Neto de Neguinho da Beija-Flor não conhecia outros mortos em tiroteio, diz advogado

Postado por Paulo Cezar Soares | Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020

 

Publicado no  site do jornal Extra

Por Marcos Nunes
 

Neto do cantor e sambista Neguinho da Beija-Flor, Gabriel Ribeiro Marcondes, de 20 anos, que morreu após ser atingido por um tiro quando trabalhava montando uma tenda, não conhecia nenhuma das outras três pessoas que foram baleadas, durante um confronto entre policiais militares e traficantes, no Morro da Bacia, no Bairro de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Quem garante é Márcio Fonseca, advogado da família do cantor, que acompanha a apuração do caso na 58ª DP (Posse). O tiroteio deixou um total de três mortos. A troca de tiros ocorreu em uma rua onde havia um baile funk. na localidade conhecida como Ambaí, entre a noite do último sábado e o início da madrugada de domingo.

Policiais do 20ºBPM (Mesquita) que participaram do confronto apresentaram, na 58ª DP, uma pistola, dois revólveres, duas granadas e uma réplica de fuzil, apreendidos no local do tiroteio. Apenas um dos feridos sobreviveu. Ele foi autuado em flagrante por tráfico e por tentativa de homicídio contra os PMs. Segundo o advogado, a exemplo dos outros, o sobrevivente também não conhecia Gabriel.

— O Gabriel com certeza foi uma vítima inocente. Ele não conhecia nenhuma das pessoas que foram baleadas, incluindo o sobrevivente. Gabriel era uma menino maravilhosos que vivia sorrindo. Ele não fazia parte do tráfico e nunca teve qualquer problema com a polícia. Tudo que a família dele quer é que se esclareça a verdade — disse o advogado.

 

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A história da história que não quiseram te contar

Postado por Paulo Cezar Soares | Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

Uma sugestão: procure ler este texto sem preconceito, baseado apenas na razão, não na emoção. Tente sinceramente agir dessa forma. Principalmente se você tiver filhos e netos.

Publicado no site Brasil 247

Desmontaram o pequeno estado de bem-estar social rapidamente e com extrema violência, em pouquíssimo tempo, sendo que o tempo para tentar construir uma sociedade mais solidária e justa se deu início após a promulgação da Constituição de 1988

Por Davis Sena Filho - editor do blog Palavra Livre

A direita brasileira e agora, com mais ênfase, insensatez e fanatismo, a extrema direita que está no poder, representada na figura de Jair Bolsonaro, sempre acusaram a esquerda de três coisas basilares em suas distorções, manipulações e mentiras com intenções políticas e ideológicas: 1) corrupção; 2) aparelhamento do Estado; e 3) criminalização e judicialização de ações e atos governamentais de mandatários e políticos de esquerda. E assim se desenvolve o processo maquiavélico: Dilma Rousseff foi deposta por um golpe terceiro-mundista, assim como Lula foi injustamente e covardemente preso.

São tão visíveis e notórias tais criminalizações e judicializações, que são também perceptíveis por parte da população brasileira ser o Poder Judiciário, em todas suas instâncias, e a PGR, que tem sob seu comando os MPF em todos os estados da Federação, as valências de combate político, a usar o Direito como instrumento de perseguição, intimidação e de repressão àqueles políticos e partidos que são por eles considerados inimigos. Esta realidade mórbida aconteceu e continua a acontecer com o PT e suas principais lideranças, com maior evidência e força, a partir de 2013.

Trata-se de processo tão escandaloso e escabroso que, após dois anos de governo Bolsonaro, os denominados homens e mulheres da lei não tomaram nenhuma atitude realmente efetiva para investigar incontáveis denúncias graves contra membros importantes do governo de extrema direita, que adota como políticas públicas o desmonte do Estado nacional, a concentração brutal de renda e riqueza para transferir recursos trilionários às multinacionais, à burguesia brasileira e às “elites” do funcionalismo público dos Três Poderes e das Forças Armadas.

São os “bem nascidos”, os que podem mais e os que traem a Nação para viver com fartura e bem- estar, porque, além de tudo, têm influência e, por sua vez, ficaram livres das reformas draconianas impostas pelos governos Temer e Bolsonaro, além de manter seus benefícios e privilégios, assim como tiveram seus altos salários aumentados.

