RUMO AO CAOS

Postado por Paulo Cezar Soares | Domingo, 14 de Janeiro de 2018

 

Nosso sistema prisional continua retroalimentando os mesmos problemas

Desde o início do PCC - Primeiro Comando da Capital - em São Paulo, em 1993, à época do governador Luiz Antonio Fleury, a situação das instituições prisionais na maioria dos Estados - que sempre deixaram a desejar - piora a cada ano. 

O PCC  cresceu ao ponto de mandar nas cadeias paulistas. O tucanato assumiu o governo e fingiu que nada estava acontecendo. Agia para a opinião pública como se o PCC não existisse, postura covarde, para dizer o mínimo. Em maio de 2006, o PCC comandou uma rebelião que atingiu 74 presídios; uma série de atentados. A cidade parou. O pânico tomou conta da população paulista.

Sempre que ocorrem rebeliões com mortes e decapitações, como por exemplo no ano passado e no início deste ano, nossas autoridades deixam os seus confortáveis gabinetes e aparecem para a opinião pública e prometem uma série de projetos para melhorar a desordem  e a violência de todos os matizes que ocorrem no sistema prisional.

Este ano, tudo indica,  em função da crise econômica e política, e também por causa das eleições, nada será feito. Afinal, preso não dá voto. Na verdade, mesmo se não fosse um ano de eleições, ainda assim nada seria feito.

E, a propósito: o que esperar de um governo como o do Michel Temer? 

A pior crise na história do Rio de Janeiro

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018

Exibindo-se nas redes sociais como- não raro costumam fazer -, traficantes da favela da Maré, Zona Norte do Rio, utilizando dois carros, rodaram pelas vielas da favela,  exibindo suas armas e gritando uma série de babaquices. Jovens sem perspectivas de nada, vivendo dissolutamente, alienados, não respeitam nada, nem ninguém, nem mesmo os moradores do local. Triste! Muito triste!. Tudo isso diante de um Estado que enfrenta certamente a pior crise da sua história. Não só econômica, mas também moral e ética.

Entre outras coisas, o momento exige reflexão sem qualquer tipo de preconceito, baseada na razão, não na emoção. Um dos caminhos é escolher nossos políticos com mais cuidado, mais seriedade.

Novo ano, velho problema

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

E segue a triste rotina do povo carioca. Mais um cidadão morre vítima de bala perdida. Sábado último, Eduardo Pichinine Branco, biólogo,26 anos, estava comemorando seu aniversário, quando foi atingido na barriga. O fato ocorreu no Engenho Novo, Zona Norte do Rio. Parentes da vítima informaram que Eduardo estava na Escola Municipal Doutor Mário Augusto Teixeira de Freitas, que fica na Rua Açaré. Foram ouvidos dois tiros e, em seguida, ele caiu desacordado.

De acordo com a polícia, não houve operação na comunidade e não foi registrado confronto entre criminosos. A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil está investigando o caso.

Rolando Lero

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018

As rebeliões de presos ocorridas em três presídios Goiás no início deste ano, com nove mortos e 14 feridos, deixaram à mostra ,mais uma vez, a incompetência, omissão e conversa fiada deste governo golpista e lesa-pátria. Em função de rebeliões e execuções que aconteceram no início do ano passado no Amazonas, Rio Grande do Norte e Roraima, o governo fez várias promessas no sentido de melhorar a estrutura do sistema prisional do país, mas de concreto ainda nada foi feito.

Preso não dá voto, dizem os políticos. É verdade! Mas não toda a verdade. Em primeiro lugar porque o preso tem família - que vota. E, em segundo lugar, qualquer tipo de rebelião em uma instituição prisional, principalmente quando há mortos e feridos, gera um clima de instabilidade na opinião pública. E revela a vulnerabilidade do sistema.

O governo só age em situações-limite, como na recente situação do Rio Grande do Norte com a greve dos policiais - e também no combalido Rio de Janeiro. Nestes momentos surge o ministro da Defesa, Raul Jungmann e seu estilo inconfundível: empertigado, fala mansa, prometendo soluções para os problemas.

