do Ecko, considerado o maior bando de milicianos do Rio, é uma espécie de continuação da Liga criada por eles. Ex-policiais, os irmãos passaram cerca de onze anos presos. Foram soltos em 2018.

Deco era dos primórdios da milícia que atuava na região de Jacarepaguá, também na zona oeste, especialmente no bairro da Praça Seca. Agora em liberdade condicional, ele foi acusado de chefiar o grupo criminoso. Entre os planos que teria orquestrado como miliciano, haveria um para assassinar o então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), relator da CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio. Outro alvo seria a delegada Martha Rocha, hoje deputada estadual pelo PDT e terceira colocada na disputa pela prefeitura do Rio.

Filha de Jerominho, Carminha já foi vereadora – e, como o pai, esteve na cadeia. Em 2008, ela foi levada ao presídio durante a corrida eleitoral, o que não impediu sua eleição. Depois, contudo, não conseguiu se reeleger. Neste ano, fazia agendas intensas de campanha pela zona oeste, com direito a participações do pai e do tio como cabos eleitorais.

Na semana passada, a família Jerominho foi alvo de operação da Polícia Federal, que apreendeu materiais de campanha dela e dinheiro em espécie. A ação ocorreu depois que a PF identificou movimentações financeiras atípicas nas contas do clã.

No município mais populoso da Baixada Fluminense, Duque de Caxias, outro acusado de integrar uma milícia conseguiu emplacar o nome do filho. Chiquinho Grandão (Progressistas) está até hoje com mandato no Legislativo local, mesmo após ter sido indiciado e preso. É acusado pelo MP de formação de quadrilha. O grupo do parlamentar seria responsável por impor “taxas de segurança” a comerciantes. Também exploraria serviços de transporte alternativo, agiotagem e outros tipos de crime comuns a esse tipo de milícia.

Vitinho Grandão, o filho, concorreu pelo Solidariedade e conseguiu os votos necessários para entrar no Legislativo do município. “Agora é a juventude com experiência”, diz o slogan de uma das imagens em que pai e filho apareciam juntos.

Atingido há duas semanas por tiros – um deles pegou de raspão na cabeça -, o vereador Zico Bacana (Podemos) não conseguiu se reeleger na capital. Investigado por supostamente integrar milícia que atua em bairros da zona norte, o ex-policial teve 11 8 mil votos, pegando apenas uma suplência – entre os candidatos que ficarão na “reserva”, foi o segundo mais votado da cidade.

Os políticos envolvidos com milícias, geralmente, negam as acusações. Atribuem as mesmas a perseguições supostamente movidas por adversários políticos.

 

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O RIO TEM SOLUÇÃO?

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”
    (Albert Eisntein)

Numa viagem de táxi do Riocentro até Copacabana, Zona Sul do Rio, o motorista, sujeito simpático e comunicativo, ao tecer comentários sobre as mazelas do Rio, num certo momento afirmou: o Rio chegou a um ponto que não tem mais jeito.

A frase, dita num tom de lamento, encerrou a conversa a respeito do tema. Passamos a conversar sobre outros assuntos, como por exemplo, futebol.

Em Copacabana, antes de ir para casa, fui tomar um chope, comer alguma coisa, e fiquei pensando na frase dita pelo taxista.

Será que ele tem razão? Diante dos graves problemas e da degradação que a cidade - e o estado - vem sofrendo há alguns anos, parece que sim.

De quem é a culpa?  A rigor, isso pouco importa. Não podemos nos anestesiar diante da situação. É preciso agir, cada um a seu modo. Não é, evidentemente, uma tarefa fácil. Mas é factível. Votar com seriedade em políticos de fato comprometidos com o interesse público é imprescindível.

É triste constatar que o Rio, que já foi o Estado mais importante e charmoso do país, tenha chegado ao ponto que chegou. Numa analogia com o futebol, figura hoje entre os quatro últimos da tabela, com sério risco de figurar na segunda divisão.

Não adianta ficar criticando os políticos. Não vai resolver nada. E a questão vai muito além disso.

Para uma possível recuperação do Estado em todos os níveis - com prioridade para a área financeira e a oferta de empregos - é ncessário que o povo carioca, independente de classe social, abra mão dos seus preconceitos, calce as sandálias da humildade, para usar aqui uma expressão do saudoso Nelson Rodrigues, e deixe a empáfia de lado, pois o Rio não é a melhor cidade do país. Longe disso!

 Quando for parado pelo guarda da esquina, não seja conivente com a propina - em hipótese alguma.

Pode não parecer à primeira vista, mas assumir posições éticas, por menores que sejam, são fundamentais para melhorar qualquer situação.

    Assim como o mau político, o corrupto,o traficante ou o miliciano, só prosperam porque o povão permite.

   Pense nisso!

 

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Quem mandou matar Marielle? Por quê?

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 9 de Novembro de 2020

Assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes

972 dias - QUEM MANDOU MATAR MARIELLE. PO QUÊ?

A impunidade estmula a bandidagem

 

 

 

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