Trata-se do butim do golpe de direita de 2016, dos regalos e galardões concedidos àqueles que estão e sempre estiveram por cima da carne seca, a apoiar estupidamente as privatizações criminosas, a extinção de direitos conquistados há décadas pela população, e o desmonte dos programas de inclusão social, além da destruição irresponsável e deliberada de grandes empresas nacionais, em nome da corrupção à moda Sergio Moro, a dar fim a dezenas de milhões de empregos tão caros ao povo brasileiro.

Desmontaram o pequeno estado de bem-estar social rapidamente e com extrema violência, em pouquíssimo tempo, sendo que o tempo para tentar construir uma sociedade mais solidária e justa se deu início após a promulgação da Constituição de 1988, Carta Magna odiada e sabotada pela burguesia deste País, a mais atrasada e reacionária do mundo ocidental. A casa grande, controladora do sistema de capitais e chefe efetiva dos tribunais, que jamais aceitou os avanços constitucionais constantes da Carta chamada por Ulysses Guimarães de Cidadã.

Implantou-se, a partir de 2016, com maior violência do que as privatizações deletérias da Era Fernando Henrique Cardoso. Michel Temer, político medíocre e de poucos votos, mas um dos principais inquilinos dos subterrâneos da polícia nacional conquista, como todo autor de patifarias, o poder por meio de conspiração e traição ao se transformar um dos protagonistas da deposição de Dilma Rousseff.

A intenção, de maneira rápida e violenta, era efetivar políticas públicas, monetárias e fiscais ultraliberais, a propiciar o retorno radical do neoliberalismo, um modelo de rapinagem e pirataria das riquezas do Brasil e de exploração do povo brasileiro, a ter como prioridade atender, principalmente, os interesses geopolíticos e econômicos dos EUA.

Enquanto os países desenvolvidos e o próprio FMI estão a abandonar tal estupidez e burrice que é o neoliberalismo, porque não deu certo até nos países desenvolvidos, Michel Temer e seu bando, para logo depois Bolsonaro e seu estúpido ministro da Economia, Paulo Guedes, implantam no Brasil a política mais radical de lesa-pátria de todos os tempos, que, se acontecesse nos EUA, até o Donald Trump, uma águia do capitalismo internacional, seria duramente e fortemente questionado se tentasse privatizar as principais estatais do país imperialista.

E toda essa ignomínia e irresponsabilidade com a aquiescência da pior geração de generais que este país já produziu. Lamentável! Atitudes indiscutíveis e somente realizadas por governos párias, entreguistas e contrários à soberania do Brasil, que é o caso de Jair Bolsonaro e seus apoiadores, que são totalmente dissociados dos valores republicanos voltados à igualdade de oportunidades, à democracia e ao Estado de Direito, como reza a Constituição.

A conclusão é que os conspiradores, que agem como inimigos internos da soberania brasileira são governos antinacionalistas, antipopulares e antidemocráticos, com perfis similares ao de Jair Bolsonaro. Tais governos, no decorrer da República, vilipendiaram a segurança nacional, sendo que em nome dela cometeram todo tipo de crimes e arbitrariedades, das quais até hoje parcela da sociedade civil brasileira não se recuperou, pois cicatrizes não cicatrizadas e algozes da repressão não punidos. Portanto, nada será resolvido, porque a chaga sangra e a inconformidade vilipendia àqueles que são consideram injustiçados. Sem justiça não há paz!

Este é o País que jamais olha para dentro de si, com o propósito de resolver pendências graves e históricas. Sem chance de reconciliação de grupos sociais antagônicos para que se compreenda o que é ter paz, pois o status quo golpeia historicamente para não ser punido, bem como só cede quando está por demais desmoralizado, como ocorreu com os militares, em 1985, quando saíram pela porta dos fundos do poder após longos 21 anos, sem os generais terem um único voto das urnas populares.

Por isto que os correligionários e apoiadores do presidente fascista, Jair Bolsonaro, e seu desgoverno fadado ao fracasso retumbante, que apostam na continuidade da divisão da sociedade brasileira, insistem no conflito permanente, pois sem projeto de desenvolvimento socioeconômico, como se recusam, terminantemente, a pensar o País.   

As denúncias perpetradas por órgãos e instituições da sociedade civil organizada também não conseguiram atingir os apoiadores do governo extremista à direita, de forma a dar fim a uma série casuísmos de autoria de políticos que se dizem conservadores apenas no que diz respeito à (falsa) moralidade comportamental, uma forma de colocar no bridão, como se fossem cavalos os setores mais progressistas da sociedade, a se utilizar de fakes news, de maneira a demonizá-los para desmoralizá-los perante a sociedade brasileira, que está a enfrentar a crise moral mais grave de sua existência.