Quando o vejo dando entrevistas lembro do personagem Rolando Lero, interpretado pelo ator Rogério Cardoso - falecido em julho de 2003 - da Escolinha do professor Raimundo, do genial e saudoso Chico Anísio.

Ao que tudo indica, 2018 será mais um ano de sofrimentos, diante disso tudo que aí está.

Sem novidades

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 2 de Janeiro de 2018

O ano começa  sem novidades na área da segurança pública, ou seja: os problemas de sempre continuam.

1) Um militar das Forças Armadas foi encontrado morto dentro do alojamento no Rio Grande do Norte, onde as policias civil e militar estão de braços cruzados, devido a atrasos no pagamento dos salários.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, confirmou que o caso  está sendo investigado - que bom, né, ministro? - e que a hipótese de crime está descartada

2) Rebelião em presídios de Goiás. Mais de 70 presos fugiram; nove mortos e 14 feridos

3) No Rio, tiroteio na favela da Rocinha, Zona Sul da cidade,  favela do Jacarezinho e em Guadalupe - Zona Norte

3) No município de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, em outubro último, uma operação da Polícia Civil com o apoio do Exército, resultou em sete mortes - ainda não esclarecidas. Quem atirou? Foram os policiais ou os militares?

EM TEMPO: Afinal, o que faz o ministro da Defesa, Raul Jungmann, além de conceder algumas entrevistas, todo empertigado, e sempre falando o óbvio?

 

O QUE ESPERAR DE 2018?

Postado por Paulo Cezar Soares | Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017

 

Diante do retrocesso e do caos que o país vive a partir do golpe de 31 de agosto de 2016, só a união e a luta dos partidos de esquerda e dos movimentos populares, poderá restabelecer a democracia e a confiança nas nossas instituições   

 Em função da crise econômica e política que o país está enfrentando após o golpe que tirou do poder a presidente Dilma Rousseff - democraticamente eleita - difícil vislumbrar o novo ano com uma  uma perspectiva otimista.

O que esperar de um país com alto índice de desemprego? O que esperar de um país, onde o governo retira direitos adquiridos da classe trabalhadora, como foi o caso, por exemplo, da CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas, decreto-lei número 5.452, de 1º de maio de 1943 e sancionado pelo presidente Getúlio Vargas? No primeiro mês da reforma - novembro - houve 12 mil demissões.

O presidente Temer continua atuando nos bastidores, como é do seu feitio, para ver se consegue aprovar a Reforma da Previdência que, caso seja aprovada, não vai trazer nenhum benefício para o país, ao contrário do que prega a propaganda governamental.

Em novembro último, num depoimento para a revista Carta Capital, o sociólogo Jessé de Souza, autor do livro Elite do Atraso - Da Escravidão à Lava Jato, da Editora Leya , disse que “ a reforma tem uma relação óbvia com a escravidão. É uma herança dela”.

   O governo, que trabalha apenas visando os interesses do capital internacional, e de uma elite retrógrada, mesquinha e preconceituosa, cortou a verba para políticas sociais e distribuição de renda implantadas no governo Lula. E a questão da privatização voltou à baila com força total, como panaceia para todos os problemas. Receita usada no governo de Fernando Henrique Cardoso, que dilapidou o patrimônio público  e gerou um grande número de desempregados. À época, São Paulo chegou a ter um milhão de desempregados.

  Diante do golpe, das perdas dos programas sociais, do caos instalado no país, fruto de um governo insensível - eu diria até desumano -, o povo está anestesiado e desesperançado. Mas, a seu tempo, irá reagir.

A despeito de uma manipulação de uma mídia corporativista e oligopolizada, o golpe descortinou  um perfil mais apurado da nossa elite, dos políticos e membros do Poder Judiciário.
O povo não tem mais nada a perder. A reação virá. E, como prega o dito popular - Quem viver, verá!