São políticos que participaram do golpe de estado contra um governo legítimo e trabalhista de Dilma Rousseff, que estão encastelados no Congresso e na sociedade civil, principalmente no que é relativo a empresários bolsonaristas e internautas aloprados e ensandecidos, alguns deles famosos fanfarrões midiáticos, que se sentem livres e autorizados para cometer, principalmente, crimes fiscais e de sonegação, que em um país sério a Justiça, com o apoio do MP e da polícia, colocaria essa gente criminosa e golpista na cadeia. Porém, no Brasil tais delinquentes têm status e admiração.

Tudo isto acontece porque vive no País um povo sem acesso real à informação, pois distorcidas e manipuladas pelos grandes meios de comunicação privados desde os tempos do início do rádio, porque porta-vozes que são dos interesses econômicos e políticos da burguesia brasileira associada à Plutocracia internacional.

Temos no Brasil uma classe alta que vê o Brasil pela ótica do colonizador, ao tempo que, além de nunca ter tido um projeto nacional de independência para o País, recorre a artimanhas para que o Estado nacional se transforme em um guardião de seus interesses, a seu serviço político e econômico, bem como de repressão policial, a ter ainda as Forças Armadas como capitólios da ideologia supremacista e hegemônica, no que dispõe a combater a luta de classe, as esquerdas e, consequentemente, se perpetuar no poder.

E atrás disso está a extrema direita brasileira, que sabe ter apenas 20% da população, contudo não tão fiel, a partir da hora que tal governo militarista e elitista liderado por Bolsonaro chegar ao limite de sua intenção de desmontar o cinturão de proteção social, cultural e econômico, exemplificado nas perdas sociais e trabalhistas, previdenciárias e empregatícias, que já estão, nitidamente e verdadeiramente, a deixar o povo despido até de suas vestes.

Ainda faltam ainda dois anos e dois meses para o pior governo da história do País, cujas autoridades chegaram ao poder por meio de um golpe de estado, que se desenrolou na prisão covarde e injusta de Lula, chegue à bancarrota, desmoralizado, e com a população em petição de miséria, pois neste momento o Brasil já tem cerca de 50 milhões de desempregados e subempregados, além da violência endêmica que supera qualquer índice sobre o assunto no mundo. Vergonhoso. Quase todos os números e índices econômicos e sociais são negativos, desde os ambientais aos sanitários, comerciais e industriais, além da falta de investimentos estrangeiro e desemprego galopante.

Se o inferno existe, ele é o Brasil atual. Crises gigantescas na saúde e educação, porque políticos moleques e bandidos, com o apoio da grande imprensa tradicional com ações similares a de um delinquente ou marginal de alta periculosidade, congelaram por 20 anos os recursos da educação e da saúde, além do desamparo moral e espiritual ao povo brasileiro, que se tornou dividido, triste, agressivo, violento e, ao que parece, totalmente intolerante e confuso.

O Brasil dobrou o cabo da esperança e está à deriva no meio do oceano, sem perspectiva de avanços econômicos e justiça social. Existe uma atmosfera de cansaço, mas prestes a explodir. O País vive sob uma plúmbea nuvem sempre a maltratar o chão com raios, em uma intolerância que leva à renúncia do que é racional e ponderado, sensato e inteligente.

O barbarismo e o fracasso do golpe de estado de 2016 se expande, além das fronteiras e avisa, definitivamente, que o Brasil necessita urgentemente ser pacificado e afastar, por meio da democracia que está às voltas com todo tipo de golpe contra ela, o governante fascista, seus generais e empresários suicidas da vitória eleitoral em segundo mandato. O povo brasileiro precisa de uma maneira ou outra lutar pelo que é civilizado e justo, aceitável e compreendido.

Não se compreende a selvageria que campeia e a derrota proposital quanto ao desenvolvimento do País e a recuperação da autoestima do povo brasileiro, independente se ele, porventura, titubeou e apostou contra o amor próprio, a prejudicar seriamente seus interesses de cidadania.

O Partido dos Trabalhadores tem de fazer política urgentemente, explicar o que acontece para os trabalhadores, donas de casa, estudantes, aposentados e toda a sociedade civil organizada, de maneira assertiva, direta e corajosa. A esquerda tem de voltar a se mobilizar e explicar… explicar… explicar…, incansavelmente, o porquê de o Brasil ter sido alvo de um golpe do capital internacional associado à burguesia tupiniquim. Fazer o povo entender!

A esquerda tem de recuperar seu fôlego e fibra históricos e tirar do poder os políticos malandros da direita e extrema direita, que tomaram a fórceps o Palácio do Planalto e fingem que governam o Brasil por meio da democracia, que tanto desprezam e odeiam, porque democracia significa dar oportunidade a todas as pessoas e, definitivamente, a direita sempre combaterá a cidadania, pois intrinsecamente sectária e fundamentalmente concentradora de renda e riqueza. O PT é luta, pois que lute o PT! É Isso aí. 

 

 

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Tempos de mediocridade

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 19 de Outubro de 2020

Há alguns dias os jornais deram destaque ao drama da modelo Elisa Pontes, 26 anos, que até semana passada estava internada no Instituto Philippe Pinel, em Botafogo, Zona Sul do Rio, após ter sido encontrada vagando na favela do Cantagalo, localizada  também na Zona Sul. A modelo - que, conforme foi divulgado, já desfilou várias vezes no exterior - foi mais uma vítima de aproveitadores alienados que pululam na internet. Usaram a imagem da modelo em tela para criar perfis fakes no Instagram, com o objetivo de acumular possíveis  seguidores.

É a exposição a qualquer custo. Insensibilidade total para o drama pessoal, de caráter familiar da modelo. Grassa na internet a superficialidade na maioria dos assuntos, a falta de respeito, de ética. Vivemos tempos de mediocridade.

Na verdade, a internet piorou o que já era ruim: o relacionamento interpessoal.

As pessoas ficaram mais individualistas e egoístas. Por isso, entre outras coisas, os consultórios dos psicanalistas estão cheios.

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Quem mandou matar Marielle? Por quê?

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 14 de Outubro de 2020

 

Um crime de repercussão internacional ainda não tototalmente desvendado

O povo quer saber: quem mandou matar Marielle Franco e por quê?

945 dias

 

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Ministério Público pede que Google seja multado por não fornecer dados sobre caso Marielle

Postado por Paulo Cezar Soares | segunda-feira, 12 de Outubro de 2020

 

Publicado no  site  Brasil 247

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu à Justiça que seja aplicada uma multa diária contra o Google por não fornecer dados de usuários que realizaram pesquisas pelo nome da vereadora Marielle Franco em datas próximas a sua execução.

O valor da multa pode variar entre R$ 100 mil e R$ 5 milhões.

Procuradores argumentam que os dados são fundamentais para a localização e identificação dos demais envolvidos no assassinto de Marielle.

O Google alega que o fornecimento dos dados fere a privacidade dos usuários.

 

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Mulher presa por matar o marido fazia sexo com colegas de trabalho da vítima, segundo decisão judicial

Postado por Paulo Cezar Soares | Quarta-feira, 7 de Outubro de 2020

 

Matéria publicada no site do jornal Extra

Depois de 11 anos foragida, Monica Maria Santiago, de 52 anos, foi presa na última segunda-feira, dia 5, por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Ela foi condenada em março de 2009, pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, a 16 anos de prisão pelo assassinato do marido, Wellington Franklin Bezerra, ocorrido em maio de 2002. Monica, segundo a denúncia do Ministério Público, matou Wellington para receber o seguro de vida do marido, do qual ela e a filha do casal eram beneficiárias.

De acordo com o acórdão do TJ que aumentou a pena imposta a Monica — ela havia sido condenada pelo 4º Tribunal do Júri da capital, em novembro de 2007, a 14 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado — ela tinha uma conduta social “desabonadora”, “pois realizava festas no apartamento do casal quando o companheiro estava ausente e tinha relações sexuais com vários colegas de trabalho dele, o que causava danos vexatórios à imagem do ofendido”.

Segundo a sentença de pronúncia de Monica no 4º Tribunal do Júri, ela matou Wellington com três tiros, na cabeça e no peito, na madrugada de 3 de maio de 2002, no apartamento onde o casal morava com a filha, na Estrada do Portela, em Madureira, Zona Norte do Rio. A vítima foi baleada enquanto dormia. Sua filha estava na casa da família no momento do crime.

Monica foi presa na favela da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

 

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